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quarta-feira, 2 de março de 2011

LIÇÃO 10 - A PALAVRA DO EVANGELHO ENTRE OS GENTIOS

Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Av. Brasil, 740 – Juiz de Fora - MG
Elaboração da Aula para os Professores da Escola Dominical
Revista: Atos dos Apóstolos
Profª. Dcª Linda Saraiva Arruda - Classe Bereanos

Texto Áureo: “A este dão testemunho todos os profetas de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome” (At 10.43).

Texto de referência: At 10.34-37

Segundo a Bíblia Explicada, este texto nos mostra:

Primeiro: O que Pedro reconheceu depois da visão e após ouvir as palavras de Cornélio, de que Deus não fazia acepção de pessoas (v. 34). 1Sm 16.7b: “...Porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração”.
Segundo: O que agrada a Deus: “Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo” (v. 35). Sl 15.1-2: “Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e fala verazmente no seu coração”.
Terceiro: Qual foi a palavra que Deus enviou? “A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo (este é o Senhor de todos)” (v. 36).
Quarto: Onde essa palavra foi anunciada pela primeira vez, e até onde se espalhou? “Esta palavra, vós bem sabeis, veio por toda a Judéia, começando pela Galiléia, depois do batismo que João pregou” (v. 37).
Quinto: Duas coisas que Jesus de Nazaré fez (que resume seu ministério) – seu preparo espiritual e sobrenatural para esta obra: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (v. 38).

Introdução O número dos fiéis ia crescendo cada vez mais...

At 5.42: “E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo”.

At 2.47: “Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”.

Muitos milagres eram operados entre o povo:

At 3.6,7: “E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram”.

At 6.8:  “E Estevão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo”.

At 8.6,7: “E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia. Pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curado”.

A popularidade dos apóstolos estava em alta:

At 5.12,13: “E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E estavam todos unanimemente no alpendre de Salomão. Dos outros, porém, ninguém ousava ajuntar-se a eles; mas o povo tinha-os em grande estima”.

Mas, a mensagem do evangelho estava sendo levada somente aos judeus, embora tivesse uma dimensão universal.

Até este capítulo, o evangelho tinha sido pregado somente entre os judeus e samaritanos. Fazia, talvez, uns dez anos desde o pentecoste. A mensagem do evangelho era universal, no entanto é importante compreender que antes de atingir os gentios, a igreja deveria estar bem fundamentada na doutrina dos apóstolos, daí a importância do tempo que se passou desde o dia de pentecostes até a conversão do primeiro gentio, no caso, até a conversão de Cornélio.

Acerca da universalidade do evangelho:

At 1.8: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”.

Is 49.6: “Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra”.

1. Deus prepara um encontro Era necessário estabelecer uma conexão entre igreja e gentios...

Conexão - Ligação; relação; peça ou dispositivo que liga dois condutos, ou que serve como passagem ou comunicação.

Mas esta conexão não acontecia. Por quê? Porque a iniciativa para a salvação dos homens é de Deus e não do próprio homem.

Deus fez com que gentios procurassem a igreja, representada por alguém como Pedro... Quanto a ser Pedro o representante da igreja, podemos observar  ele mesmo descrevendo esse privilégio:

At 15.7: “E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Homens irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem”.

Em Mt 16.19 Jesus disse a Pedro: “E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. As chaves dadas a Pedro representam a essencial honra que lhe foi concedida: A de ser o 1º a anunciar o evangelho aos judeus (no pentecostes) e aos gentios (na casa de Cornélio), tendo sido o Espírito Santo dado do céu em cada uma destas duas ocasiões.

1.1 A Visão de Cornélio (At 10.1-7)

Centurião – Era o comandante; oficial de 100 homens entre o exército romano. Cornélio era um centurião da corte italiana e piedoso, cuja reputação era admirada entre os Judeus. At 10.1,2: “E havia em Cesaréia um homem por nome Cornélio, centurião da coorte chamada italiana. Piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a Deus”. Podemos observar que ele tinha muitas qualidades e boas obras, a passagem, no entanto, confirma que apesar das boas obras, nenhum homem pode ser salvo se não for por meio da fé em Jesus Cristo.


Gl 2.16: “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo e não pelas obras da lei, porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada”.

Ef 2.8-9: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.

Não sendo por meio das obras que o homem pode ser salvo, pois estas não podem purificar ou livrar os homens dos seus pecados, Cornélio deveria conhecer o caminho que o levaria a Deus, e por conseguinte à salvação eterna: Jo14.6: "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.

1.2 A Visão de Pedro (At 10.10-16)

At 10.11-13: “E viu o céu aberto, e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, e vindo para a terra, no qual havia de todos os animais quadrúpedes e répteis da terra, e aves do céu. E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come”.

