segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

LIÇÃO 7 - ESTEVÃO, SERVINDO A DEUS COM A SUA MORTE

Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Av. Brasil, 740 – Juiz de Fora - MG
Elaboração da Aula para os Professores da Escola Dominical
Revista: Atos dos Apóstolos
Prof. Dc João Paulo Cruz – Classe Bereanos

Primeiro contato

Sinagoga – Era uma casa de oração. Local onde os judeus se encontravam para encontrar, adorar, orar e estudar a escritura.  Sua origem provavelmente ocorreu após a destruição do Templo em Jerusalém pelos babilônicos em 586 a.C., devido à vontade de continuar ensinando a lei e a mensagem dos profetas. Em Ne 8.1-8 a comunidade de exilados se ajuntou em Jerusalém e Esdras em um púlpito de madeira começa a ler a lei e a interpretar de forma que o povo entendesse, quando o escriba abençoou o Senhor, o povo abaixou a cabeça e adorou. Esses elementos tornaram-se básicos na sinagoga. A primeira evidência de sinagoga vem do Egito ano 3 a.C.
As Escrituras nos dão impressão de várias sinagogas existentes na palestina:

·   Jesus freqüentemente ensinava nas sinagogas (ver Mt 4.23; 9.35; Jo 18.20).
·   Sinagoga em Jerusalém (At 6.9), em, Damasco (At 9.2), em Chipre (At 13.5), em Antioquia(At 13.14), Macedônia e Grécia (At 17.1,10, 17; 18.4) e Éfeso (At 19.8).

Os Evangelhos e o livro de Atos geralmente falam da reunião do povo judeu no sábado para adorar na sinagoga. As pessoas também se encontravam para adorar no segundo e no quinto dia da semana. O culto na sinagoga começava com a confissão da fé recitando Dt 6.4-9, 11.13-21 e Nm 15.37-41, seguido de oração e leitura das escrituras. A leitura da lei era básica (veja Atos 15.21) e era feita de acordo com um ciclo de três anos. Os profetas também eram lidos, mas mais casualmente. Aí vinham as interpretações. Conforme o conhecimento do hebraico bíblico foi diminuindo na palestina, uma tradução em aramaico das escrituras era lida depois da leitura em hebraico. Depois disso um discurso era dado. Qualquer um que fosse qualificado poderia falar ao povo, como fazia Jesus e o apóstolo Paulo. O culto terminava com uma benção. O trabalho da sinagoga também incluía a administração da justiça. Aqueles que infringiam a lei ou que eram acusados de atos contrários a lei judaica eram trazidos diante dos anciãos da sinagoga. Eles podiam, em circunstâncias extremas, excluir o ofensor da sinagoga (ver 9.22, 34-35; 12.42) ou mandar que ele fosse açoitado. Jesus avisou os seus discípulos para estarem preparados para enfrentar qualquer uma das duas situações (Mt 10.17; Jo 16.2). Saulo, como perseguidor dos cristãos, enviou cartas endereçadas à sinagoga de Damasco. Foi-lhe dada autorização para prender cristãos e trazê-los de volta a Jerusalém (At 9.2).
A leitura da lei era o significado central de adoração. Os ensinamentos da lei, especialmente para crianças, eram intimamente associados com a sinagoga.
O Novo Testamento se refere (Mc 5.22, Lc 13.14; At 18.8,17) a dois cargos em particular na sinagoga. O "governador da sinagoga" que era responsável pela ordem e pela seleção do leitor da escritura. Um atendente (Lc 4.20) que tirava e guardava os rolos da escritura. Mais tarde uma pessoa foi escolhida como líder de oração.
A sinagoga dos Libertos era formada por descendentes de judeus levados cativos para Roma que foram libertos, junto com outros judeus das regiões de Cirene, de Alexandria, Cilicia e Ásia.

Texto Áureo

No contexto deste versículo, Jesus fala de sua morte na cruz em termos de glorificação e não de tragédia, mostra que o caminho da frutificação passa pelo sofrimento (Tg 1.2.4; Rm 8.28; Fp 4.13).

