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sábado, 18 de junho de 2011

LIÇÃO 12 - A LUTA CONTRA OS PODERES DAS TREVAS

Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Av. Brasil, 740 – Juiz de Fora - MG
Elaboração da Aula para os Professores da Escola Dominical
Revista: Os Desafios da Igreja
Profs. Dc João Paulo Cruz - Classe Bereanos e Magda Narciso Leite – Classe Sara

Texto Áureo: “As armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas anulando sofismas” (2 Co 10.4).

ARC: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas”.

Este versículo está ligado especialmente ao versículo 3, anterior ao mesmo, e ao versículo 5 em sua seqüência. O apóstolo Paulo inicialmente expõe que, embora vivendo em um corpo de carne, não travava batalhas cristãs, segundo os métodos humanos, mas sim segundo aqueles que encontram apoio no poder de Deus. Assim, ele mostra que armas carnais e humanas tais como o egocentrismo, a habilidade, a riqueza, a eloqüência, o poder de persuasão, a influência, a esperteza etc..., são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas. O versículo 5 revela o significado das “fortalezas” mencionadas no versículo 4. Estas correspondem aos conselhos e raciocínios arrogantes dos homens em suas argumentações contrárias à palavra de Deus. As armas poderosas em Deus para destruição de tais fortalezas, dos conselhos e altivez que se levantam contra o conhecimento de Deus, são aquelas que provêm de Deus, tais como oração, fidelidade incondicional à Deus e a sua Palavra, humildade, compromisso com a verdade etc... É através destas armas que o apóstolo se propõe a levar “cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (2 Co 10.5).
           
Verdade Aplicada: Vivamos com lucidez em Cristo Jesus, porque o mundo inteiro está no maligno.

Objetivos da Lição:

·   Destacar os poderes das trevas como realidade perniciosa contra os seres humanos.
·   Conscientizar que os crentes deverão viver em vigilância máxima e orar sem cessar.
·   Mostrar a armadura de Deus como conjunto de armas ofensivas e defensivas para vencer tudo.

Textos de Referência: Ef 6.13-18

Introdução – A luta contra os poderes das trevas é algo ininterrupto. Todo crente precisa saber como proceder diante das ofensivas de satanás. Ele, normalmente, age de forma sagaz, com artimanhas secretas. Quando o crente negligente percebe, já está enrolado até o pescoço. E não é de se admirar, pois o próprio satanás se transforma em anjo de luz (2 Co 11.13-15).

2 Co 11.14: “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz”.

1. Contra as astutas ciladas do diabo – Sem nenhum estardalhaço nem tocando sirene, o inimigo trabalha de forma disfarçada para ninguém perceber que é ele. Aliás, em muitos casos, só depois do estrago (alguns irreversíveis), é que se descobre que foi o diabo.

Observe os seguintes versículos que mostram a forma sigilosa de ação do inimigo:

1 Cr 21.1: “Então Satanás se levantou contra Israel, e incitou Davi a numerar a Israel”.

Jó 1.6,7: “E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles. Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, e disse: De rodear a terra, e passear por ela”.

Zc 3.1: “E ele mostrou-me o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor”.

Mt 16.22,23: “E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso. Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens”.

Lc 22.31-34: “Disse também o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos. E ele lhe disse: Senhor, estou pronto a ir contigo até à prisão e à morte. Mas ele disse: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces”.

1.1 O diabo lança dardos inflamados – O adversário não se cansa, trabalha procurando a quem possa tragar (1 Pe 5.8). As forças espirituais do mal agem sem cessar. Não vence pela força, mas com astúcia e pela insistência.

Em Ef 6.16, quando Paulo lista as partes da armadura de Deus, ele fala do escudo da fé, com o qual o crente pode apagar todos os dardos inflamados do maligno. Paulo traz neste versículo uma analogia aos dardos inflamados usados em campos de batalha. O que eram esses dardos inflamados? Eram estopas embebidas em alguma substância inflamável, que eram acesas e lançadas em flechas contra o adversário. Havia naquele tempo escudos muito frágeis feitos de madeira. Os inimigos lançavam esses "dardos inflamados" para queimar o escudo e tornar vulnerável o corpo do soldado para ser atin­gido. Assim é esta uma das formas de ação do maligno. Ele tenta atingir o crente atacando-o com dúvidas em meio a situações que lhe são contrárias. É por meio da firme confiança no Senhor e na sua soberania que o crente pode apagar todos os dados inflamados do maligno ainda que as circunstâncias lhe sejam adversas.

Sl 56.3,4: “Em qualquer tempo em que eu temer, confiarei em ti. Em Deus louvarei a sua palavra, em Deus pus a minha confiança; não temerei o que me possa fazer a carne”.

Sl 71.1-5: “Em ti, Senhor, confio; nunca seja eu confundido. Livra-me na tua justiça, e faze-me escapar; inclina os teus ouvidos para mim, e salva-me. Sê tu a minha habitação forte, à qual possa recorrer continuamente. Deste um mandamento que me salva, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza. Livra-me, meu Deus, das mãos do ímpio, das mãos do homem injusto e cruel. Pois tu és a minha esperança, Senhor Deus; tu és a minha confiança desde a minha mocidade”.

Fp 1.20: “Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte”.

1 Jo 5.14: “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve”.

1.2 São tentações em todas as áreas das nossas vidas – Por exemplo: Dinheiro, sexo, fama, “status”, vícios, relacionamentos, embaraços, frieza espiritual, falsa religião sem deixar a igreja. Os demônios aliciam e persuadem pessoas em áreas que lhes dão brechas onde faltam peças da armadura de Deus. Exemplos: Mentira no lugar da verdade; injustiça em vez de justiça; dúvidas e questionamentos substituindo a verdadeira fé.

