sexta-feira, 18 de novembro de 2011

LIÇÃO 8 - BARNABÉ, UM LÍDER QUE OUSOU MUDAR DE PARADIGMA

Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Av. Brasil, 740 – Juiz de Fora - MG
Elaboração da Aula para os Professores da Escola Dominical
Revista: Barnabé
Prof. João Paulo Cruz – Classe Bereanos

Texto Áureo: “Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo” (At 13.52).

Para os judeus a poderosa atuação de Paulo e Barnabé se tornava ainda mais intolerável. Através de senhoras de alta posição, que se mantinham fiéis à sinagoga e rejeitavam a nova mensagem como um abalo de toda a sua vida anterior, eles conseguiram influenciar sobre os “principais da cidade”. Era fácil explicar aos chefes da administração que a agitação que percorria toda a cidade e irradiava para toda a região representava um fato delicado, perturbador da paz. Conseqüentemente, ordena-se a expulsão de Paulo e Barnabé. Visto que em 2 Co 11.25 Paulo afirma que foi três vezes castigado com varas, conforme era o costume justamente dos magistrados “romanos”, enquanto Atos informa apenas um caso em Filipos (At 16.22), é possível que também no presente caso a expulsão de Antioquia da Psídia tenha acontecido dessa forma dura e dolorosa. A afirmação de Lucas, de que “levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé”, também pode indicar isso. Tanto mais maravilhoso é que os que abraçaram a fé não foram confundidos por esse episódio: “Quanto aos discípulos (do lugar), ficavam cheios de alegria e do Espírito Santo”. Isso corresponde à experiência em Tessalônica onde também receberam “a palavra com alegria do Espírito Santo” (1 Ts 1.6), ainda que em meio a muita tribulação. De tais coisas só Deus é capaz!
Paulo e Barnabé são obrigados a sair de Antioquia da Psídia. Agem de acordo com a instrução de Jesus “sacodem contra aqueles o pó dos pés”. Se por meio dessa expulsão a cidade declara que ela não quer saber dos mensageiros de Jesus, os mensageiros respondem com um gesto, por meio do qual também confirmam que nem sequer querem levar consigo o pó da cidade nos pés, entregando a cidade ao juízo de Deus. Para onde, pois? Se Paulo e Barnabé não quiserem retornar, abrem-se para eles três caminhos: para o norte, em direção do Mar Negro, onde, porém, não há localidades maiores; a rota comercial para oeste, em direção a Éfeso; ou a rota comercial para o oriente, rumo a Icônio. Nessa ocasião ainda não empreendem o avanço para o oeste. Contudo, precisam distanciar-se de Antioquia, motivo pelo qual optam por Icônio como alvo seguinte.
  
Verdade Aplicada: A grandeza de Barnabé se revela pelo fato de ser uma pessoa adaptável a mudanças positivas.

O comentarista nos afirma que a grandeza de Barnabé está no fato de ser adaptável a mudanças positivas, mas o que as Escrituras nos dizem é um pouco diferente. A grandeza de Barnabé está no fato de ser um homem de fé, cheio do Espírito Santo e bondade.

At 11.24: “Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor”.
           
A questão que vamos abordar nessa semana é sobre mudanças. E discutiremos durante toda a lição quando esta é boa ou ruim. E quando devemos adaptar as mudanças ou não.

Objetivos da Lição:

·   Ensinar que, às vezes, é preciso que algumas lideranças sejam mudadas.
·   Mostrar quando mudar positivamente os paradigmas se torna necessário.
·   Apelar a aceitar de boa vontade mudanças, mesmo diante do elevado preço que elas apresentam.

Textos de Referência: At 13.44-47

Introdução

Podemos dividir At 13.16-52 em três partes, a saber:

A primeira parte (v.16-25): É o resumo da história de Israel (Antigo Testamento). O que podemos notar que é semelhante à fala de Pedro e Estevão.  Nessa primeira parte, Paulo assim como Estevão não diz nada sobre a ingratidão ou desobediência de Israel. No versículo 23, Paulo traz um assunto novo para seus ouvintes: Conforme a promessa, Deus trouxe a Israel o Salvador, Jesus Cristo. Essa promessa refere-se às promessas do Antigo Testamento quanto a vinda do Messias e a pregação de João Batista.
A segunda parte (v.26-37): Paulo afirma que sua mensagem é para os “filhos da linhagem de Abraão” e para “os que dentre vós temem a Deus” (13.26), ou seja, judeus e gentios. O assunto da rejeição de Jesus não é usado como acusação aos ouvintes, mas sim mostrando como os líderes do judaísmo não reconheceram Jesus como o Messias (rejeitando assim a promessa), agora essa mensagem de Boas Novas chega aos judeus da diáspora, ou seja, aqueles judeus que encontravam-se fora da região da Judéia e aos gentios.
A terceira parte (v.38-41): Paulo convida aos ouvintes a aceitar o que acaba de lhes ser dito. Paulo anuncia a eles o perdão dos pecados e convida-os a crer. Neste trecho, Paulo fala sobre a impossibilidade de libertar-se do pecado pela obediência a Lei e de que a única opção para isso é a fé em Jesus.

Com relação a questão do novo concerto, vamos definir o novo concerto:

Jr 31.31-34: “Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados”.

E então houve o rompimento com a antiga aliança? A continuidade entre as duas alianças se acha na própria promessa da nova aliança. O autor de Hebreus cita, em Hb 8.8-12, a profecia de Jeremias acerca da nova aliança. No versículo 10, lemos: “Esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. Encontramos um ponto de continuidade na expressão “minhas leis”. Na antiga aliança, Deus escreveu suas leis em tábuas de pedra (Ex 24.12). Na nova aliança, Ele as escreve no coração de seu povo, a fim de substituir o pecado que está gravado ali (Jr 17.1). No entanto, aquilo que está gravado no coração do povo de Deus é essencialmente o mesmo que foi escrito nas tábuas de pedra. O aspecto da lei que reflete mais fundamentalmente a justiça de Deus permanece o mesmo. Outra maneira de explicar a continuidade entre a antiga e a nova aliança é aplicar a ilustração que Paulo usou em Gálatas 3.24-25. Ele escreveu: “De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Mas, tendo vindo à fé, já não permanecemos subordinados ao aio”. O ”aio” (no grego, paidagogos) era um escravo que tinha a função de levar o menino à escola, trazê-lo de volta e supervisionar sua conduta. Quando o menino crescia, o “aio” não era mais necessário. Essa analogia pode ajudar-nos a entender melhor os elementos de continuidade entre as alianças. O aspecto da ilustração que se aplica à continuidade é este: uma vez que o menino se tornava adulto, o aio ficava obsoleto, mas o que ele havia ensinado ao menino permanecia inalterado. Paulo usou essa analogia de crescimento da infância à maturidade como um meio de visualizar o povo de Deus através da história de redenção. A antiga aliança foi idealizada para o povo de Deus em sua ”infância”. Quando o povo de Deus chegou ao estado de “adulto”, ou, por assim dizer, chegando-se a maturidade dos tempos, o ”aio” não era mais necessário quanto a supervisão por ele exercida. Mas aquilo (“minhas leis”) que o “aio” ensinou “à infância dos tempos” permanece o mesmo, embora este tenha atingido a maturidade, cumprindo-se assim o tempo para a vinda de Jesus Cristo. Jesus Cristo é, portanto o ponto central onde a antiga e a nova aliança se encontram. A antiga aliança, como um aio, prepara o caminho e o povo para Ele. A antiga aliança incluía aquilo que tem sido descrito como “lei moral”, bem como aquilo que era simbólico. Aquilo que era simbólico sofreu mudanças quando chegou à realidade para a qual os símbolos apontavam. Quando a aurora raiou, as sombras desapareceram. Observe em Hb 9.10 que o autor de Hebreus fala daquilo que era simbólico como tendo sido necessário até o tempo da correção, ou seja, o que era simbólico se cumpriu com a vinda de Jesus, donde então a lei sofre sua correção, onde os símbolos já não são mais necessários; a lei moral, no entanto permanece inalterada já que ela aponta para o caráter perfeito de Deus e para a condição do homem como transgressor da mesma. A partir da nova aliança, o povo de Deus é definido em termos de sua relação com Jesus (cf. Gl 3.16,29), e não de sua relação com Jacó/Israel; a Terra Prometida é definida em termos da entrada no Reino Eterno de Cristo e não de um espaço geográfico na costa leste do mar Mediterrâneo; o templo é definido em termos de Jesus Cristo e o seu povo (cf. Jo 2.21; 1 Co 3.16; Ef 2.21), e não de um edifício de pedra e argamassa e as leis cerimoniais são definidas em termos da morte expiatória de Cristo (cf. Hb 9.11-10.11), e não do sangue de bodes e novilhos. A lei moral, no entanto – aquilo que revela os padrões eternos e universais de justiça – não muda. Embora esteja escrita no coração do povo de Deus, e não em tábuas de pedra, essa lei permanece a mesma. A alegria que sentiram já foi comentada na verdade aplicada, agora o que temos convicção é que essa alegria não foi motivada por mudanças de localidade.