Verdade Aplicada

Estevão honrou a Deus tanto em sua vida quanto em sua morte, visto que foi reconhecido nele, sabedoria, graça, poder e uma vida cheia do Espírito Santo.  Talvez muitos queiram que depois de sua morte seus ossos ressuscitem alguém assim como os ossos do profeta Elizeu. Mas o importante é fazermos enquanto há tempo e honrarmos o nome do Senhor já (Jo 4.23-24; Mt 25.14-31; Cl 3.23).
Não espere para honrar a Deus com sua morte porque pode ser tarde demais!

Introdução

Estevão era possivelmente um judeu helenista, ou seja, um daqueles judeus que falavam grego como única ou segunda língua, além do aramaico, por causa da diáspora (dispersão dos judeus devido a domínios estrangeiros).

1. Estevão, um homem notável

1.1 Foi o primeiro
1.2 Destacou-se por suas virtudes (At 6.5)
1.3 Admirado pelos sinais que operava (At 6.8)

Como estudamos semana passada, a eleição dos 7 primeiros diáconos foi dada a igreja, mas esta também recebeu a regra da eleição: Os eleitos deveriam ter boa reputação, sabedoria e ser cheio do Espírito Santo. Com base nisso e com o seu nome no começo da lista entendemos que nele havia as condições necessárias para exercer tal função. Entendemos que os primeiros diáconos eram revestidos de poder e fé de forma suficiente para que esses sinais e maravilhas que os seguiam testificassem do Cristo ressurreto.
Com habilidade literária, Lucas nos concedeu uma visão das condições da igreja antes de iniciar o relato do terceiro processo, de sangrenta gravidade. Pudemos tomar fôlego antes de presenciar atentamente o destino de Estêvão. “Estêvão”, esse nome aparece diretamente no topo da nova passagem. Acabamos de conhecê-lo na eleição dos “sete” como “homem cheio de fé e do Espírito”. Agora se afirma que era “cheio de graça e poder”. Os homens da Bíblia não são pensadores e teóricos, que desenvolvem sistemas de visão de mundo ou teológicos sobre Deus, mas são testemunhas do Deus vivo, por meio dos quais Ele atua. Porque a graça de Deus, por sua vez, tampouco é mera intenção amigável dele, e sim uma ação poderosa de socorro. “Graça e poder” formam uma unidade. Graça impotente de nada adianta, e poder sem graça é terrível. Porém “graça e poder” fazem “grandes prodígios e sinais entre o povo”. Curas e outros auxílios de cunho admirável na atuação de Estêvão dirigem o olhar para Jesus. Portanto, os apóstolos não são os únicos que Deus confirma através desses meios (Sl 34.19; Sl 132.1; 2 Co 6.4; Cl 1.24; 2 Tm 2.3; Hb 10.32; Jo 16.33; 2 Tm 4.5; 2 Co 1.5-7; Sl 25.17; Rm 8.18; 1 Pe 4.13; 2 Ts 1.4; 2 Tm 3.11; 1 Pe 5.9; 2 Tm 1.8; Hb 2.10; Tg 1.12; 1 Pe 2.19).

2. Estevão sofre oposição

Neste caso, entendemos o que o comentarista nos fala sobre “nova visão” uma mensagem diferente do que era ouvida nas sinagogas, mas temos uma preocupação com esse tipo de termo, vivemos numa era de um “novo evangelismo”, “nova unção”, “novo evangelho”, “novos adoradores”, “novos louvores”.
Não há nada de novo na igreja, pois tudo foi arquitetado desde a fundação do mundo.

Ef 1.4 – “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor”.

Ef 3.9 – “E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo”.

2 Tm 1.9 – “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos”.

2.1 A disputa com Estevão (At 6.9,10)

Nunca houve algo como uma “doutrina de Estevão”.
Nas sinagogas todo israelita poderia ler as escrituras e comentar alguma coisa a respeito de (Mt 9.35; Lc 4.16-22; At 19.8), foi exatamente isso que Estevão fez na sinagoga dos Libertos.