Neste ponto o comentarista fala das diversas tentações às quais os crentes podem estar sujeitos em diversas áreas da sua vida. O ponto fundamental, no entanto é aquele relacionado às brechas. O diabo e seus demônios só encontrarão espaço na vida do cristão se este der lugar à ação da carne. Esta foi a situação de Judas, já que ele não lutando contra a sua carne, o que é evidenciado por suas atitudes, acabou deixando espaço para satanás entrar em seu coração.

Jo 12.4-6: “Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse: Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres? Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava”.

Lc 22.1-6: “Estava, pois, perto a festa dos ázimos, chamada a páscoa. E os principais dos sacerdotes, e os escribas, andavam procurando como o matariam; porque temiam o povo. Entrou, porém, Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, o qual era do número dos doze. E foi, e falou com os principais dos sacerdotes, e com os capitães, de como lho entregaria; os quais se alegraram, e convieram em lhe dar dinheiro. E ele concordou; e buscava oportunidade para lho entregar sem alvoroço”.

1.3 A origem dos nossos pecados está no diabo – Ele é o pai do pecado, pois tudo começou com a rebelião dos anjos contra Deus. Depois o inimigo entrou no jardim do Éden e derrubou Adão e Eva. De lá para cá, ele sempre procura colocar os crentes contra Deus.

As passagens bíblicas de Is 14.12-14 e Ez 28.12-17 ilustram a origem do pecado no céu. Estes textos estão relacionados à queda do “querubim ungido” que tendo sido criado com “livre arbitro”, escolheu rebelar-se contra Deus, sendo por isso, ele lançado fora da presença de Deus. Isaías 14 deixa claro que a razão que levou o “querubim” a rebelar-se contra Deus foi o fato dele desejar usurpar a glória que pertence somente a Deus. Tem-se assim, o começo do pecado no universo. Pode-se dizer que o diabo é o pai do pecado, porque o pecado foi originado por ele. Com relação aos homens, apesar de ter sido o diabo que incitou a raça humana ao pecado, este somente passou a fazer parte da história do mundo, por causa da escolha do homem de desobedecer a Deus. A partir de então, todos os homens passam a nascer com a inclinação para o pecado, e diante disto, o diabo aproveita-se das oportunidades para conduzir cada vez mais o homem ao pecado e também, os crentes à rebelião contra Deus.

Jo 8.44: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira”.

Gn 3.17: “E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida”.

Rm 5.12: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”.

Sl 51.5: “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe”.

Sl 58.3: “Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, proferindo mentiras”.

Rm 8.20: “Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou”.

2. A luta não é contra a carne e o sangue – Muitos estão maltratando pessoas, ofendendo irmãos e destruindo o corpo, pensando que a nossa luta é contra seres humanos. As pessoas são boas, a influência de satanás e o pecado é que as fazem ruins.

Em Ef 6.12, o apóstolo Paulo fala da realidade da batalha espiritual, no qual todos os crentes estão envolvidos, tendo estes que lutar contra um reino hierarquicamente muito bem estabelecido com o propósito de influenciar os homens em suas ações. Esta influência, no entanto não é única ou suficiente para justificar as atitudes dos homens. Em Lm 3.39 o profeta Jeremias, por exemplo, diz: “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados”. Assim, a Bíblia deixa claro a responsabilidade do homem quanto às suas próprias ações. Com relação ao comentário de que as pessoas são boas, é importante esclarecer que de fato, tendo o homem sido criado à imagem e semelhança de Deus, ele foi dotado de todos os atributos que o caracterizariam como sendo uma criatura boa. O pecado, porém manchou o homem em sua imagem e semelhança de Deus, e desde então a inclinação do homem é para o mal, conforme mostra, por exemplo, Gn 6.5 ou 8.21. Tal fato é também claramente demonstrado na resposta de Jesus ao jovem rico, onde Jesus mostra a condição de todos os homens diante de Deus quando Ele diz: “Ninguém há bom, senão um, que é Deus”.

Gn 6.5: “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”.

Gn 8.21: “E o Senhor cheirou o suave cheiro e disse o Senhor em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como fiz”.

Mc 10.17,18: “E, pondo-se a caminho, correu para ele um homem, o qual se ajoelhou diante dele, e lhe perguntou: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus”.

Sl 14.2,3: “O Senhor olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um”.

Is 64.6: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam”.

2.1 Contra os principados e as potestades do mal – São seres espirituais do mal de ordens superiores, especializados e revestidos de autoridade para o mal. Hierarquicamente eles estão organizados. Por vivermos numa batalha espiritual constante, não podemos vacilar.

2.2 Contra os poderes deste mundo tenebroso – São muitos os dominadores do mundo das trevas. “Esses poderes são nossos adversários, porquanto têm fácil acesso a esta terra, motivo pelo qual são chamados de ‘dominadores deste mundo’, visto que seu poder se estende ao ‘kosmos’, à esfera da existência humana.

2.3 Contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes – São seres espirituais malignos, forças do mal, opositores ao bem e à verdade. As regiões celestes, às vezes, são invadidas para operações destas forças. Essas regiões podem ser espaços onde Deus opera, onde estão os anjos bons e os seres humanos remidos (Ef 1.3; 1.20; 2.6; 3.10). As infiltrações dizem que ainda não estamos a salvo completamente, mas só nas mansões celestiais estaremos seguros totalmente, livres de perigos.