O significado da visão:

·   Os animais impuros significavam os gentios.
·   As quatro pontas do lençol significa os 4 pontos cardeiais: Norte, Sul, Leste e Oeste.  Assim, Deus mostra a Pedro a universalidade do evangelho estendido a todas as nações de norte a sul, de leste a oeste.
·   Além disto, a visão mostra também o fim das restrições dietéticas, conforme era determinado no livro de Levítico. At 10.15: “E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou”. É exatamente isto que Paulo diz a Timóteo: 1 Tm 4.1-4: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos manjares que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças.

1.3 Pedro vai a Cesaréia (At 10.23,24) Pedro questionou a visão.

At 10.14: “Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda”. Observemos que:

·   Pedro estava em oração quando recebeu a visão. Não é com vida de qualquer maneira que se recebe revelações de Deus, mas com a vida no altar do Senhor. Jr 33.3: “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes”. 2 Co 12.4: “Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar”. Paulo ouviu coisas inefáveis que ao homen não é lícito falar; mas olha a vida que ele tinha com Deus e para Deus.
·   Foi natural Pedro questionar, pois era uma revelação que parecia contradizer um mandamento da palavra de Deus. Dt 14.3-27: “Nenhuma coisa abominável comereis. Estes são os animais que comereis: O boi, a ovelha, e a cabra. O veado e a corça, e o búfalo, e a cabra montês, e o texugo, e a camurça, e o gamo. Todo o animal que tem unhas fendidas, divididas em duas, que rumina, entre os animais, aquilo comereis...” Lv 11.4: “Destes, porém, não comereis; dos que ruminam ou dos que têm unhas fendidas; o camelo, que rumina, mas não tem unhas fendidas; esse vos será imundo”. Lv 20.25: “Fareis, pois, diferença entre os animais limpos e imundos, e entre as aves imundas e as limpas; e as vossas almas não fareis abomináveis por causa dos animais, ou das aves, ou de tudo o que se arrasta sobre a terra; as quais coisas apartei de vós, para tê-las por imundas”.
·   Pedro fez bem em meditar a respeito da visão. Ef 5.15: “Portanto, vede prudentemente como andais não como néscios, mas como sábios”.
·   Sua atitude demonstrou prudência. Pv 7.4: “Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e à prudência chama de tua parenta”.

Mas, Deus, repetiu a visão por 3 vezes confirmando a mesma e, quando Pedro ainda estava pensando acerca da visão, os varões, enviados por Cornélio, chegaram procurando por ele, e Deus confirma dizendo: At 10.19-20: “E, pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três varões te buscam. Levanta-te, pois, desce, e vai com eles, não duvidando; porque eu os enviei”. Com a chegada dos varões, servos de Cornélio, Pedro encontra a interpretação. No dia seguinte, Pedro vai com eles, levando junto alguns irmãos. Note a coerência de Deus: Deus deu a visão a Pedro, mas antes tinha dado também a Cornélio. Assim, Deus deixa tudo esclarecido e Pedro não é desobediente à visão, pois Ele entende que Deus estava lhe revelando e dirigindo os acontecimentos.

Am 3.7: “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas”.

1 Co 14.33: “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos”.

2. O encontro entre Pedro e Cornélio Seria motivo para se preocupar, pois os de Jerusalém ficariam sabendo logo que esteve em companhia de gentios.

Isto realmente aconteceu: At 11.2,3: “E, subindo Pedro a Jerusalém, disputavam com ele os que eram da circuncisão dizendo: Entraste em casa de varões incircuncisos, e comeste com eles”. Para os judeus em Jerusalém, a barreira entre judeus e gentios ainda existia, mas a Pedro já tinha acontecido à visão e a revelação de Deus. Deus o preparara e o capacitara para essa obra, por isto Deus deixaria um sinal para que a igreja em Jerusalém viesse a entender e a aceitar que aquela obra era de Deus e não do próprio Pedro. Este sinal foi o Espírito Santo que caiu sobre Cornélio e toda a sua casa antes mesmos que estes viessem a ser batizados em água. At 11.15-18: “E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós ao princípio. E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João certamente batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo. Portanto, se Deus lhe deu o mesmo dom que a nos, quando cremos no Senhor Jesus Cristo, quem era, então eu, para que pudesse resistir a Deus? E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade, até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida”. Guiado pelo Espírito Santo e andando por fé não haveria quem pudesse vir a disputar com Pedro: Is 50.8: “Perto está o que me justifica; quem contenderá comigo? Compareçamos juntamente; quem é meu adversário? Chegue-se para mim”.
Observemos também que apesar da visão e da revelação já ter sido concedida a Pedro, ele não se fez arrogante com os irmãos judeus, mas como servo fiel, ele explicou o que acontecera. A atitude de Pedro provou o que ele aprendeu com Jesus.