2.2 O suborno contra Estevão (At 6.11)

Sinédrio – Escola judaica na antiguidade. Seu significado original vem do grego synedrium, que quer dizer “assembléia”.  Era composto, em sua maioria, por membros da nobreza e sacerdotes do Templo, que pertenceriam ao grupo dos saduceus – um segmento judeu ligado à classe dominante da época. O Sinédrio tinha como função primordial a aplicação da justiça do ponto de vista das leis judaicas contidas na Torah.
Assim sendo, além de representar o povo judeu próximo às hierarquias de poder daquele período, prosseguia na responsabilidade do processo ensino-aprendizagem do povo, na medida em que a Torah, tanto escrita quanto oral, era utilizada no desempenho de suas atividades diárias.
O que confirma esta atividade educativa dentro do Templo através do Sinédrio é a existência das principais escolas ao longo de períodos distintos na história do povo judeu: Hilel, Shamai e Gamaliel.  Hilel e Shamai trabalharam na mesma época, criando, respectivamente, a “Casa de Shamai” e a “Casa de Hilel”: Duas escolas que desenvolviam metodologias e atividades educativas sob olhares distintos.
Segundo Cecil Roth, “Hilel fazia-se notar pela humildade e pela inclinação à tolerância. (…) Shamai tinha um ponto de vista rigoroso sobre questões morais e religiosas…” (1967, p.602 e 1083).  Gamaliel, além de neto de Hilel, foi Presidente do Sinédrio e apresentado no Novo Testamento, como professor de Paulo de Tarso. Hilel e Shamai fizeram parte da primeira geração de estudiosos e responsáveis pelo ensino de muitos, através dos preceitos da Torah e do Talmude. Suas escolas foram de extrema relevância educacional para o povo judeu. Entretanto, Hilel sempre teve maior destaque por suas características pessoais que repercutiam em sua metodologia e forma de trabalho. A presidência do Sinédrio aconteceu com o passar do tempo.

“Ele foi o primeiro dos autores da Mishná a afirmar que o judaísmo tinha como objetivo implementar o cumprimento dos deveres de cada indivíduo em relação a seu próximo e que todos os mandamentos são meios para alcançar esta finalidade. Também foi o primeiro a estabelecer o princípio do amor fraterno como condição principal para todos os mandamentos da Torá” (Morashá, edição 25)

O Sinédrio foi um espaço onde a pedagogia estava debruçada sobre os valores éticos e morais, através da Torah.  E Hilel, Shamai e Gamaliel foram responsáveis, cada qual em seu tempo, pela consolidação e sustentação das práticas educativas para crianças e jovens. Determinando que essas escolas rabínicas que funcionavam no Sinédrio, respondem pela edificação dos alicerces do processo de assimilação do ensino judaico.

2.3 Arrebatado dentre o povo e acusado (At 6.8-15)

“Blasfêmia contra Moises, Lei e o Templo.”

Ali se providenciam imediatamente “falsas testemunhas”. Não precisam ter sido novamente homens que mentem conscientemente e apresentam afirmações arbitrárias; isso teria pouco peso. Quando declararam: “Esse homem não cessa de falar contra o lugar santo e contra a lei; porque o temos ouvido dizer que esse Jesus, o Nazareno destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos deu”, eles na realidade prestaram atenção nos pontos decisivos. Ao que parece, Estêvão argumentou com a misteriosa palavra de Jesus sobre o Templo (Jo 2.19-21; Mt 26.61; 27.40), que já tivera peso no processo contra o próprio Jesus. Da mesma forma poderia ter sido debatida a posição de Jesus frente ao sábado. Com quanta rapidez essas palavras podem ser entendidas equivocadamente! Por isso, na época da Reforma, muitos bons católicos podem ter pensado com sincera indignação que Lutero falava “blasfêmias” contra o papa e a santa igreja, arrasando e destruindo tudo em que se apega o coração de uma pessoa devota. Era evidente que, ao contrário dos inquéritos anteriores contra os apóstolos, essas declarações de testemunhas mostravam pontos de acusação concretos contra o Sinédrio, os quais forçosamente atingiam os dois grupos componentes, os saduceus e os fariseus, e os enfureciam contra Estêvão. “E todos os que estavam assentados no Sinédrio fitaram os olhos nele, e viram seu rosto como se fosse rosto de anjo.” Com certeza não nos cabe explicar esse dado erroneamente de forma psicológica. Aqui havia mais do que mero “brilho” humano. Contudo, como no caso de Ananias, Deus também pode ter usado, para o juízo, o susto súbito do culpado que foi desmascarado, assim também no caso de Estêvão faz parte de sua glorificação, nessa hora, tudo o que preencheu seu coração e sua vida com a alegria em Jesus, com a paz da plena certeza de salvação, com o amor que buscava e desejava salvar seu povo. Por essa razão, o Sinédrio não constata em seu rosto o medo da pessoa que se vê à mercê de uma turba agitada e do ódio de seus inimigos, nem a indignação de alguém que foi tratado com injustiça. Não a superioridade de alguém de maior conhecimento, mas o brilho de um mensageiro de Deus cheio de verdade, santidade e amor.