O ponto 2.1, 2.2 e 2.3 fala do reino hierarquicamente bem estabelecido de satanás contra o qual os crentes devem lutar em sua oposição em relação ao mal. Depois de sua queda, o “querubim ungido”, conforme descrito em Ez 28.16, foi lançado fora da presença de Deus “Na multiplicação do teu comércio se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas”, passando o mesmo a ser chamado, na Bíblia, de satanás, diabo, dragão, serpente, adversário ou maligno. Juntamente com ele, um terço das criaturas celestes corrompidas por sua astúcia e que participaram do mesmo juízo foram também banidos da presença de Deus (ver Ap 12.4). Uma parte destas criaturas celestes foi lançada no inferno, conforme descrito em 2 Pe 2.4 “Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o Juízo” e em Jd 6 “E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande Dia”, outra parte, porém destes anjos caídos vive nos lugares celestiais sob a liderança do líder do reino das trevas, satanás, o qual é chamado em Ef 2.2 de “o príncipe das potestades do ar”. Conforme pode-se perceber pela descrição em Ef 2.2, satanás vive nos lugares celestiais, porém estes lugares, com certeza não é o mesmo onde vivem os anjos de Deus, “espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação” (Hb 1.14), mas provavelmente uma outra dimensão, já que satanás e seus anjos, conforme já citado anteriormente, foram lançados fora da presença de Deus. Sob a liderança de satanás se encontram anjos caídos de diferentes categorias e diferentes potências. Estes são listados por Paulo como sendo os principados, as potestades, os príncipes das trevas (ou poderes deste mundo tenebroso) e as hostes espirituais da maldade: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6.12). A suposição é de que o termo principados se refira a ordens superiores que possuem autoridade sobre grandes regiões e sobre muitíssimos seres, já as potestades seriam governantes subordinados, e assim sucessivamente. Tais seres fazem guerra contra o bem e a verdade, podendo estes muitas vezes, tentarem-se opor até mesmo aos anjos de Deus nas regiões celestiais ou terrenas conforme pode ser visto em Dn 10.12,13,20 “Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. E ele disse: Sabes por que eu vim a ti? Agora, pois, tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia”; ou em Jd 9 “Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda” (Jd 9). O local de ação destes anjos caídos, além de ser os lugares celestiais, conforme já mencionado, é também nos filhos da desobediência (ver Ef 2.2), o que provavelmente explica a questão relacionada à possessão demoníaca. Também é importante esclarecer que apesar de satanás e seus anjos caídos possuírem algum tipo de autoridade sobre este mundo, esta é limitada, podendo os mesmos agirem somente até onde Deus permitir (ver Jó 1.12; 2.6, Mc 5.10-13). Entende-se a partir de Ap 12.7,8,12 que será por ocasião da grande tribulação que satanás e seus anjos serão expulsos das regiões celestiais, vindo então a serem precipitados na terra: “E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo” (Ap 12.7,8,12). No período do Reino Milenar de Jesus Cristo, satanás será aprisionado e lançado no abismo por mil anos: “E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo” (Ap 20.1-3). Após este período, ele será solto e sairá a enganar as nações, mas ao final, será lançado definitivamente no lago de fogo e enxofre: “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” (Ap 20.10). Em relação a propagação feita por alguns pregadores e escritores de que Jesus tomou as chaves da morte e do inferno das mãos de satanás, é importante deixar claro que Jesus tem as chaves da morte e do inferno (ver Ap 1.18) e que estas nunca foram tomadas de satanás, pois Deus sempre teve o domínio sobre todas as coisas, sendo que somente Ele é quem pode fazer, desde sempre, perecer a alma e o corpo no inferno (ver Mt 10.18; Is 8.13). Além disto, a vitória de Cristo foi consumada na cruz e não no inferno (ver Jo 19.3), tendo esta se dado por sua obediência a Deus até a morte e morte de cruz (ver Fp 2.8). Foi desta forma que Cristo triunfou sobre os principados e potestades e os expôs publicamente conforme fica claro em Cl 2.14,15: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo”.  

3. Usando toda a armadura de Deus – Assim como as armas bélicas protegem o soldado comum, a armadura de Deus prepara o crente para enfrentar a batalha espiritual.

3.1 Todas as peças da armadura de Deus – Vestida a couraça da justiça, o cinto da verdade, calçados os pés com a preparação do evangelho da paz, o escudo da fé, capacete da salvação, a espada do Espírito que é a palavra de Deus, e a oração. Não confie em armadura própria, pois não terá eficácia contra o mundo espiritual da maldade.

Em Ef 6.10-18, Paulo fala da forma como cada crente deve conduzir-se diante da batalha espiritual da qual tem então consciência de fazer parte. A orientação dada por Paulo aos crentes de Éfeso deixa claro que o crente não está sozinho nesta batalha, caso contrário ele estaria em desvantagem, pois sua luta não é contra carne nem sangue (ou seja, pessoas visíveis e materialmente constituídas), mas sim contra o diabo, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade (ou seja, contra seres invisíveis e materialmente não constituídos) nos lugares celestiais (ver Ef 6.11,12). Diante disto, Paulo introduz este assunto apresentando em primeiro lugar Aquele a quem o crente tem como aliado (ou seja, o Senhor) instruindo-o a se fortalecer nEle, na força do seu poder e no revestimento de toda a armadura de Deus que se encontra à sua disposição. Nos versículos de Ef 6.13-18, Paulo descreve a armadura de Deus com a qual o crente pode se revestir para estar firme contra as astutas ciladas do diabo e resistir no dia mau e, havendo feito tudo permanecer firme (ver Ef 6.11,13). Considerando algumas partes da armadura vestida por um soldado romano e sua aplicação espiritual, os seguintes elementos são então identificados na descrição da armadura de Deus citada por Paulo.

·   O cinto da verdade, a couraça da justiça e o calçado da paz - Indicam que o crente vence a batalha quando, considerando-se incapaz de cumprir a justiça de Deus, ele toma para si a perfeição de Jesus em sua vida terrena (cf. Is 59.17). Revestido então da perfeição de Cristo, o crente resiste ao inimigo propondo-se a seguir os passos de Cristo, mantendo uma vida íntegra, justa, verdadeira e preparada para seguir o caminho da paz, tanto em seu relacionamento com Deus quanto em seu relacionamento com os homens. Segundo Adams (2003, p. 1267), o soldado romano usava sandálias com cravos e travas para que, mesmo em terrenos escorregadios pudesse manter-se firmemente e apoiado nos combates corpo a corpo. Pode-se dizer que assim deve ser também a questão relacionada a manter a paz nos relacionamentos humanos.
·   O escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do Espírito - Indicam que o crente resiste ao inimigo tendo a certeza da obra de Deus que foi realizada na cruz em seu favor, dando-lhe garantia de uma eterna salvação. O escudo da fé fornece proteção contra os dardos inflamados do inimigo. Estes dardos incluem tentações, acusações, perseguições, calúnias, dúvidas etc... O capacete da salvação refere-se à certeza e segurança da salvação, e a espada do Espírito, ou seja, a palavra de Deus, é o argumento contra as astutas ciladas do inimigo. Esta conduz o crente à confiança na soberania e no poder de Deus, dando-lhe a certeza de que o Senhor seu Deus tem o controle de todas as coisas em suas mãos, mesmo estando o crente em tempos de dificuldades (cf. Mt 4.4,7,10).