1. Quando mudar é necessário

Com o passar do tempo muita coisa muda ao nosso redor: Isso é verdade. A cada geração que se levanta muitas coisas mudam. A moda, estilo musical, poesias e poemas, marcam e tem muito a falar da geração em que surgem ou são grandemente utilizados. No mundo as coisas são temporais e por isso essa grande variação de estilo a cada geração que se levanta. Muitas são as modernizações que tem acontecido e isso tem sido de grande valia até mesmo para a igreja do Senhor. Mas uma coisa é certa e não podemos abrir mão, essas mudanças no campo da igreja devem ser avaliadas e analisadas com muita cautela. Até porque o Dono da obra e a sua Palavra não mudam.

Sl 33.11: “O conselho do Senhor permanece para sempre; os intentos do seu coração de geração em geração”.

Is 40.8: “Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”.

Dn 6.26: “Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre, e o seu reino não se pode destruir, e o seu domínio durará até o fim”.

1 Pe 1.21-25: “E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus; purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre”.

Quando as mudanças são direcionadas pelo Espírito Santo podem até ter alguns desconfortos, mas não prejuízos e nem acarretam em situações que possamos chamá-las de negativas. Deus não é Deus de confusão e as suas bênçãos não acrescentam dores.

1 Co 14.33: “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos”.

Pv 10.22: “A bênção do Senhor é que enriquece; e não traz consigo dores”.

1.1 Quando as regras do jogo mudam

Só de ler o titulo temos que definir duas coisas, a saber: regra e jogo.

Regra:
S. f.
1. Régua.
2. Norma; exemplo; prescrição; modelo.
3. Estatutos de algumas ordens religiosas.
4. Boa ordem; moderação; economia.
5. Linha (escrita ou impressa).
6. Operação aritmética.

Jogo:
(latim jocus, - i, gracejo, graça, brincadeira, divertimento) 
S. m.
1. Vício de jogar.
2. Exercício ou passatempo entre duas ou mais pessoas das quais uma ganha, e a outra, ou as outras, perdem.
3. O que serve para jogar determinado jogo.
4. Maneira de jogar.
5. Divertimento, exercício.
6. Manejo.
7. Determinado número de peças que formam um serviço ou coleção.
8. Brinco; escárnio.
9. Artes, astúcia; modo de proceder.
10. Habilidade.
11. Parte da carruagem que sustenta as rodas.
12. Transação de fundos.

Assim já podemos considerar as seguintes situações:

1.  A regra no caso da Igreja e da vida espiritual é a Palavra, assim sendo, nossa norma, exemplo, modelo não mudam... Assim como o Autor dessa norma não muda.

Ml 3.6: “Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos”.

Tg 1.17: “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação”.

1 Sm 15.29: “E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende; porquanto não é um homem para que se arrependa”.

Nm 23.19: “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?”

Sl 119.89: “Para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece no céu”.

Sl 119.160: “A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre”.

2.  Não estamos em um jogo. Nem um jogo de diversão e muito menos um jogo de negócios, estamos em uma guerra e Paulo escreve na carta aos Efésios capitulo seis a partir do versículo 10 que é uma guerra séria e que aparentemente estamos em desvantagem, pois a guerra é contra seres invisíveis (principados, potestades, príncipe das trevas deste século e hostes espirituais da maldade) e em um lugar que também não alcançamos (regiões celestiais), mas Paulo nos fala da armadura de Deus que nos faz resistir e vencer nesta batalha. Concluímos assim: que não é um simples jogo de quem ganha e quem perde, mas uma guerra, que podemos chamar até mesmo de alto nível, mas em Cristo já estamos assentados nas regiões celestiais e profeticamente já vemos o nosso adversário vencido, porem no tempo presente precisamos continuar firmes para alcançarmos a bendita esperança, o arrebatamento da noiva do Cordeiro.

2 Co 10.4: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas”.

1 Tm 1.18: “Este mandamento te dou, meu filho Timóteo, que, segundo as profecias que houve acerca de ti, milites por elas boa milícia”.

2 Tm 2.4: “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”.

Hb 11.34: “Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos”.
           
Que tipos de mudanças ocorreram na missão de Barnabé e Paulo? Mudaram o transporte, mudaram as cidades que proclamavam o evangelho, os cooperadores nas missões, no entanto em nenhum momento deixaram de cumprir Rm 1.16 “primeiro aos judeus e também o grego”. O mudar o meio como se evangeliza ou local a ser evangelizado não significa mudar o Evangelho, este é independente da cultura. O Evangelho pregado no Brasil é o mesmo pregado no mundo asiático, por exemplo. O que é pecado biblicamente falando para os mineiros, é pecado para todos os cristãos protestantes em todos os lugares, pois nossa regra de fé são as Escrituras que concordamos que são infalíveis e inerrantes.
            Não lemos em nenhuma parte que eles se ajustavam a cada auditório, aliás, se isto tivesse acontecido, eles não teriam sido perseguidos em todas as cidades por onde passaram. Paulo diz em 1 Co 9.19-22: “Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.” Através destas palavras, Paulo mostra o tipo de “mudança” a que ele se propõe quando fosse necessário. Apesar de ser livre, ele se coloca na posição de servo, ou seja, ele não agiria segundo a sua própria vontade, mas segundo aquilo que beneficiasse a pregação do evangelho ainda que lhe custasse sua liberdade. Além disto, ele demonstraria sua afinidade tanto para com os judeus, quanto para com os gentios, desde que isto não infringisse a lei de Cristo, debaixo da qual todos aqueles que lhe servem devem estar.