Mt 11.29: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para a vossa alma”.

Mt 5.9: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”.

2.1 Os primeiros momentos

Na casa de Cornélio estavam os familiares e amigos íntimos.

·   Um bom terreno preparado. Era só o semeador semear. Mt 13.8: “E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta”. Mt 13.23: “Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta”.
·   Quando Deus envia, Ele prepara caminho. Is 45.2: “Eu irei adiante de ti, e endireitarei os caminhos tortuosos; quebrarei as portas de bronze, e despedaçarei os ferrolhos de ferro”.
·   Cornélio chama a família e amigos. Mostra a disposição em doar, dividir, o que certamente ele receberia. At 2.39: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a  todos os que estão longe; a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar”.
·   Quanto a Cornélio tentar adorar a Pedro: Vemos em Pedro posição de servo. Não buscou glória de homens, assim como Jesus não buscou a glória dos homens. Jo 5.41: “Eu não recebo glória dos homens”.
·   Pedro reconhecia quem era ele e não se orgulhou. Ap 19.1: “E, depois destas coisas ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus”. Salvação, glória e honra pertencem a Deus. Pedro sabia bem disto, assim como também os anjos que servem ao Senhor. Ap 22.8,9: “E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar. E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus”.

2.2 A razão de sua chamada Pedro já sabia do que se tratava quando ali chegou... mas queria ouvir da boca do próprio Cornélio.

Pedro diz a eles: At 10.28: “E disse-lhes: Vós bem sabeis que não é lícito a um homem judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame comum ou imundo”. Com essas palavras, Pedro deixa claro que estava passando por cima de uma barreira da tradição judaica e do que recebera da lei, porque:

·   Deus falou com ele: Deus mostrou-lhe que a nenhum homem chame comum ou imundo. At 10.34: “E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas”.
·   Deus não faz acepção de pessoas e Pedro reconheceu isto, e nós também precisamos entender que só pensamos acertadamente em nosso semelhante quando nele pensamos como Deus pensa. Portanto, andemos guiados pelo Espírito Santo. Gl 5.18: “Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei”.
·   Paulo fala da salvação como tendo sido manifestada em favor de todos os homens: Tt 2.11-14: “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens. Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente. Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo. O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.”
·   Precisamos ser instruídos pelo Senhor. 1 Co 4.5: “Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor”.

2.3 A explicação de Cornélio  Note bem, um pagão que ora, jejua, dá esmolas, tem bom testemunho, recebe visita de um anjo, era, sem dúvida, uma pessoa muito especial para Deus, mas carecia da mensagem salvadora em Jesus Cristo.


Ver ítem 1.1

3. A mensagem de Pedro  Estavam desejosos de ouví-lo.

Sedentos = Com sede de Deus; da sua palavra.

Sl 42.2: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?”

Is 44.3: “Porque derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes”.

Is 55.1: “O vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite”.

Jo 7.37: “E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba”.

Ap 22.17: “E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida”.

Pedro tinha uma declaração concisa de Boas Novas

Conciso: Em que há concisão. Resumido. Concisão: Exposição das ideias em poucas palavras. Preciso. Exatidão.

Is 52.7: “Quão formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, do que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, do que diz a Sião: O teu Deus reina!”

3.1 O conteúdo da mensagem

A mensagem de Pedro era Cristo.

Quanto a ser agradável a Deus, aquele que o teme e faz o que é justo.

Pv 1.7: “O temor do Senhor é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução”.

Ec 8.12: Ainda que o pecador faça o mal cem vezes, e os dias se lhe prolonguem, contudo eu sei com certeza, que bem sucede aos que temem a Deus, aos que temem diante dele”.

Ec 12.13: De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem”.

Sl 34.17: Os justos clamam, e o Senhor os ouve, e os livra de todas as suas angústias”.

Sl 34.19: Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas”.
Sl 37.25: Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão”.

O comentarista diz acerca de 5 pontos principais que estavam na pregação de Pedro e que devem nortear a pregação do evangelho.

1) A mensagem de Jesus era de paz em seu ministério.

Jo 14.27: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.

Jo 16.33: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.

Rm 5.1: “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo”.

Rm 14.17: “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”.

2) Jesus de Nazaré foi um homem ungido por Deus; unção esta que lhe capacitava a curar e libertar todos os oprimidos do diabo.

1 Jo.3.8b: “Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo”.

3) Apesar de todo o bem que foi feito, Jesus foi condenado a morrer pendurado num madeiro.

Gl 3.13: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”.

Is 53 4-5: “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”.