3. O martírio de Estevão

Hc 1.13 – “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar. Por que olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?”

Hc 2.4 – “Eis que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá”.

Pv. 14.5 – “A verdadeira testemunha não mentirá, mas a testemunha falsa se desboca em mentiras”.

Contra Moises, a Lei e o Templo:

Jo 1.17 – “Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo”.

Jo 3.14 – “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado”.

2 Co 3.1 – “E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles.

Hb 10.38 – “Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas”.

Hb 3.3 – “Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou”.

Rm 7.22 – “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus”.

Gl 5.18 – “Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei”.

3.1 O sermão apologético

Mt 17.2 – “Jesus: E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz”.

Ex 34.35 – “Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moisés, e que resplandecia a pele do seu rosto; e tornava Moisés a pôr o véu sobre o seu rosto, até entrar para falar com ele”.

2 Co 3.7 – “E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória”.

2 Co 3.13 – “E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório”.

3.2 A sua severa repreensão (At 7.51-53)

Estevão diferentemente dos apóstolos não é acusado apenas de falar sobre Jesus e sobre a autoridade que estava sobre ele. Ele é acusado (mesmo que falsamente assim como foi Jesus) de blasfemar contra Deus, contra Moises, a Lei e o Templo. Estevão é levado ao Sinédrio e uma multidão alvoroçada esperava para condená-lo (Lv 24.16).
Ele também não consegue refutar as acusações contra ele, como Pedro fez, com uma síntese, justificando sua ação com breve testemunho.
No começo de seu discurso mostra que também é de Israel (irmãos), respeito “pais” do povo. Começa uma exaustiva descrição da História de Israel.
No entanto, tudo isso são detalhes pequenos que permanecem sem importância para o entendimento do próprio discurso de Estêvão. São duas grandes verdades que Estêvão lança contra seus acusadores e o Sinédrio, e com as quais o acusado se torna acusador, exatamente como Pedro, a partir da escritura. Como não pode deixar de acontecer num olhar tão intensivo para a escritura, em primeiro lugar e acima de tudo está diante de nós Deus com toda a sua soberania e liberdade. Estêvão começa assim: “O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão”. Nenhum “mérito” moveu Deus para manifestar-se justamente a ele. Naquele tempo Abraão ainda estava “na Mesopotâmia”, ou seja, no mundo gentio. A livre escolha de Deus o separou, começando assim a história de Israel mediante sua própria graça. Logo não existe nenhum “orgulho” justificado do judeu. Com essa afirmação Estêvão acerta imediatamente o ponto mais profundamente vulnerável, a partir do qual explode toda a fúria contra ele: É o orgulho falso que se rebela contra o chamado ao arrependimento. Também nesse aspecto Estêvão traçou a linha que mais tarde Paulo (ouvinte desse discurso de Estêvão!) retoma em Rm 9-11. Toda a vasta história de Israel situa-se sob esse poder determinante de Deus, que continua sendo, por meio de suas promessas e prenúncios na admirável história de José e no magnífico envio de Moisés, aquele que age e salva por livre iniciativa. Não é Estêvão que “blasfema contra Deus”, e sim seus acusadores, quando negam ao Deus da glória essa liberdade e o poder de sua graça, pelos quais voltou a agir quando enviou Jesus. Conseqüentemente, Estêvão de fato conduziu sua defesa “cheio do Espírito e de sabedoria” (At 6.10) à profundidade, destacando a questão realmente determinante. Não o fez com palavras próprias, mas inteiramente com a Bíblia, confiando que seus juízes versados na Escritura o entenderiam. Nisso ele necessária e involuntariamente passou para o ataque.
Na seqüência se revela em toda a história de Israel, como segundo ponto, a mesma oposição antagônica à liberdade e graça de Deus que agora irrompe plenamente na rejeição a Jesus.