1.2 Precisamos assumir riscos para melhor servir

Hoje muitos estão preocupados em servir a seus membros, mas com a perspectiva do Evangelho a gosto do freguês, com o desejo de agradar ao auditório, aos homens, a satisfazer o ego daquele que já não sabe mais o que fazer para se sentir o super herói. O entretenimento está se tornando rapidamente a liturgia de muitas igrejas. Além do mais, muitos na igreja crêem que a única forma de alcançarmos o mundo é oferecendo o que eles querem.  A grande comissão da igreja não é um manifesto de marketing. O evangelismo não requer vendedores e sim profetas, homens e mulheres comprometidos com a Palavra de Deus. É a palavra de Deus e não qualquer sedução mundana que planta a semente que produz o novo nascimento. Nada ganharemos senão o desprazer de Deus, se procurarmos remover o escândalo da cruz.

1 Jo 2-16,17: “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”.

Gl 5.11: “Eu, porém, irmãos, se prego ainda a circuncisão, por que sou, pois, perseguido? Logo o escândalo da cruz está aniquilado”. 

Com relação ao comentário feito pelo comentarista em relação a mudança de líderes, parece que ele está se referindo à saída de João Marcos. Apesar da mesma, Barnabé e Paulo prosseguiram para cumprir o chamado de Deus em suas vidas segundo a direção do Espírito Santo.

Ec 9.10: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”.

1.3 Para mudar é preciso ter competência

Habilidades humanas jamais podem ganhar pessoas para o Reino de Deus com maior eficácia do que o Deus Soberano.

Rm 1.16a: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”.

1 Ts 1.5: “Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós”.

Gl 1.10: “Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo”. 

2. Eles mostraram que toda liderança é transitória

Para atingirmos excelência em Cristo nos nossos ministérios precisamos de:

2 Tm 4.1-5: “Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”.

1º Lembre-se de seu chamado: pois cada um de nos daremos conta de nós mesmos (Rm 14.10,12)
2º Prega a Palavra: obediência a esse mandamento é o centro de um ministério de excelência.
3º Insta, quer seja oportuno ou não: devemos ser fiéis quando a pregação é tolerada ou não.
4º Corrige, repreenda e exorta: o pregador que deixar de corrigir e repreender não estará cumprindo o seu ministério.
5º Não se comprometa em tempos difíceis: em épocas difíceis que ninguém quer ouvir a pregação devemos insistir e ser ousados para anunciar a verdade.
6º Sê sóbrio em todas as coisas: um ministro excelente é firme e estável.
7º Suporta as aflições: não há ministérios que surjam sem dificuldades.
8º Fazer o trabalho de evangelista: pregar não apenas para o próprio rebanho, mas também para incrédulos.
9º Cumpre o teu ministério: realizar totalmente, não pela metade, mas com toda força.

2.1 A sabedoria de Barnabé

Paulo além de conhecer muito bem as Escrituras ensinava seu cumprimento na vida de Jesus Cristo. Paulo era fariseu, filho de fariseus (At 23.6), tinha uma grande habilidade para pregar em sinagogas, o que lhe possibilitava grande sucesso em seu ministério.  Barnabé era levita, mas Paulo foi chamado como apóstolo dos gentios. E por isso aos poucos foi assumindo o lugar. Entendemos com isto que mesmo quando temos a certeza de nosso chamado precisamos esperar o momento certo para que ele venha se realizar em nossas vidas.

Rm 11.13: “Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, exalto o meu ministério”.

2 Tm 1.11: “Para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios”.

1 Tm 2.7: “Para o que (digo a verdade em Cristo, não minto) fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios na fé e na verdade”.

Gl 2.8: “(Porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios)”.

2.2 Aperfeiçoando gigantes

Barnabé não era um homem simples, a Bíblia nos mostra que ele tinha posses. A humildade de Barnabé está no fato deste ser cheio do Espírito Santo e manifestar assim o fruto do Espírito. Paulo por sua fez nunca se considerou como gigante da fé e na Bíblia este termo aparece somente em relação àqueles que não faziam parte do povo de Deus. A Bíblia nos apresenta os heróis da fé, porém nem mesmo este termo “herói” é citado na Bíblia em relação aos servos de Deus. Até o próprio Jesus nos chamou de pequeninos.

Mt 11.25: “Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos”.

Mt 25.40: “E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”.

2.3 Os custos das mudanças

At 13.44-45: “E no sábado seguinte ajuntou-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus. Então os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava”.

As conseqüências da pregação de Paulo e Barnabé são notórias. Lucas chega a relatar que no sábado seguinte quase a cidade inteira se reune para ouvir a palavra do Senhor. Lucas não conta se isso aconteceu numa sinagoga local com múltiplas reuniões ou numa reunião do lado de fora no anfiteatro da cidade. A população gentia não costumava guardar o sábado, mas o povo tira tempo para ouvir Barnabé e Paulo pregar o Evangelho de Cristo. A resposta que Paulo e Barnabé recebem da população gentílica prova que Deus está os abençoando como missionários ao mundo gentílico greco-romano, mas para os judeus essa reação parece demais. Já irritados pela Palavra proferida por Paulo no sábado anterior, os judeus agora se enchem de inveja. Eles se dão conta que os missionários colhem uma safra evangelística, depois de os judeus terem testemunhado à população gentílica durante anos. Ao contrario disso, os judeus deveriam ser os primeiros a aceitar o evangelho da salvação, mas passam a contradizer as palavras ditas por Paulo. Eles insultam a Paulo e o injuriam por falar a respeito de Cristo.

Mt 5.10-11: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa”.     

2 Tm 3.11-12: “Perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me livrou; e também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições”.

2 Co 12.10: “Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte”.

At 20.23: “Senão o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações”.

3. Eles ousaram mudar o foco

At 13.46: “Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios”.
 
Vamos destacar duas palavras desse versículo em questão:

A. Ousadia: Aparece repetidamente na postura dos apóstolos descrita por Lucas. Eles sabem que Jesus lhes disse para jamais temerem quando fossem chamados para falar por Ele: “Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós” (Mt 10.20). Paulo e Barnabé falavam ousadamente de Jesus e seguiam a regra: primeiro aos judeus e depois aos gentios.

At 1.8: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”.
 
Rm 1.16: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”.

B. Prioridade: “palavra de Deus dita a vocês primeiro”. Os missionários mostram a necessidade da ação.  Por causa do amor e cuidado de Deus pelos judeus, que são considerados os destinatários e guardiões da Palavra revelada de Deus a mensagem era primeiro para os judeus. Eles receberam a Lei, as alianças e as promessas; tem adoração no templo, e honram o patriarca de quem descende o Messias. Mas os judeus recusam a ouvir a mensagem, os missionários irão então aos gentios.

Rm 11.1: “Digo, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim”.  

Rm 9.4-5: “Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e as alianças, e a lei, e o culto, e as promessas; dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém”.

Rm 3.2: “Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas”. 

3.1 Um público alvo prioritário

No evangelho segundo João, o evangelista escreve que Jesus veio para a sua própria herança e esta o rejeitou (Jo 1.11). Os embaixadores de Cristo experimentam a mesma coisa em Antioquia da Psídia. Já que os judeus rejeitam a mensagem, os gentios agora passam a ser os destinatários do favor de Deus. Os judeus por rejeitarem o Evangelho deixam de ser considerados dignos da vida eterna e isto conduz os missionários a voltarem-se para os gentios, os ramos de oliveira brava enxertados na oliveira, já que alguns ramos naturais (judeus) são quebrados.