3.2 Para que possais resistir no dia mau – O crente só vence estando preparado. O inimigo não cansa de investir diariamente contra os salvos. A luta do crente é constante. Sabemos que o mundo inteiro está no maligno (1 Jo 5.19). Não permita que os períodos da sua vida em que você enfrenta conflitos, façam com que você se acomode a uma falsa sensação de segurança (1 Pe 5.8).

1 Pe 5.8,9: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo”.

Tg 4.7: “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”.

De acordo com os textos de 1 Pe 5.8,9 e Tg 4.7 uma das formas do crente vencer o diabo é oferecendo-lhe resistência.  Paulo escreve em 2 Co 2.11 acerca dos ardis de satanás que não devem ser desprezados, e ainda em 1 Co 10.12: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia”. Infelizmente, muitos hoje têm utilizado os púlpitos ou outras situações para de forma insensata desafiar o inimigo. A Bíblia, no entanto mostra que o único que tem poder de confrontar as forças das trevas é Jesus e somente no nome dEle é que o domínio das trevas pode realmente ser vencido. Existem ainda aqueles que sob uma pretensa autoridade se arrogam até mesmo no direito de “pisar na cabeça do inimigo”, a Bíblia, porém mostra que esta prerrogativa pertence unicamente a Deus, é o que Paulo diz em Rm 16.20: “E o Deus de paz esmagará em breve satanás debaixo de vossos pés”. Estes textos são suficientes, portanto para mostrar aos crentes que a guerra espiritual não é uma brincadeira, e também que não é através de afrontas ao diabo e seus demônios que os crentes obterão a vitória, mas sim, através da sujeição a Deus, da vigilância, da sobriedade e da resistência, conforme também considera Adams (2003, p. 1264) no seguinte comentário descrito abaixo:

“A guerra espiritual de que participamos tem uma característica única. Não perseguimos o inimigo, nem adotamos ações de ataque contra ele (dessa forma, as principais armas do soldado romano, as lanças duplas, estão ausentes da relação de Paulo). Ao contrário disso, permanecemos firmes contra o inimigo. (6.11), defendemos nosso terreno (6.13) e continuamos firmes (6.14). Devemos manter uma posição firme, no ápice da montanha... e o inimigo deve-se cansar de seu constante ataque dirigido ao alto. A posição firme que Paulo tem em mente é que estamos sentados ao lado de Cristo no reino celestial (1.20; 2.6), onde Cristo está colocado muito acima de principado, e poder, e potestade, e domínio (1.21), tendo sujeitado todas as coisas a seus pés (1.22)”.

3.3 Após vencer é preciso permanecer inabalável – O crente precisa, após cada vitória, insistir, não retroceder, não escorregar, não cair por terra, ficar firme, sabendo que está em combate constante prosseguindo, perseverando, não desanimando e permanecendo vitorioso. Lutero, ao traduzir a Bíblia, foi obrigado a pensar profundamente sobre os desafios enfrentados pelos vários homens e mulheres da Bíblia, que se apoiaram em Deus em busca da força que os capacitou a permanecerem inabaláveis.

At 14.22: “Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus”.

1 Co 10.13: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar”.

Tg 1.12: “Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam”.

4. Vigiando com toda perseverança e orando em todo o tempo – Sozinho não se vence a força das trevas, só buscando o poder de Deus e a ajuda do Espírito Santo. Não podemos confiar em nossas próprias forças nem usar nossas armaduras humanas.

Ef 6.10: “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possai estar firmes contra as astutas ciladas do diabo”..

4.1 “Satanás treme quando vê o mais fraco santo de joelhos” – A oração transcede as fraquezas humanas e apela para o poder divino. Ela é poderosa para desfazer as obras de satanás. O Espírito ajuda as nossas fraquezas. Não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós, com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26). Quer receber poder? “Muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder; nenhuma oração, nenhum poder”. Toda força do poder de Deus está à nossa disposição.

Rm 12.12: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”.

Cl 4.2: “Perseverai em oração, velando nela com ação de graças”.

“A oração é sem sombra de duvida a mais alta elevada atividade da alma humana. O homem encontra no seu melhor e mais elevado estado quando, de joelhos fica face a face com Deus” [1]

A essência da oração é falar com Deus como você varia com um amigo querido, sem nenhum fingimento ou arrogância. Como a comunhão com Deus é plenamente necessária e a oração é o meio eficaz de se ter essa comunhão, o inimigo tenta constantemente disseminar enganos sobre o entendimento da oração e desvalorizar o compromisso em orar. A cada geração a oração vem sendo deixada de lado e sendo substituída por ações pragmáticas.  Essa “estratégia” coloca de lado a comunhão com Deus; a inversão de valores é tão grande que alguns se consideram com o direito de em suas orações fazerem exigências e reivindicações a Deus, como se pudesse forçar Deus a fazer alguma coisa. E ainda tem aqueles que tem a oração como ritual de rotina, mas na verdade a oração é um momento de dedicação a Deus, onde o crente fala com Ele e sai confortado com a sua presença e resposta a alma. Se você esta orando e Deus não lhe respondeu continue de joelhos e ore mais um pouco e fique  mais a sós com Deus.
Sobre a frase no sub-título, trata-se de um jargão muito utilizado para incentivar a prática da oração, porém sem consistência e sem fundamento se a disciplina na oração não for acompanhada de uma vida cujos frutos do Espírito são manifestados abundantemente.