3.3 A reação imediata do conselho

Atos 7.54-8.1: Eis aqui um texto clássico sobre a ação da Trindade sustentando o cristão fiel: O Espírito Santo o enche com paz e verdadeiro amor (v. 60; Gl 5.22). A glória de Deus se manifesta evidente, trazendo firmeza e esperança (Jo 17.5,24; 1 Pe 1.5-8). Jesus Cristo, o Messias é exaltado. E, “em pé”, assim como o pai com muitos filhos pródigos, abre os braços e os céus para os crentes (Mc 14.62).
A palavra de Estevão, ao invés de gerar arrependimento, produziu mais ira e indignação, pois os argumentos foram os mesmos que levaram Jesus à cruz. A expressão aqui traduzida por atiraram-se, no original grego tem o sentido de “linchamento sumário”.  As “testemunhas”  isto é, as primeiras pessoas que acusaram Estevão tiveram o privilégio de atirar as primeiras pedras contra ele, e depositaram suas vestes aos pés de Saulo, membro do Sinedrio e que mais tarde seria convertido pelo próprio Jesus Cristo.

4. Condenação sumária de Estevão

4.1 Unânimes contra ele (At 7.54,47)
4.2 O apedrejamento (At 7.59)
4.3 O jovem Saulo na ocasião

Estevão morreu seguindo o exemplo de Jesus, seu Mestre (1 Pe 2.21.24) e teve o privilegio de nos legar a descrição sumarizada do momento mais almejado na vida de um cristão, o seu encontro com o Senhor no céu. Diante do sofrimento da morte e da glória que o vislumbrava, Estevão buscou forças para suplicar a Deus pela salvação de muitos daqueles que ali estavam (como Saulo, por exemplo), cujas mentes e os corações estavam completamente endurecidos para a verdade e o Reino, mas que careciam de mais uma oportunidade a fim de que não perdessem a glória eterna que Estevão já podia contemplar, enquanto sua vida na terra se esvaía, outro exemplo de Cristo (Lc 23.24).

Conclusão

Ao ser semeado em Jerusalém o sangue de Estevão frutificou para muito além dos seus muros, tratando-se de uma morte que conduziu muitos à vida (Jo 12.24), e, como conseqüência direta do seu martírio, pelo menos quatro situações podem ser enumeradas: a) a  jornada evangelística de Filipe (8.4-40; b) a conversão de Saulo (9.1-30; c) a viagem missionária de Pedro (9.32-11.18 e d) a fundação da igreja em Antioquia da Síria (11.19).

“O fogo de Deus não pode ser apagado pelas águas da perseguição dos homens” (A.W.Tozer).
Referências Bibliográficas:
Bíblia Ilumina
Centro de Pesquisa da Antiguidade. Sinédrio - Escola Judaica na Antiguidade. Disponível em: http://cpantiguidade.com/2010/07/30/sinédrio-escola-judaica-na-antiguidade/. Acesso em: 06/02/2011.
Boor, Werner de. Atos dos Apóstolos. Curitiba, PR: Editora Evangélica Esperança, 2003.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

LIÇÃO 5 – A GRAVE MENTIRA DE ANANIAS E SAFIRA

Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Av. Brasil, 740 – Juiz de Fora - MG
Elaboração da Aula para os Professores da Escola Dominical
Revista: Atos dos Apóstolos
Profª. Magda Narciso Leite – Classe Sara

Texto Áureo: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).
  
Verdade Aplicada: Mentir na presença de Deus faz o homem cair negativamente em suas mãos e horrenda coisa é ser punido por Deus.

Texto de Referência: At 5.1-4

Introdução – Lucas, ao escrever acerca de Ananias e Safira, relata um dos poucos milagres de maldição ocorrido ao longo do Novo Testamento...