Jo 1.11: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”. 

At 18.6: “Mas, resistindo e blasfemando eles, sacudiu as vestes, e disse-lhes: O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora parto para os gentios”. 

Rm 11.17-21: “E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também”.

3.2 O público alvo em transição

At 13.49-50: “E a palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província. Mas os judeus incitaram algumas mulheres religiosas e honestas, e os principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus termos”.

O efeito que Paulo faz do Evangelho traz tanto resultado que em toda parte as pessoas falavam a palavra do Senhor. Cristãos gentios começam a proclamar o Evangelho a qualquer que desejar a ouvir. A igreja Cristã começa a crescer rapidamente. Depois de algum tempo começa uma grande perseguição. Os judeus da sinagoga local estão com inveja dos missionários por causa da resposta inesperada que tiveram dos gentios. A influência religiosa dos judeus estava diminuindo, pois também os judeus convertidos agora aceitam o Evangelho de Jesus Cristo. A inveja envenena a mente desses judeus e estes buscam apoio das mulheres de alta posição que freqüentam a sinagoga. Os judeus pedem que essas mulheres influentes persuadam os principais homens lideres da cidade a uma perseguição contra Paulo e Barnabé. Não se deram conta que o Evangelho já havia criado raiz na cidade e mesmo com a expulsão dos missionários a semente já estava germinando no coração de muitos que receberam a Palavra de bom grado. A igreja de Jesus Cristo continuou desenvolvendo. As autoridades locais expulsam Paulo e Barnabé, mas a obra tem continuidade com os novos crentes em Cristo Jesus.
Com relação ao comentário de que a perseguição nos mínimos detalhes é omitida... visando que o livro não se tornasse o livro dos “horrores dos apóstolos”, isto é completamente oposto ao que é mostrado ao longo das páginas das Sagradas Escrituras. Tanto o Antigo Testamento quanto o Novo Testamento mostram os sofrimentos pelos quais todos os servos de Deus passaram, o suficiente para nos mostrar que “todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições”. Em Fp 1.29, Paulo mostra que o sofrimento pela causa de Cristo não deixa de ser um privilégio; também em At 5.41, os apóstolos tendo sido açoitados, ao serem libertos da presença do conselho, regozijam-se “de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus”.

3.3 A alegria dos gentios

At 13.48: “E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna”.

A. “quando os gentios ouviram isso”: O evangelho tem sempre efeito duplo: para uns aroma agradável – o cheiro da vida e para outros desagradável – a fragrância da morte. Em Antioquia os judeus rejeitam, mas os gentios recebem o Evangelho de Jesus Cristo e se alegram no Senhor!

2 Co 2.14-16: “E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes certamente cheiro de morte para morte; mas para aqueles cheiro de vida para vida. E para estas coisas quem é idôneo?”

B. “começaram a se regozijar e glorificar a palavra do Senhor”: A reação dos gentios é maravilhosa: eles se enchem de alegria porque sabem que a salvação que Deus prometeu, Ele concedeu a eles também.

Lc 10.20: “Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus”.

Rm 12.12: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”.

Fp 4.4: “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos”.

Conclusão

Paulo e Barnabé e os demais servos fiéis de Jesus Cristo passaram por grandes dificuldades para levar a Palavra do Senhor. Em alguns momentos da historia do Cristianismo houve corrupções sim, mas em meio a grandes avivamentos, Deus sempre levantou pessoas para retornar ao Evangelho original e legítimo que garante a nossa entrada no céu. No caso de Paulo e Barnabé, eles não precisaram voltar a bases esquecidas, porque ainda estavam nos primeiros anos do cristianismo.
Não acredito que devemos ser elementos de transição, a não ser que estejamos vivendo outro evangelho. Mas se vivemos o Evangelho de Jesus Cristo devemos ser elementos de continuidade. Em algumas igrejas deve-se realmente haver uma mudança em Cristo, estas devem deixar o antropocentrismo, a teologia da prosperidade, a confissão positiva, o uso de objetos como pontos de contato, entre outras situações e voltar ao verdadeiro Evangelho.
            Sobre o vinho novo em odres velhos, segundo o comentário Bíblia de Estudo Pentecostal de Mt 9.17:

·   Vinho novo é o suco fresco da uva não fermentando, representando a mensagem salvifica original de Jesus Cristo e o poder do Espírito Santo demonstrado no dia de Pentecostes.  O empenho máximo de Jesus era que o Evangelho original, juntamente com o poder do Espírito Santo não sofressem qualquer mudança, corrupção ou perda... Não seja adulterado pelos ensinamentos (fermento) dos fariseus e do judaísmo (fermento como modificador da massa).
·   ...era necessário odres novos para estarem livres de qualquer contaminação fermentadora.

Quando uma denominação é conservadora, isto não significa que ela está usando odres velhos com fermento, pelo contrario, usa-se odres novos, que não se rasga e  conserva o vinho novo sem desperdícios. O fermento na verdade é a distorção da Palavra, o que muitos fazem em nome de um novo evangelho que Paulo nos alertou a considerar como anátema!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

CAIR NO ESPÍRITO - REPORTAGEM DO DOMINGO ESPETACULAR

No último domingo, dia 13 de novembro, o Domingo Espetacular, programa veiculado pela Rede Record, apresentou uma reportagem sobre o movimento do “cair no espírito”, onde dentre outras coisas, foi apresentado uma entrevista com um dos fundadores de tal movimento que fez então revelações quanto a origem do mesmo e quanto as razões que o levou a abandonar o dito movimento.
A despeito das motivações que levaram a Rede Record a apresentar a reportagem, e a despeito também das práticas anti-bíblicas propagadas pela IURD, a reportagem apresentada não deixa de ter importância para a igreja evangélica nos dias atuais, pois este tipo de movimento ainda atrai um grande número de igrejas e líderes que o adotam como se o mesmo fizesse parte das manifestações do Espírito Santo. Um profundo estudo, porém da Bíblia Sagrada, feito com sinceridade e pureza de coração, conduziria a conclusão de que o movimento do “cair no espírito” tal como é propagado, não tem respaldo bíblico, e quem sabe para despertar a razão da igreja evangélica brasileira quanto a necessidade de estudos mais minuciosos da Palavra de Deus, venha a ser proveitoso a veiculação de tal reportagem.
O fato é que, não somente este movimento, mas também aqueles, tais como a teologia da prosperidade, das sementes, da confissão positiva, do uso de objetos como pontos de contato, da proliferação de falsos apóstolos e milagreiros e tantos outros, todos precisam ser trazidos à luz da Palavra de Deus, a fim de que, sendo conclusivo a falta de respaldo bíblico em relação a cada um deles, sejam combatidos pela igreja que tem como dever zelar pela sã doutrina do Senhor e pela defesa do movimento pentecostal fiel ao modelo apresentado nas páginas do Novo Testamento.
Diante do que foi exposto em rede nacional (veja o vídeo na íntegra logo abaixo), penso que é chegado sim, o momento de todos nós “cairmos em sã consciência de joelhos aos pés do Senhor”, suplicando a Ele por misericórdia, para que a igreja evangélica brasileira como um todo reconheça “aquilo que o Senhor tem contra cada uma” (Ap 2-3), se arrependa e volte à sua pureza doutrinária, testemunhando com simplicidade que Jesus Cristo, tão somente por sua graça, salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará para nos buscar e estarmos com Ele no seu céu de glória. Que o Senhor nos ajude, que o Senhor nos socorra neste tempo do fim. 