4.2 Vigiando com toda a perseverança – A falta de vigilância põe tudo a perder. A perseverança aqui significa constância, firmeza, insistência, persistência. Evidentemente, a batalha é contínua, uma série interminável de conflitos. Por isso, a vigilância deve vir primeiro, não pode faltar (Mt 25.13; 26.41).

O sentido da palavra "vigiando" refere-se a não estar dormindo no campo de batalha (Ef 5.14). O lutador tem que vigiar, isto é, estar de olhos abertos e atentos para os eventuais ataques de surpresa do inimigo.

Mt 26.41: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca”.

4.3 Orando em todo o tempo – O crente precisa ser persistente na oração (1 Ts 5.17). Porém, não adianta orar muito e vigiar pouco, mas vigiar em qualquer ocasião, em todas as circunstâncias, nas diversas oportunidades. O crente precisa estar sempre com a sua mente pronta para orar e, principalmente, no Espírito, sob a direção de Deus. O espírito do crente fala com o Espírito de Deus e vice-versa (Rm 8.16). Orar sem jamais esmorecer é um pedido de Jesus (Lc 18.18). Não há tempo específico para oração individual, só para oração em conjunto se marca horário.

Lc 18.1: “E contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer”.

Ef 6.18: “Orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos”.

1 Ts 5.17: “Orai sem cessar”.

Referências Bibliográficas:
[1] Martin Lloyds-Jones, Studies in the Sermon on the mount, 2 vols, 1979, Grand Rapids: Eerdmans.
J. D. Douglas, O Novo Dicionário da Bíblia, 1995, Edições Vida Nova, São Paulo, SP.
Johnson, V.; Palma, A., Hernando, J.; Simmons, W.; Adams, J. W.; Demchuck, D.; Soderlund, S. K.; Glubish, B.; Gill, D. M.; Comentário Bíblico Pentecostal, 2003, 1a. Ed., CPAD, Rio de Janeiro, RJ.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

LIÇÃO 7 - A LUTA CONTRA A REBELIÃO E A DESAGREGAÇÃO NA IGREJA

Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Av. Brasil, 740 – Juiz de Fora - MG
Elaboração da Aula para os Professores da Escola Dominical
Revista: Os Desafios da Igreja
Prof. Dc João Paulo Cruz - Classe Bereanos

Primeiro contato:

O primeiro homem que realmente organizou uma rebelião contra Deus, foi Ninrode.  Seu nome significa “rebelde” . Aparentemente foi influenciado por seu pai (Cuxe) que lhe deu esse nome. Ele foi “poderoso” ou líder da terra.

Gn 10.8-9: “E Cuxe gerou a Ninrode; este começou a ser poderoso na terra. E este foi poderoso caçador diante da face do Senhor; por isso se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor”.

Ninrode organizou uma rebelião política contra Deus. Foi ordenado ao homem repovoar a terra: “E abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra” (Gn 9.1).  Eles deveriam se espalhar e povoar a terra.  Ninrode, porém desejou manter todos juntos. Ele queria construir um governo centralizado e mundial.  O propósito de Ninrode de um governo mundial e centralizado é o que conhecemos como “globalização”. Assim, vemos em Ninrode um tipo do anticristo.
Ninrode também organizou uma rebelião religiosa contra o Senhor. A torre de Babel era um templo religioso, e uma forma dos homens dizerem a Deus para não interferir em seu modo de vida. Através da torre de Babel os homens poderiam, supostamente, escapar de um novo dilúvio, caso Deus resolvesse novamente interferir. Esta religião permeou o mundo antigo e ela permanece viva até os dias de hoje.  Isto é tão evidente que o catolicismo e o sistema ecumênico de religião estarão presentes na terra quando o anticristo vier, sendo este sistema mencionado como “mistério, a grande Babilônia” no livro de Apocalipse (ver Ap 17.1-6). A frase "diante do Senhor" em Gênesis 10.9, tem uma implicação que denota o mal. Isto parece indicar que Ninrode, ousadamente e reconhecidamente, desafiou ao Senhor.

Texto Áureo: “A rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti” (1 Sm 15.23).

Rebelião e feitiçaria ambas são apostasias uma sendo a negação da autoridade divina, e a outra o reconhecimento de poderes sobrenaturais além dos divinos[1].

Verdade Aplicada: Os princípios de autoridade e submissão ao Todo-Poderoso e aos superiores humanos são os alicerces mais importantes da edificação cristã.
  
Ex 10.3: “Assim foram Moisés e Arão a Faraó, e disseram-lhe: Assim diz o Senhor Deus dos hebreus: Até quando recusarás humilhar-te diante de mim? Deixa ir o meu povo para que me sirva”.

Dn 4.37: “Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são verdade, e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba”.

2 Cr 7.14: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”.

Objetivos da lição:

·   Mostrar que os rebeldes não obedecem aos superiores, agem contra a vontade de Deus
·   Deixar claro que a rebelião é uma prática contagiosa
·   Conscientizar de que a rebelião é abominação diante do Senhor e leva o rebelde à perdição eterna.

Rebeldes agem contra a vontade de Deus:

Dt 9.7: “Lembra-te, e não te esqueças, de que muito provocaste à ira ao Senhor teu Deus no deserto; desde o dia em que saístes do Egito, até que chegastes a esse lugar, rebeldes fostes contra o Senhor”.

Dt 9.23: “Quando também o Senhor vos enviou de Cades-Barnéia, dizendo: Subi, e possuí a terra, que vos tenho dado: rebeldes fostes ao mandado do Senhor vosso Deus, e não o crestes, e não obedecestes à sua voz”.

1 Sm 12.4: “Se temerdes ao Senhor, e o servirdes, e derdes ouvidos à sua voz, e não fordes rebeldes ao mandado do Senhor, assim vós, como o rei que reina sobre vós, seguireis o Senhor vosso Deus”.