O que é maldição? É a condição proveniente de um ato, onde um mal é instalado na vida de uma pessoa de alguma maneira. A maneira como este mal se instala, pode ser, por exemplo, através de um homem, ao proferir este uma maldição contra outra pessoa, ou quando um homem pronuncia uma maldição contra si próprio em confirmação a uma promessa, ou como garantia da verdade de um testemunho perante a lei. Deus pode proferir uma maldição sobre a vida de alguém ou de alguma coisa? Sim. No entanto, em relação a Deus é importante deixar claro que quando Ele pronuncia uma maldição, essa é, em primeiro lugar, uma denúncia contra o pecado, sendo a maldição, na verdade, conseqüência do pecado, e não conseqüência em si do pronuncio feito por Deus; em segundo lugar, a maldição demonstra o julgamento de Deus contra o pecado. Com relação aos exemplos citados pelo comentarista, a morte de Ananias e Safira, a maldição da figueira, uma simbologia da nação de Israel; Herodes ferido pelo anjo do Senhor e comido de bichos e a cegueira temporária de Elimas (não de Saulo como escrito no texto), todos os casos se tratam do julgamento de Deus contra o pecado. A denúncia ou julgamento de Deus contra o pecado sempre deve despertar o temor dos homens em relação a Deus, pois todos os casos visam demonstrar qual será o fim de todos aqueles que permanecem em seus pecados ou em desobediência a Deus.

1. Mentiram para obter prestígio – Infelizmente, vivemos uma época em que muitos desejam ser reconhecidos e prestigiado...

Em todas as épocas os homens, de forma geral, demonstram em si o desejo de serem reconhecidos e prestigiados. Os preceitos de Deus vêm exatamente contrapor a esse desejo inerente ao ego humano, e sendo assim, todos aqueles que se dispõe a servir ao Senhor devem lutar contra este tipo de sentimento. É o que Jesus mostra em Mt 6.1-6,16-18, quando então Ele denuncia as ações dos homens quanto a dar esmolas, orar e jejuar apenas com o intuito de serem vistos e admirados pelos homens.

"Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente. E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.
E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente".

1.1 A voluntariedade da contribuição financeira – Não havia, naquela época, uma regra quanto a contribuição na Igreja Primitiva, a não ser a generosidade voluntária...

“E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha” (At 4.32-35).

Princípios que regem a contribuição financeira:

“Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis” (1 Co 8.9).

“Porque, se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem e não segundo o que não tem” (1 Co 8.12).

“Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra, conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia e pão para comer também multiplicará a vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça” (1 Co 9.7-10).

1.2 As contribuições geravam prestígio – Quando alguém dava uma oferta vultuosa... gerava admiração e respeito. Esse prestígio era alcançado por meio da generosidade em si e era conquistado por conseqüência... vemos por exemplo o caso de José, apelidado de “filho da consolação” (ou Barnabé)... Ananias e Safira vendo o exemplo de Barnabé, e o prestígio que isso trouxe, cobiçaram aquela honra para si, mas de maneira reprovável.

“Então, José, cognominado, pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido é, Filho da consolação), levita, natural de Chipre, possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos. Mas um certo varão chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos” (At 4.36,37; 5.1,2).

1.3 Um plano astucioso com a contribuição – Ananias e Safira, pelo que parece, eram bons crentes, mas achavam que não poderiam deixar de passar aquela oportunidade de reconhecimento público... Na verdade, Satanás estava enchendo o coração deles de cobiçosa honra...

Ananias e Safira ao venderem uma propriedade planejaram entre eles levar parte do preço aos pés dos apóstolos, simulando perante a igreja que aquela quantia era o preço total da propriedade. Com relação ao comentário de que, ao que parece, eles eram bons crentes, fica difícil tecer algum comentário sobre isto, pois nenhum relato quanto às suas atitudes antecedentes é apresentado na Bíblia. O que nós podemos ver é que através dos seus desejos de obterem prestígio perante a igreja, eles acabaram cedendo espaço para que Satanás enchesse seus corações, e assim ao invés de retrocederem, acabaram levando seu intuito à frente. Ninguém está livre de viver situações onde certos desejos venham aflorar a mente ou o coração, no entanto, em circunstâncias como esta, onde o pecado jaz a porta, a Bíblia nos ensina que o que nós devemos fazer é lutar contra o mal, através da vigilância, da oração, da busca pelo domínio próprio e da sujeição à Deus e à sua vontade.