Com temor e tremor,
           Magda Narciso Leite


“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis” (2 Co 11.3,4).


Assista ao vídeo na íntegra



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

LIÇÃO 6 - OS MISSIONÁRIOS PIONEIROS NO MUNDO GENTÍLICO

Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Av. Brasil, 740 – Juiz de Fora - MG
Elaboração da Aula para os Professores da Escola Dominical
Revista: Barnabé
Prof. Magda Narciso Leite – Classe Sara e João Paulo Cruz – Classe Bereanos

Texto Áureo: “Livra os que estão destinados à morte e salva os que são levados para a matança, se os puderes retirar” (Pv 24.11).

Não podemos ficar indiferentes com o sofrimento do nosso próximo é o que nos alerta esse provérbio.  Podemos aplicá-lo de duas maneiras, devemos socorrer aqueles que necessitam de um socorro físico como também espiritual. Na Bíblia podemos destacar três tipos de morte: física, espiritual e eterna.  Todos os homens são pecadores e por isso, sujeitos a morte física e espiritual (Rm 5.12). A morte física separa a alma do corpo. A morte espiritual separa o homem de Deus, sendo o pecado a causa de tal separação (ver Is 59.2). Essas duas mortes física e espiritual “morrem” quando estamos em Cristo Jesus. A morte que tanto nos aflige tem sua morte decretada em Cristo (ver Jo 3.15; 5.24). A vida eterna já nos é assegurada em Cristo nessa vida. Aqueles que morrem sem Cristo já recebem a morte eterna como recompensa pela vida em rebelião a Deus.

Verdade Aplicada: Quando uma igreja deixar de cumprir o seu papel missiológico, Deus levantará outra em seu lugar para que realize os seus propósitos de salvação.

Em Mt 28.18-20 Jesus disse: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém”. Estes versículos mostram o papel da igreja de pregar o evangelho a todas as nações, porém é importante notar a ênfase que Jesus dá ao ensino, pois é por meio deste que a igreja realmente fará discípulos de todas as nações. A igreja deve estar, portanto, em primeiro lugar buscando estar muito bem fundamentada na Palavra de Deus, pois é somente desta forma que ela poderá pregar o evangelho em conformidade com a revelação do Antigo e do Novo Testamento. Um trabalho de evangelismo e missões não estabelecido nos fundamentos da palavra de Deus, ainda que resulte no aumento do número de membros das igrejas não conduz aos propósitos de salvação em Cristo Jesus, mas apenas na presença de “crentes nominais” e de uma sociedade cristianizada, porém mais compromissada consigo mesma e com o presente século mundano do que com o genuíno evangelho de Jesus Cristo. Em lugar algum do livro de Atos ou de todo o Novo Testamento se observa Deus levantando uma igreja em lugar de outra porque esta teria deixado de cumprir o seu “papel missiológico”. O que se observa é uma única igreja sendo esta formada em primeiro lugar na doutrina dos apóstolos e no compromisso com a salvação eterna em Cristo Jesus, estendida inicialmente aos judeus e, de acordo com a vontade do Senhor, também aos gentios no tempo determinado pelo próprio Senhor, conforme fica implícito na visão que o Senhor concede a Pedro, quando ele vê o céu aberto e dele descendo um vaso contendo todo tipo de animais considerados como imundos pelos judeus (ver At 10.1-48; cf. Lv 11), o que conduziria a conversão de Cornélio, estando a partir de então a porta do evangelho confirmada como que estando aberta a todos os gentios.
  
Introdução:

A missão evangelizadora do mundo só poderia ser realizada quando a igreja estivesse muito bem fundamentada na Palavra de Deus tornando-se coluna e firmeza da verdade. O propósito de Deus com relação a igreja em Jerusalém, onde os discípulos deveriam então aguardar a descida do Espírito Santo (ver Lc 24.49) fica evidenciado pelas palavras de Jesus descrita em At 1.8, quando então Ele diz: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-mei-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. A igreja de Jerusalém cumpre o propósito de Deus quanto a sua vocação exatamente como lhe fora ordenado pelo Senhor, conforme pode se observar no decorrer do livro de Atos de acordo com as seguintes passagens descritas abaixo:

·   Pedro faz seu primeiro discurso, no dia de pentecostes, quando então judeus provenientes de várias partes do mundo ouvem a mensagem do evangelho (ver At 2.14-36), fato este que indica a extensão da obra realizada pela igreja de Jerusalém naquele dia: “E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu” (At 2.5); “Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia, e Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (At 2.8-11). O discurso de Pedro leva a conversão de quase três mil almas, sendo estas agregadas à recém formada igreja em Jerusalém (ver At 2.41).

·   A consolidação e o crescimento da igreja em Jerusalém são mostrados em At 2.42-47 como que ocorrendo em função da dedicação dos apóstolos e dos demais discípulos ao ensino, à oração, à comunhão e à obediência aos preceitos estabelecidos pelo Senhor: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações... E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”.

·   Pedro faz seu segundo discurso (ver At 3.12-26) em função da cura do coxo à porta do templo (ver At 3.1-11), e isto conduz a conversão de quase cinco mil homens. A igreja começa a sofrer perseguições, porém apesar das mesmas, mantém-se no propósito quanto a sua vocação, conforme fica implícito na oração feita por eles descrita em At 4.24-31: “E, ouvindo eles isto, unânimes levantaram a voz a Deus e disseram: Senhor, tu és o que fizeste o céu, e a terra, e o mar, e tudo o que neles há... Agora, pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra”.

·   A igreja em Jerusalém prossegue sofrendo perseguições de todos os lados, o que vem a culminar com a morte de Estevão (ver At 6.8-7.60). Em função disto, os discípulos são dispersos pelas terras da Judéia e Samaria, ficando os apóstolos em Jerusalém. Os discípulos, porém não se deixam desfalecer diante das perseguições e prosseguem no anúncio do evangelho que se estende então pelas terras da Judéia e Samaria: “Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra. E, descendo Filipe à cidade de Samaria, lhes pregava a Cristo” (At 8.4,5).

·   Os apóstolos em Jerusalém ouvem que Samaria recebe a Palavra. A igreja de Jerusalém cumprindo seu zelo em relação ao genuíno evangelho de Jesus Cristo envia para lá, Pedro e João. Os apóstolos demonstram sua concordância com o trabalho que estava sendo realizado impondo suas mãos sobre os samaritanos, que então recebem o Espírito Santo: “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João. Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo” (At 8.14-17).

·   Em Jope, Pedro recebe a revelação quanto a extensão do evangelho aos gentios o que o conduz a casa de Cornélio em Cesaréia. Ele prega o evangelho a Cornélio e a todos os demais que estavam reunidos. A vontade de Deus em relação aos gentios é confirmada quando todos os que ouviam a palavra recebem o Espírito Santo (ver At 10.1-48). A igreja em Jerusalém ouve que os gentios tinham recebido a palavra de Deus. A exposição de Pedro quanto aos fatos leva a igreja a entender a extensão do evangelho também aos gentios: “E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade, até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida” (At 11.18).