Texto de referência: Nm 16.1-3,30-31

Introdução
  
Jr 23.1: “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor”.

1. A rebelião é um pecado abominável

Deus rejeita as pessoas que se rebelam contra Ele.

Sl 101.5b: “Aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não suportarei”.

Sl 138.6: “Ainda que o Senhor é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe”.

Pv 21.4: “Os olhos altivos, o coração orgulhoso e a lavoura dos ímpios é pecado”.

Jr 50.31-32: “Eis que eu sou contra ti, ó soberbo, diz o Senhor Deus dos Exércitos; porque veio o teu dia, o tempo em que te hei de castigar. Então tropeçará o soberbo, e cairá, e ninguém haverá que o levante; e porei fogo nas suas cidades, o qual consumirá todos os seus arredores”.

Sl 131.1: “Senhor, o meu coração não se elevou nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes matérias, nem em coisas muito elevadas para mim”.

Hc 2.5: “Tanto mais que, por ser dado ao vinho é desleal; homem soberbo que não permanecerá; que alarga como o inferno a sua alma; e é como a morte que não se farta, e ajunta a si todas as nações, e congrega a si todos os povos”.

O que temos que entender é que até podemos nos opor aos escolhidos de Deus se estes estiverem errados, opor não quer dizer rebelar-se e sim não estar de acordo.  Sempre visando o bem estar da igreja e da sã doutrina (Releia o tópico 4.2 da lição 6 deste trimestre).

1.1 A rebeliao rejeita o senhorio de Deus

Precisamos deixar as coisas um pouco mais esclarecidas:
Quando Daniel foi levado para o cativeiro babilônico, quando ele não quis comer as iguarias da Babilônia e nem deixou de orar, isso não constata a desconfiança da parte de Daniel quanto ao “comando do universo” por Deus. A situação era contrária, mas ele confiava plenamente em Deus. Outro exemplo é o caso de Elias. Ele criticou os profetas de Jezabel, mostrou que Acabe estava errado, foi chamado de perturbador de Israel, se escondeu em uma caverna, porém ele também nunca deixou de crer que o controle de todas as coisas estavam nas mãos de Deus. Elias confiava plenamente em Deus.
Temos muito mais exemplos de situações como esta, entendemos perfeitamente que Deus é o Todo-Poderoso e que tem controle em suas mãos, mas nossa parte é continuar alertando sobre heresias e modismos extra-bíblicos que estão infiltrando entre os santos de Deus - a noiva do Cordeiro!

Sobre o senhorio de Deus:

Is 46.9,10: “Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade: Que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio e, desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade”.

Sl 62.11: “Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: Que o poder pertence a Deus”.

Ef 3.20: “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera”.

Is 40.25,26: “A quem, pois, me fareis semelhante, para que eu lhe seja igual? Diz o Santo. Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas; foi aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as chama a todas pelos seus nomes; por causa da grandeza das suas forças, e porquanto é forte em poder, nenhuma delas faltará”.

Is 40.28: “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento”.

I Cr 29.11,12: “Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, Senhor, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos. E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo”.

1.2 A rebelião se manifesta juntamente com a soberba

A soberba não é um modo de comportamento ordinário nas relações entre as pessoas. A soberba refere-se às relações do homem com Deus: É a negação, contrária à realidade, da relação de dependência da criatura para com o Criador: É um desconhecimento da criaturalidade do homem, da sua condição de criatura.

Pv 16.18: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda”.

Pv 11.2: “Em vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria”.

Pv 28.23: “A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito”.

Pv  13.10: “Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria”.

1 Jo 2.16: “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”.

1 Tm 3.6: “Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo”.

A humildade também não é, em primeiro lugar, uma atitude externa nas relações da convivência humana. A humildade é, sobretudo, uma atitude do homem perante Deus. Aquilo que a soberba nega e destrói, a humildade reafirma e consolida: A condição de criatura do homem. Esta condição constitui a essência mais profunda do homem. Em segundo lugar, a humildade não consiste num comportamento exterior, mas numa atitude interior, nascida da decisão da vontade. Consiste naquela atitude que, fixa em Deus e consciente da sua condição de criatura, reconhece a realidade graças à vontade divina[2].

Pv 15.33: “O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade”.

Pv 18.12: “O coração do homem se exalta antes de ser abatido e diante da honra vai a humildade”.

Ef 4.2: “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor”.

Cl 3.12: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade”.

1 Pe 5.5: “Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”.

Sf 2.3: “Buscai ao Senhor, vós todos os mansos da terra, que tendes posto por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; pode ser que sejais escondidos no dia da ira do Senhor”.
Mq 6.8: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e a ames e andes humildemente com o teu Deus?”

1.3 A rebelião começa com a instalação do quadro de revolta

Essa rebelião de Coré foi simplesmente a culminação de uma longa série de queixas dirigidas a Deus pelos filhos de Israel. As sementes da rebelião foram semeadas mediante contínuo descontentamento e constantes críticas com relação a todas as orientações dadas por Deus através de Moisés. Como geralmente detestavam as mensagens de Deus dadas por Moisés e Arão, premeditavam planos para matar os mensageiros, que não mais eram considerados divinamente escolhidos.
Em seu desejo de substituir Moisés, Coré contaminou Datã, Abirão e 250 líderes do povo com sua ambição profana. Prometeu posições no serviço do templo que não eram suas para que pudesse dar - e fez tudo isso acreditando firmemente que Deus estava com ele. No que poderia ser descrito como a mais chocante demonstração do poder de Deus, a terra literalmente se abriu, tragando os rebeldes, suas famílias e seus bens. Essa impressionante demonstração deveria ter sido suficiente para convencer todo o povo de que Deus estava com Moisés e Arão; porém, enfurecidamente, o povo os atormentou por matarem os homens de Deus. Deus ficou tão aborrecido com isso que enviou uma praga, a qual matou outras 14.700 pessoas. Como acontece freqüentemente, o pecado acariciado por um geralmente contamina muitos. Nossa influência é um talento dado por Deus para sua glória e não para nossa própria glória.