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41).

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6.10,11).

“Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).

“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo” (1 Pe 5.8,9).

2. A gravidade do pecado, mentiram para Deus – Várias questões são levantadas sobre o ato mentiroso de Ananias e Safira, por exemplo, teriam blasfemado contra o Espírito Santo? Porque Deus os executou tão sumariamente sem dá-los chance de arrependimento? Teria sido o pecado deles tão grave assim? E porque pessoas que mentem hoje tão gravemente não morrem? Essas perguntas tem o seu valor apesar do pouco tempo tentaremos responder aqui resumidamente

2.1 O significado de mentir para Deus – Quando Ananias depositou aos pés dos apóstolos a contribuição, estava se fazendo passar por um homem melhor do que ele era... Não houve blasfêmia alguma naquela situação...

Conforme foi visto anteriormente, Ananias e Safira simularam uma situação para, através dela obterem prestígio. Eles não voltaram atrás naquilo que planejaram, antes levaram a frente o seu intento mentindo em relação ao preço da propriedade. O Espírito Santo revelou a situação a Pedro, e assim Pedro a denunciou a Ananias. Conforme o comentarista escreve, o pecado nesta situação não foi o pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo e nem o de sonegação de dízimo ou de oferta. Quanto a mentira, esta na verdade, foi o ato final do pecado já existente. O que aconteceu então neste caso, foi o pecado que a Bíblia no Antigo Testamento chama de “pecado com as mãos levantadas” (ver Nm 15.30,31), ou seja, o pecado premeditado ou planejado de forma voluntária e levado a frente em sua execução. A gravidade quanto a este tipo de pecado é vista nas seguintes palavras de Hb 10.26-29:

“Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?”

“Mas a alma que fizer alguma coisa à mão levantada, quer seja dos naturais quer dos estrangeiros, injúria ao Senhor; e tal alma será extirpada do meio do seu povo, pois desprezou a palavra do Senhor e anulou o seu mandamento; totalmente será extirpada aquela alma, e a sua iniqüidade será sobre ela” (Nm 15.30,31).

2.2 Ignoraram a onisciência de Deus – A falta de temor e a ousadia em mentir foi tal que ignoraram a onisciência de Deus...

“Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete, sobre os telhados será apregoado” (Lc 12.2,3).

“E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hb 4.13).
           
2.3 Atraíram juízo e condenação sobre Si – Ananias e Safira procuravam uma boa coisa, porém da maneira errada... mas de Deus não se escarnece. Vejamos qual foi a conseqüência desastrosas disso no item a seguir.

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará (Gl 6.7).

3. A conseqüência desastrosa da mentira – Todo ato pecaminoso gera uma conseqüência. A Bíblia deixa claro na Lei da Semeadura, tudo aquilo que o homem plantar isso também ceifará (Gl 6.7)

3.1 Ananias é fulminado – Quando Pedro pronunciou suas palavras inquiridoras sobre Ananias, por si só já seria uma severa reprimenda se nada acontecesse... Inquiriu acerca da desobrigatoriedade da contribuição...

“Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram. E, levantando-se os moços, cobriram o morto e, transportando-o para fora, o sepultaram” (At 5.3-5).

3.2 Safira é fulminada – A consorte de Ananias era também sua cúmplice e partícipe direta no pecado da mentira ao Espírito Santo...

“E, passando um espaço quase de três horas, entrou também sua mulher, não sabendo o que havia acontecido. E disse-lhe Pedro: Dize-me, vendestes por tanto aquela herdade? E ela disse: Sim, por tanto. Então Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti. E logo caiu aos seus pés, e expirou. E, entrando os moços, acharam-na morta, e a sepultaram junto de seu marido. E houve um grande temor em toda a igreja, e em todos os que ouviram estas coisas” (At 5.7-11).