·   Os discípulos dispersos em função da perseguição por causa de Estevão prosseguem no anúncio do evangelho caminhando até a Fenícia Chipre e Antioquia. Eles pregam a palavra ainda somente aos judeus, porém alguns varões judeus de Chipre e de Cirene, impulsionados pela mão do Senhor, anunciam aos gregos o Senhor Jesus o que resulta em grande número de conversões. A igreja de Jerusalém, mais uma vez, cumprindo seu zelo em relação ao genuíno evangelho de Jesus Cristo e estando em concordância com o trabalho realizado envia Barnabé até Antioquia: “E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia, o qual, quando chegou e viu a graça de Deus, se alegrou e exortou a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor” (At 11.22).

·   Barnabé é o instrumento que Deus usa para buscar Saulo em Tarso e juntos eles permanecem em Antioquia ensinando a palavra de Deus. Tal fato era necessário, pois o Senhor Jesus já havia revelado seu propósito em relação à Paulo, de que seria através dele, o vaso escolhido de Deus, que o evangelho se estenderia em maior amplitude aos gentios, conforme fica claro em At 9.15: “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel”.

·   A igreja em Antioquia, sendo uma igreja diversificada em sua constituição, o que é indicado pelos líderes citados em At 13.1 (Barnabé, um judeu de Chipre; Simeão, chamado o Negro, provavelmente um judeu nascido na África; Lúcio, provavelmente também judeu, de Cirene, uma cidade da África do Norte; Manaém, irmão de criação de Herodes Antipas; e Saulo, um judeu da cidade romana de Tarso, criado em Jerusalém aos pés de Gamaliel) tem sua visão ampliada quanto a evangelização, e desta forma, seguindo a orientação do Espírito Santo, a igreja envia Barnabé e Saulo para a obra missionária em países estrangeiros, o que por conseqüência consolidaria o propósito de Deus quanto a extensão do evangelho até os confins da terra. A igreja de Jerusalém participa indiretamente deste trabalho através de Barnabé que fora por ela enviado a Antioquia, e através do apoio que seria concedido a Barnabé e a Paulo quanto a pregação do evangelho entre os gentios o que é evidenciado no relato de Paulo quanto a esta questão conforme descrito em Gl 2.9: “E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que me havia sido dada, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão”.

·   A igreja de Jerusalém recebe Paulo, Barnabé e outros irmãos enviados pela igreja de Antioquia para juntos eles se reunirem no Concílio de Jerusalém. A igreja de Jerusalém confirma a salvação estendida aos gentios não lhes sendo necessária a imposição dos rituais da lei mosaica, através da fala de Pedro (ver At 15.7-11) e através da fala de Tiago (ver At 15.13-21). Os apóstolos, os anciãos, bem como toda a igreja de Jerusalém elegem varões para serem enviados com Paulo e Barnabé a Antioquia, sendo estes Judas, chamado Barsabás, e Silas, o que confirma o apoio da igreja à pregação do evangelho entre os gentios (ver At 15.22). Judas e Silas acompanham Paulo e Barnabé até Antioquia detendo-se ali por algum tempo, quando então Judas retorna para Jerusalém, porém Silas permanece em Antioquia (ver At 15.23-35). Mais tarde, Silas acompanharia Paulo em sua segunda viagem missionária, o que indica a participação, de forma indireta da igreja de Jerusalém nesta segunda viagem missionária que atingiu as regiões da Galácia, Macedônia e Acaia, já que Silas havia sido enviado a Antioquia pela igreja de Jerusalém.  

·   Com a formação da igreja de Antioquia a igreja de Jerusalém não deixa de existir e nem deixa de continuar sua missão, pelo contrário, ela continua cumprindo sua vocação não somente de zelar pelo genuíno evangelho de Jesus Cristo, conforme já evidenciado nos textos acima, como também continua a pregar o evangelho entre os judeus. A extensão do evangelho entre os gentios teria continuidade através do apóstolo Paulo. Ambos os fatos ficam evidentes nas seguintes palavras descritas em At 21.17-20 por ocasião do retorno de Paulo a Jerusalém, quando então se daria seu encarceramento para que Paulo fosse enviado a Roma: “E, logo que chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam de muito boa vontade. E no dia seguinte, Paulo entrou conosco em casa de Tiago, e todos os anciãos vieram ali. E, havendo-os saudado, contou-lhes por miúdo o que por seu ministério Deus fizera entre os gentios. E, ouvindo-o eles, glorificaram ao Senhor, e disseram-lhe: Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus há que crêem, e todos são zelosos da lei”.

·   Muitos dos apóstolos e dos discípulos de Jesus Cristo posteriormente, estariam também envolvidos com a pregação do evangelho em outras nações, é o que mostra a tradição, conforme descrito por John Fox (2003, pp. 2-6) em o “Livro dos Mártires”. Assim, de acordo com John Fox:     

¨   André – Irmão de Simão Pedro. Foi o primeiro dos apóstolos a receber o título de “Pescador de Homens” e a recrutar novos discípulos para o Mestre. Após a ascensão de Cristo, a Escritura cala por completo a seu respeito. Pregou o evangelho a muitas nações da Ásia onde, pelo que consta, foi crucificado numa cruz em forma de X.
¨   Bartolomeu – São João o chama de Natanael ou Nataniel que, em hebraico significa “Deus (El) deu (nathan)”.  Nasceu em Caná, da Galiléia e foi apresentado a Jesus por Filipe. Pregou o evangelho na Índia. Foi cruelmente açoitado e crucificado pelos conturbados idólatras.
¨   João – Morreu por velhice. Segundo a tradição, sob o imperador Domiciano, em Roma, foi colocado dentro de uma caldeira com óleo fervendo, mas saiu  ileso. Em  Patmos,  para onde  foi exilado, escreveu o Apocalipse e, segundo consta, viveu e morreu em Éfeso, onde foi sepultado. As igrejas de Esmirna, Pérgamo, Sardes, Filadélfia, Laodicéia e Tiatira foram fundadas por ele.
¨   Tomé – Chamado Dídimo, pregou o evangelho em Partia e na Índia, onde, ao provocar a ira dos sacerdotes pagãos, morreu atravessado com uma lança.
¨   Judas (não o Iscariotes) – Escritor de uma das epístolas universais. Judas Tadeu nasceu na Galiléia. Foi crucificado em Edesa em 72 d.C.
¨   Mateus – Também chamado Levi, era coletor de impostos e foi o autor de um dos evangelhos. Os cenários do seu labor foram Pártia e Etiópia. Este último foi também o cenário de seu martírio; foi assassinado com uma alabarda, na cidade de Nadaba, no ano 60 d.C.
¨   Marcos – Serviu a Pedro e sob sua supervisão escreveu o evangelho. Foi arrastado e despedaçado pela população de Alexandria, na grande solenidade do ídolo de Serapis, tendo terminado sua vida terrena em mãos implacáveis.
¨   Pedro – Foi martirizado em Roma e, a seu próprio pedido, crucificado de cabeça para baixo, por não se julgar digno de morrer da mesma maneira que o seu Senhor.
¨   Filipe – Natural de Betsaida. Trabalhou diligentemente na Ásia Superior e sofreu o martírio em Heliópolis, na Frígia. Foi açoitado, lançado no cárcere, e depois crucificado em 54 d.C.
¨   Simão Zelote – É o mais desconhecido de todos os apóstolos. Pregou o evangelho na Mauritânia, África, e até na Grã-Bretanha, onde foi crucificado em 74 d.C.