2. Toda a rebeliao receberá juízo de Deus

Sobre desprezar a Palavra de Deus:

Ez 3.7: “Mas a casa de Israel não te quererá dar ouvidos, porque não me querem dar ouvidos a mim; pois toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração”.

Ne 9.30: “Porém estendeste a tua benignidade sobre eles por muitos anos, e testificaste contra eles pelo teu Espírito, pelo ministério dos teus profetas; porém eles não deram ouvidos; por isso os entregaste nas mãos dos povos das terras”.

Jr 16.12: “E vós fizestes pior do que vossos pais; porque, eis que cada um de vós anda segundo o propósito do seu mau coração, para não me dar ouvidos a mim”.

Zc 7.11: “Eles, porém, não quiseram escutar, e deram-me o ombro rebelde, e ensurdeceram os seus ouvidos, para que não ouvissem”.

Ml 2.2: “Se não ouvirdes e se não propuserdes, no vosso coração, dar honra ao meu nome, diz o Senhor dos Exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e também já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o coração”.

2 Tm 4.4: “E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”.

2.1 Foi assim com o anjo de maior destaque

No Antigo Testamento, Satanás aparece pela primeira vez no relato da queda de Adão e sua mulher (Gn 3). Neste relato, ele já é visto seduzindo os primeiros seres humanos ao pecado. A Bíblia não relata até este momento, como teria sido, e qual a razão, da queda do anjo que é chamado em Ezequiel 28.14 de “querubim ungido”, no entanto, por meio do profeta Isaías, quando ele fala contra a Babilônia em Is 14.11-23, e por meio do profeta Ezequiel, quando ele repreende o rei de Tiro em Ez 28.11-19, percebe-se, em ambos os casos, uma referência, ainda que de forma indireta, a este anjo “o querubim ungido” e às causas que conduziram à sua queda. Dos textos de Is 14.12-23 e Ez 28.11-19 entende-se que:

·   O anjo “querubim ungido” foi criado perfeito a ponto de ser considerado como padrão de medida. Ele era cheio de sabedoria e de formosura: “Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura” (Ez 28.12b,13).
·   Este anjo estava “no Éden, jardim de Deus” (Ez 28.13). Douglas Bookman no livro “Conflito Cósmico”[3] explica que este lugar não se refere ao Éden terreno onde Satanás invadiu para tentar à humanidade, mas à sala do trono em que Deus habita em absoluta majestade e perfeita pureza. No versículo 14, Ezequiel chama este lugar de “monte santo de Deus”, lugar onde o anjo querubim andava “no meio das pedras afogueadas”.
·   Este anjo foi criado para proteger. Os querubins, uma classe elevada de anjos, são vistos, por exemplo, em Ex 25.18-22, esculpidos sobre a tampa do propiciatório que cobria a arca da aliança, símbolo do trono de Yahweh (um dos nomes de Deus). Tal fato indica o papel que eles exercem de “proteger o trono de Deus”. Este anjo querubim teria sido então consagrado (ungido) por Deus para ocupar a mais alta posição dentre os demais anjos querubins: “Tu era querubim ungido para proteger, e te estabeleci...” (Ez 28.14).
·   Este anjo, como todos os demais anjos, foi criado também com “livre arbitro”. Assim, tendo sido criado com capacidade moral de escolher, em um determinado momento de sua história, a iniqüidade, ou seja, a vontade de se rebelar contra seu Criador, foi achada em seu coração: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti” (Ez 28.15). Isaías 14 deixa claro que a razão de ter sido encontrada tal iniqüidade no anjo querubim foi o fato dele desejar usurpar a glória que pertence unicamente a Deus. Esse fato é evidenciado pelas cinco afirmações em Is 14.13,14: “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”. O orgulho do querubim não encontra nele mesmo lugar para repreensão, e desta forma, ele segue este caminho enchendo o seu interior de violência o que culminou no ato do pecado: “Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste” (Ez 28.16b).
·   Como conseqüência de sua rebelião, o anjo querubim é lançado fora da presença de Deus e desta forma tem-se a sua queda e aquele que antes era cheio de formosura, sabedoria e resplendor perde toda sua glória, se transformando em Satanás, o arquiinimigo de Deus “Pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti. Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu a ti, e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te vêem. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste e nunca mais serás para sempre” (Ez 16b-19), estando para ele, e para todos os anjos que o acompanharam, reservado a condenação e a punição eterna “E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo” (Is 14.15), conforme também declarado pelo próprio Senhor Jesus: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25.41).

2.2 Foi assim com Corá, Datã e Abirão e os 250 líderes

A história de Coré, Datã e Abirão diz respeito a um levita ambicioso que se une a dois descendentes de Rúben (Datã e Abirão) em uma conspiração política/religiosa para obter mais poder e uma posição mais elevada para si mesmo sendo esta a posição de sacerdote: “E te fez chegar, e todos os teus irmãos, os filhos de Levi, contigo? Ainda também procurais o sacerdócio?”(Nm 16.10). Os três desafiam a autoridade de Moisés e a ordem divina a respeito de Arão, de ser ele o sumo sacerdote (vv. 3-11). Assim agindo, rejeitavam a Deus e à sua palavra revelada a respeito do dirigente designado por Deus. Eles receberam, por conseqüência a justa condenação (vv. 31-35), como também a receberão todos aqueles que, no reino de Deus, “amam os primeiros lugares nas ceias, e as primeiras cadeiras”.

Jd 11: “Ai deles! Porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré”.