3.3 O temor pairou sobre todos os que ouviram – Os fiéis ficaram atemorizados desde o início... Teria sido Deus severo? Porque não deu Deus tempo para que se arrependessem?... Em primeiro lugar mentira é uma violação de um princípio divino que, em outras situações Deus demonstra tolerância... Então Deus em sua soberania não tolerou fulminou a ambos para servir como exemplo a todas as gerações da igreja que se seguiriam.

É importante deixar claro que Deus não é tolerante com nenhum tipo de pecado, nem mesmo com a mentira seja ela em que situação for, pois o pecado sempre faz separação entre Deus e o homem e o salário do mesmo sempre será a morte. O pecado na vida do crente fiel a Deus pode até ocorrer, o próprio apóstolo João diz que se nós dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos (ver 1 Jo 1.8), porém este nunca deve ocorrer de forma premeditada, conforme foi o caso. É claro que desde o momento em que o pecado foi planejado, até o momento em que veio a tona perante a igreja houve oportunidade para arrependimento, e se assim fosse, conforme Tg 2.13 a misericórdia triunfaria sobre o juízo. Deus sempre espera que haja arrependimento, pois Ele não tem prazer em que ninguém venha a morrer sem salvação. Não havendo, porém arrependimento, já não resta mais sacrifício para o pecado e diante disto, o que se pode esperar é o juízo divino. A morte de Ananias e Safira fica como exemplo para todos nós, para que não venhamos a banalizar a graça de Deus, pois conforme diz Hb 10.31: “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo”.

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14).

“Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor Deus; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva? Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniqüidade, fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá” (Ez 18.23,24).

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 Jo 1.9).

“E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu” (Ap 2.21).

4. Que lições aprendemos com Ananias e Safira – Penso que dizer, que o que aconteceu a Ananias e Safira é apenas para não mentirmos uns aos outros é ser muito superficial...

4.1 Primeiro, não devemos agir como se Deus não nos visse – Deus é amor, é gracioso, é longânimo, mas é justo juiz... Aquele que usam de engano não servem a Deus e não podem permanecer na congregação dos justos...

“Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá” (Sl 1.5,6).

“Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira?” (Sl 4.2)

“Destruirás aqueles que falam a mentira; o Senhor aborrecerá o homem sanguinário e fraudulento” (Sl 5.6).

“O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que fala mentiras não estará firme perante os meus olhos” (Sl 101.7).

“A verdadeira testemunha não mentirá, mas a testemunha falsa se desboca em mentiras” (Pv 14.5).

“Suave é ao homem o pão da mentira, mas depois a sua boca se encherá de cascalho” (Pv 20.17).

“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira” (Jo 8.44).

“Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros” (Ef 4.25).

“E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap 21.27)

“Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira” (Ap 22.15).

4.2 Segundo, não devemos pensar que podemos nos esconder – Muitas pessoas se escondem debaixo de um falso manto de piedade e santidade querendo parecer bom aos homens, mas interiormente Deus, que sonda nossos corações, os vê cheios de malícia...

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23,24).

“Todo caminho do homem é reto aos seus olhos, mas o Senhor sonda os corações” (Pv 21.2).

“E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras” (Ap 2.23).

4.3 Terceiro, devemos temer a Deus em todo tempo – Nosso temor não deve ser temporário ou intermitente. Mas constante para nos guardarmos das ciladas de Satanás. Numa falta de vigilância, Ananias e Safira deixaram que Satanás enchesse seus corações de cobiçosa honra...

“Agora, pois, seja o temor do Senhor convosco; guardai-o, e fazei-o; porque não há no Senhor nosso Deus iniqüidade nem acepção de pessoas, nem aceitação de suborno” (2 Cr 19.7).

“E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência” (Jó 28.28).

“O temor do Senhor é limpo, e permanece eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente” (Sl 19.9).

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que cumprem os seus mandamentos; o seu louvor permanece para sempre” (Sl 111.10).

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência” (Pv 9.10).

“O temor do Senhor é fonte de vida, para desviar dos laços da morte” (Pv 14.27).

Referências Bibliográficas:
J. D. Douglas, O Novo Dicionário da Bíblia, 1995, Edições Vida Nova, São Paulo, SP.
D. Stamps, Bíblia de Estudo Pentecostal, 1995, CPAD, Rio de Janeiro, RJ.