1. Uma igreja consolidada

At 11.21-30: “E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor. E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia. O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração; porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia. E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos. E naqueles dias desceram profetas de Jerusalém para Antioquia. E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César. E os discípulos determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia. O que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e de Saulo”.

1.1 Uma membresia numerosa

A igreja de Antioquia experimenta um grande crescimento sendo este em maior número de gentios, é o que fica evidente em At 11.21 e 24, onde o termo “gente” se refere aos gentios: “E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor. Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor”. O crescimento por si só, porém não seria suficiente para fazer dela uma igreja missionária. A igreja deveria antes se fortalecer no conhecimento da graça de Deus trazendo salvação a todos os homens; manter-se firme no Senhor, haja vista a sociedade imoral e idólatra de onde foram tirados, e além disto ela deveria ser solidificada no conhecimento da palavra de Deus, o que se daria através de Barnabé e Paulo que ali permanecem todo um ano ensinando “muita gente” (gentios). A conversão genuína dos primeiros discípulos de Antioquia é testificada no fato de ali eles serem pela primeira vez, chamados cristãos, o que indica que notadamente eles foram reconhecidos como “seguidores dos ensinos de Cristo” e no fato de ali também os discípulos se interessarem em enviar socorro à igreja de Jerusalém. Um outro ponto importante na consolidação da igreja de Antioquia que contribuiria para sua vocação missionária é o fato de Atos 13.1 listar o nome de seus líderes nominando-os como profetas e doutores (mestres). Tal fato indica a capacitação que lhes era conferida pela presença do Espírito Santo, além de indicar o conhecimento da palavra de Deus que era transmitido por tais homens à igreja. É sob estas condições que a igreja servindo ao Senhor e estando, portanto sensível ao Espírito Santo, vai ouvir a sua voz, quando então Ele ordena: “Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” (At 13.2b). A igreja imediatamente se prontifica a obedecer à ordem dada pelo Espírito Santo e assim eles “jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram”, atitudes estas que demonstram o comprometimento tanto espiritual quanto material que a igreja teria em relação ao envio dos dois missionários.

1.2 Uma liderança diversificada

A citação destes cinco homens mostra que a igreja primitiva não fazia distinção de raça, cor, cultura ou nível social, e é esta diversidade que com certeza vai contribuir para a visão quanto a obra missionária que deveria ser realizada pela igreja de Antioquia. A igreja não deve fazer acepção de pessoas tanto em sua constituição entre os membros, bem como entre aqueles que são chamados para estarem a frente do rebanho.

At 10.34,35: “E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo”.

Rm 10.12: “Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam”.

1 Co 12.13: “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito”.

Gl 3.28: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”.

Cl 3.10,11: “E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos”.
                                                                                             
1.3 Um clima espiritual muito bom

O clima espiritual muito bom na igreja de Antioquia pode ser visto:

·   No fato da igreja valorizar o ensino da palavra de Deus: “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo” (1 Pe 2.2).

·   No fato da igreja reconhecer o chamado de Deus na vida de seus líderes: “E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós” (1 Ts 5.12,13).

·   No fato da igreja valorizar a busca dos dons do Espírito Santo: “Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1 Co 14.1,26).

·   No fato da igreja não fazer acepção de pessoas: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego” (Rm 1.16).

·   No fato da igreja demonstrar amor fraternal para com aqueles que não necessariamente estavam entre eles: “Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro” (1 Pe 1.22).

·   No fato da igreja não tomar decisões sem antes se prontificar a jejuar e orar o que indica a sua total dependência de Deus: “Perseverai em oração, velando nela com ação de graças” (Cl 4.2); “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho” (Ef 6.18,19).

2. Uma liderança sedenta de Deus

Ninguém em Antioquia estava pensando em ascensão pessoal, não esperavam ter seus nomes refletidos na mídia – Conforme se sabe, a igreja não é uma empresa. Empresas pensam em cargos, destaques, homenagens, fotos na parede com o titulo do funcionário do mês. Na igreja o processo é praticamente inverso, e Jesus Cristo mostra isso, através de seu próprio exemplo, quando Ele, apesar de ser Deus, assume a forma de servo fazendo-se semelhante aos homens. É este exemplo que a igreja deve imitar e procurar viver... servos de Deus e uns dos outros.  Uma liderança sedenta de Deus está pronta para servir, está pronta para dar, está pronta para ajudar, está pronta para sofrer... E quanto mais ela se aproxima de Deus, mais vê essa necessidade de servir uns aos outros.

Fp 2.13: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo”.

1 Co 13.4: “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece”.

Com relação aqueles que estão pensando em ascensão pessoal:

Tg 4.16: “Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna”.

Realmente haviam experimentado um “novo nascimento” – O novo nascimento é o nascimento espiritual. O que nasce da carne é a velha natureza e esta já está condenada, o que nasce do Espírito, é a nova natureza e esta é eterna. Quando ocorre o novo nascimento as coisas velhas já são passadas e tudo se faz novo.

Jo 3.3,6,7: “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo”.

2 Co 5.17: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

Viviam um Reino... onde o egoísmo cede lugar a humildade – Esse é um dos segredos de toda liderança que queira ser bem sucedida. Humildade, já que o egoísmo é uma das obras da carne e o fruto do Espírito é totalmente contrario a isso. O egoísmo cedendo lugar à humildade é indicativo de que Deus tem agido de maneira poderosa na vida daqueles que são seus.

Gl 5.19,20: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas (egoísmo), dissensões, heresias”.

Gl 5.22: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”.

Cl 3.12: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade”.

Ef 4.2: “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor”.

1 Pe 5.5: “Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”.

Porque satisfazer a vontade de Deus está acima de qualquer desejo material – Qual é essa vontade? O que Deus requer de cada um dos seus servos? Dentre outras coisas pode ser citado que a vontade de Deus para cada um dos seus servos é:

·   Santificação: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição” (1 Ts 4.3).

·   Em tudo dar graças: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Ts 5.18).

·   Fazer o bem: “Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo o bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos” (1 Pe 2.15).

2.1 Eles serviam ao Senhor

Pastoreava-se o rebanho de Deus com todo cuidado:

Jr 3.15: “E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência”.

Esforçavam-se para ensinar a Palavra com esmero:

1 Tm 4.1,2: “Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina”.

Rm 15.4: “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança”.

Orientavam os obreiros e não se esqueciam da beneficência cristã:

1 Tm 2.1: “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros”.

Hb 13.16: “E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada”.

2 Co 9.11: “Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus”.

2.2 Eles jejuavam

Jejuar é se negar voluntariamente de comida por um período de tempo para ficar mais perto do Senhor e se dedicar a Deus sem a preocupação de fazer os cuidados de vida. É coisa boa de se fazer, pois Jesus e a sua igreja primitiva fizeram. Deve ser feito de uma maneira que ninguém saiba, sem chamar atenção para si mesmo. Os fariseus e escribas de forma hipócrita ao jejuarem, desfiguraram os seus rostos, não tomavam banho, nem ajeitavam o cabelo para parecer que estavam jejuando. Ao jejuar o cristão deve aparecer como normalmente aparece; ou seja, ele deve lavar o rosto, tomar banho, ajeitar o cabelo, sem dar evidências que está jejuando. Porque? Porque o cristão faz isto para Deus e Ele vê o coração, não para os homens.

Mt 6.16-18: “E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente”.