Judas cita três exemplos do tipo de atitude insana e pecaminosa, que leva à terrível (os “ais” de Jesus) destruição final (Mt 23.13-29). O caminhar de Caim foi constituído de egoísmo, ódio, inveja e homicídio (Gn 4.3,4; 1 Jo 3.12).  O erro de Balaão foi deixar-se dominar pela cobiça e imoralidade (Nm 22.1-35; 2 Pe 2.15; Cl 3.5; Ap 2.14). Corá  representa a insubordinação e a revolta contra toda a ordem estabelecida por Deus. Comportamento de parte da liderança cristã de sua época (de Judas) que, apostatando da fé, estava dividindo a igreja (3 Jo 9,10).

2.3 Foi assim com Saul

O que ocorreu no contexto dessa passagem de 1 Sm 15.22,23 citada pelo comentarista? Em 1 Sm 15 lemos que Samuel ungiu a Saul solenemente e deu lhe instruções do Senhor conforme 1 Sm 15.3: “Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos”. O mandamento de Deus era claro. Saul tinha que matar todos os amalequitas, até mesmo as criancinhas de peito e animais. Toda a tribo tinha que ser total e impiedosamente arrasada – nenhum refém poderia ser tomando[4]. Os amalequitas eram uma antiga raça nômade, descendentes de Esaú (Gn 36.12). Eternos inimigos de Israel, desde logo após o Êxodo, na famosa batalha em que Arão e Hur tiveram que sustentar os braços de Moises (EX 17.8-13). Eles emboscaram Israel pela retaguarda e massacraram os soldados dominados, que estavam extenuados (Dt 25.17,18). Mas Saul obedeceu parcialmente a ordem divina, matou todas as pessoas, mas manteve vivo Agague rei dos amalequitas, e o melhor das ovelhas, dos bois, e os animais gordos e os cordeiros, e o melhor que havia e não os quis destruir totalmente (ver 1 Sm 15.9). Porque Saul não deu ouvidos à ordem do Senhor, o Senhor rejeitou a Saul, para que não fosse mais rei sobre Israel. A partir daquele momento seu reinado entraria em declínio (ver 1 Sm 15.22,23).

3. A desagregação nas igrejas interrompe a comunhão

Sobre o fato de seguirmos o modo distorcido de pensar dos outros...

Ef 4.23: “E vos renoveis no espírito da vossa mente”.

1 Co 14.20: “Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento”.

1 Co 3.4: “Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais?”

3.1 As divisões enfraquecem as igrejas

Sobre divisões na igreja podemos usar os seguintes versículos:

Mt 12.25: “Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá”.

1 Co 12.25: “Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros”.

1 Co 3.3: “Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?”

3.2 “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos”

Este salmo expressa o louvor pelas reuniões das famílias que as festas peregrinas possibilitavam. O salmista contempla o quão bom e agradável é os irmãos estarem em união. A união requerida no salmo pode ser comparada aos membros do corpo humano. Apesar de serem diferentes, operam em perfeita harmonia por obedecerem todos à cabeça. Assim também na igreja. Para que haja unidade, apesar das diferenças, devem todos estar unidos a Cristo, o único que pode e deve ser reconhecido como “Cabeça da Igreja”.

3.3 Todo reino dividido contra si mesmo cai no fracasso   

Assunto também bem comentado. Para não ser repetitivo recomendamos ler os versículos citados neste tópico.

4. A desagregação é obra da carne

Gl 5.19-21: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”.

As obras da carne podem ser divididas em:

·   Pecados sexuais: Adultério, prostituição, impureza e lascívia.
·   Pecados religiosos: Idolatria e feitiçaria.
·   Pecados sociais: Inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas.
·   Pecados pessoais: Bebedices, glutonarias.

A lição trata do que chamamos de pecados sociais. Esses oito pecados envolvem transgressões ligadas aos relacionamentos. Inimizade é uma atitude mental que provoca e afronta outras pessoas. Porfias e ciúmes referem-se a rivalidades. As iras são acessos de raiva, e as discórdias dizem respeito às ambições interesseiras e egoístas que criam divisões na igreja. Dissensões e facções são termos análogos; o primeiro sugere divisão, e o segundo rompimentos causados por um espírito partidário. As invejas indicam rancores e o desejo profundo de ter aquilo que os outros têm.


4.1 Os que promovem contendas e dissensões são carnais

·   Contendas: Significa conflitos, lutas, discórdias. Trata-se de um espírito partidário e tendencioso. Descreve a pessoa que busca um cargo ou posição não para servir ao próximo, mas para auferir proveito próprio.
·   Dissensões: significa sedição, rebelião, e também posicionar-se uns contra os outros. Trata-se daquele sentimento que só pensa no que é seu, e não também no que é dos outros.

4.2 Os que dispersam outros são lobos

At 20.28-30: "Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto: Que, depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si".

A palavra grega aireseis traduzida por “facções”, significa heresias, a rejeição das crenças fundamentais em Deus, Cristo, as Escrituras e a igreja. Envolve abraçar crenças sem respaldo da verdade. É muito provável que Paulo tenha usado o termo com referência aos elementos divisores na igreja que desembocaram em grupos ou seitas.

4.3 Os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus

Em Gl 5.21c Paulo não está falando de um ato pecaminoso e sim do hábito de pecar. Aqueles que praticam o pecado não herdarão o Reino de Deus. Aqueles que vivem na prática do pecado e não se deleitam na Santidade de Deus nem mesmo encontrariam ambiente no céu.

1 Co 6.10: “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”.

Pv 28.10: “O que faz com que os retos errem por mau caminho, ele mesmo cairá na sua cova; mas os bons herdarão o bem”.

Lc 18.17: “Em verdade vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como menino, não entrará nele”.

Rm 14.17: “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”.

Conclusao

Que nesta lição o Espirito de Deus nos ajude a produzimos o fruto do Espirito e possamos verdadeiramente seguir os ensinamente de Paulo aos Galatas no capitulo 5 dos versiculos de 22 a 26: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei.E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros”.

Referências Bibliográficas:
[1] Pfeiffer, C.; Harrison, E. F.; Comentário Bíblico Moody, 2010, IBR, São Paulo, SP.
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