Em jejum buscavam ouvir uma Palavra específica da parte do Senhor, que promovesse a edificação de todos... 2 Tm 3.16,17: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”.

2.3 Eles ouviam o Espírito

O que impediria a igreja de ouvir a voz de Deus? Pecado, mente cauterizada, apostasia, desobediência, sendo estas algumas das razões que leva o Senhor Jesus a advertir as sete igrejas da Ásia quanto a necessidade de se arrependerem e darem ouvidos ao que o Espírito diz às igrejas. Com relação à igreja de Jerusalém, esta jamais deixou de ouvir ou de atender prontamente a voz do Espírito Santo. Não existe nenhum relato no livro de Atos dos Apóstolos ou em todo Novo Testamento que testifica uma afirmação como esta. Conforme já foi dito anteriormente a missão não foi transferida da igreja de Jerusalém para a igreja de Antioquia, antes pelo contrário, a igreja de Antioquia dá continuidade ao trabalho desenvolvido e consolidado pela igreja de Jerusalém, e desta forma, ela também cumpre sua vocação, estando a igreja de Jerusalém em contínua cooperação com a igreja de Antioquia. A igreja de Jerusalém jamais deixou de cumprir a sua vocação é o que fica em evidência em At 21.17-20, quando já próximo dos anos 60, por ocasião do retorno de Paulo a Jerusalém, antes do seu encarceramento em Roma, Paulo é recebido em Jerusalém em casa de Tiago, juntamente com todos os anciãos que ali se encontravam sendo dado a Paulo o testemunho quanto aos milhares de judeus que criam no Senhor. Além disto, a última revelação do Novo Testamento, o livro de Apocalipse, é dada ao apóstolo João, um autêntico representante da igreja de Jerusalém, o que indica a igreja de Jerusalém, através de seus membros, onde quer que eles estivessem, mantendo seus ouvidos atentos à voz do Senhor, apesar de todos os sofrimentos e perseguições os quais eles tiveram que suportar em favor da obra e da honra devida ao eterno Nome do Senhor Jesus Cristo.   
 
3. A proeminência do Espírito Santo

O Espírito Santo sempre age com proeminência porque Ele é Deus, sendo por isso Ele soberano e onipotente. Dentre outras coisas, Ele não somente orienta a igreja quanto ao envio missionários, como também Ele ensina o que se deve falar; Ele impede que os missionários venham a se direcionar por si próprios e não segundo os seus propósitos e Ele revela situações.

Lc 12.12: “Porque na mesma hora vos ensinará o Espírito Santo o que vos convenha falar”.

At 16.7: “E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito não lho permitiu”.

At 20.22,23: “E agora, eis que, ligado eu pelo Espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer, senão o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações”.

3.1 Ele falou

O plano de redenção não era restrito aos judeus, mas era também estendido aos gentios, sendo esta promessa incondicional de Deus, oculta no Antigo Testamento, porém revelada no Novo Testamento. O propósito de Deus em relação aos gentios cumprir-se-ia no tempo determinado por Deus, e sendo ele já visto na Pessoa de Jesus Cristo como um fato consumado, o Espírito Santo estaria agora, desde o momento da formação da igreja em Jerusalém até a formação da igreja em Antioquia preparando e aplainando todos os caminhos que conduziriam por fim a manifestação deste mistério de que os gentios são co-herdeiros e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho, segundo o eterno propósito de Deus em Cristo Jesus é o que Paulo escreve quanto a esta questão, conforme pode se ver em Ef 3.1-11: “Por esta causa eu, Paulo, sou o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os gentios; se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada; como me foi este mistério manifestado pela revelação, como antes um pouco vos escrevi; por isso, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do mistério de Cristo, o qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas; a saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho; do qual fui feito ministro, pelo dom da graça de Deus, que me foi dado segundo a operação do seu poder. A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo; para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor”.

3.2 Ele cooperou

Mc 16.20: “E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém”.

At 13.4,9: “E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre. Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele”...

Quando Deus fala e seus discípulos são obedientes, a certeza que se tem é que Ele está presente e a obra que foi confiada nas mãos de seus servos, prosperará, não por si mesmos, mas pela mão do Senhor.

3.3 Eles se despediram

Os propósitos de Deus não foram em momento algum impedidos, mas foram desde a formação da igreja em Jerusalém conduzidos para que de forma ideal eles se manifestassem. O propósito de Deus em relação a evangelização de todas as nações não é manifestado em função exclusiva da formação da igreja de Antioquia, mas é manifestado em função de todo o trabalho desenvolvido por todos os apóstolos e discípulos tanto aqueles que formaram a igreja em Jerusalém quanto aqueles que formaram a igreja em Antioquia.

Jó 42.2: “Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido”.

Is 43.13: “Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?”

Rm 11.33-36: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Por que quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém”.

Conclusão

Deixemos a comodidade que impede o nosso crescimento em Deus, e dificulta as realizações dos sonhos dEle por nosso intermédio. É importante deixar claro que Deus não sonha, Deus é Eterno, Onipotente, Onipresente e Onisciente e em sua onisciência Ele tem conhecimento do passado, do presente e do futuro, por isto Deus não fica “sonhando” com a realização dos seus propósitos, pois para Ele tudo já é um fato consumado.
A igreja de Jerusalém é de onde deveria ter partido originalmente a missão... Toda a missão da igreja partiu originalmente da igreja de Jerusalém, e não de qualquer outra. A igreja de Antioquia e posteriormente o apóstolo Paulo e seus companheiros de viagem dão continuidade àquilo que teve início na igreja de Jerusalém.
Se Jerusalém não obedece, Ele levanta Antioquia... Em nenhum momento a igreja de Jerusalém deixou de cumprir o seu chamado e a sua vocação, o que já foi comentado ao longo de toda a lição.
Só depois de muitos anos foi que todos os apóstolos se lançaram em diferentes direções no mundo, quando o cristianismo já estava firmado religiosamente. O cristianismo é firmado na doutrina dos apóstolos conforme ensinado na igreja em Jerusalém já desde a formação da igreja nos anos 30 d.C. e não somente muitos anos depois e é “na doutrina dos apóstolos” que o cristianismo deve prosseguir em todas as épocas e em todos os locais. No ano 70 d.C. a cidade de Jerusalém foi invadida por Tito, filho de Vespasiano (imperador romano), o que culminou com a destruição da cidade de Jerusalém e inclusive com a destruição do Templo. Muitos judeus morreram, sendo que de acordo com Almeida (1999, pp. 18,19) quando a cidade caiu, contou-se cerca de um milhão e cem mil mortos e apenas por uma das suas portas foram retirados 115 mil cadáveres. É por esta ocasião que ocorre “a grande dispersão judaica” e talvez sejam estes acontecimentos, ou mesmos outros anteriores a este, que levaram os apóstolos a se lançarem em diferentes direções do mundo. Os apóstolos, porém, e os demais discípulos em Jerusalém, cumpriram a sua missão em todo o tempo desde o dia de pentescostes, pregando o evangelho, resistindo às perseguições, zelando pela sã doutrina do Senhor, seja em Jerusalém ou em qualquer lugar onde eles estiveram.

Referências Bibliográficas:
Almeida, A.; Israel, Gogue e o Anticristo, 1999, 11ª Ed., CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
Fox, J.; O livro dos Mártires, 2003, 5ª Ed. CPAD, Rio de Janeiro, RJ.