4) Jesus ressucitou dentre os mortos ao terceiro dia.

Mt 28.5-6: “Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia”.

Ap 1.17-18: “E eu, quando vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; e o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno”.

5) É através de Cristo Jesus que recebemos o perdão dos pecados.

At 2.38: “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo”.

Jo 5.24: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”.
Jo 3.16-18: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”.

3.2 O efeito imediato da mensagem  Três coisas determinam o efeito imediato da mensagem.

1. Um pregador ungido:

Ef 5.18: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito”.

Lc 24.49: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”.

Pedro obedeceu a ordem de Jesus. Pedro era cheio do Espírito Santo:

At 4.31: “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus”.

At 5.15: “De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles”.

2. Uma mensagem poderosa e apropriada:

Hb 4.12: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”.

1 Pe.4.11: “Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém”.

1 Co 2.4: “A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder”.

Jr 23.29: “Porventura a minha palavra não é como o fogo, diz o Senhor, e como um martelo que esmiuça a pedra?”

3. Um auditório ávido em ouvir Deus.


Nem sempre depararemos com um auditório ávido por ouvir, mas uma coisa é certa: A palavra não volta vazia.

Is 55.11: “Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei”.

Mt 10.12-14: “E, quando entrardes nalguma casa, saudai-a; e, se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; mas, se não for digna, torne para vós a vossa paz. E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés”.

Ez 33.4: “Se aquele que ouvir o som da trombeta, não se der por avisado, e vier a espada, e o alcançar, o seu sangue será sobre a sua cabeça”.

2 Tm 4.2: “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina”.

E o Espírito Santo caiu sobre eles. Jesus cooperou com Pedro na obra a que o enviou (ver Mc 16.20).

Jl 2.28: “E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões”.

3.3 O resultado da mensagem

O evangelho de Cristo é poder para a salvação. Rm 1.16: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”.

4. O episódio de Pedro e Cornélio

Deus se utiliza de vários recursos para alcançar o coração do homem. O recurso somos nós, com nossas vozes. Nos dias atuais precisamos ter cuidados com muitos dos recursos que tem sido utilizados, muitos deles estão profanando o Nome de Deus e a casa de Deus, pois não há nenhuma reverência à santidade de Deus. Além disto muitos destes recursos estão fora dos padrões bíblicos já que estes não anunciam, de fato, o arrependimento, a renúncia, a conversão genuína.

 Mt 3.3: “Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas”.

4.1 Deus ama os homens e se utiliza de vários meios para alcançá-los 

Ver comentário acima

2 Co 5.20: “De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus”.

4.2 Todos devem estar comprometidos com a universalidade do evangelho

Todos os versículos, abaixo, citados na lição falam sobre a universalidade do evangelho: Gn 12.3; Sl 22.27; Is 42.4; 49.6; 56.3-7; 60.1-3; Jr 16.19-21; Zc 2.11; Ml 1.11; Rm 15.9-12.

Ver também: Jo 1.12.13: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”.

Quanto à frase: Outros acreditavam que os gentios poderiam ser salvos, mas somente se seguissem as leis e tradições judaicas. Este pensamento veio a nortear a igreja, com o aumento dos gentios entre os salvos. O assunto será exposto provavelmente na próxima aula.

4.3 Deus sempre está a nossa frente

Mt 28.20: “Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”.

Conclusão

Família piedosa, porém carente da mensagem maravilhosa do evangelho. Jesus disse: Lc 10.2: “E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara”.

Referências Bibliográficas:
Bíblia Explicada
D. Stamps, Bíblia de Estudo Pentecostal, 1995, CPAD, Rio de Janeiro, RJ.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

LIÇÃO 5 – A GRAVE MENTIRA DE ANANIAS E SAFIRA

Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Av. Brasil, 740 – Juiz de Fora - MG
Elaboração da Aula para os Professores da Escola Dominical
Revista: Atos dos Apóstolos
Profª. Magda Narciso Leite – Classe Sara

Texto Áureo: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).
  
Verdade Aplicada: Mentir na presença de Deus faz o homem cair negativamente em suas mãos e horrenda coisa é ser punido por Deus.

Texto de Referência: At 5.1-4

Introdução – Lucas, ao escrever acerca de Ananias e Safira, relata um dos poucos milagres de maldição ocorrido ao longo do Novo Testamento...

O que é maldição? É a condição proveniente de um ato, onde um mal é instalado na vida de uma pessoa de alguma maneira. A maneira como este mal se instala, pode ser, por exemplo, através de um homem, ao proferir este uma maldição contra outra pessoa, ou quando um homem pronuncia uma maldição contra si próprio em confirmação a uma promessa, ou como garantia da verdade de um testemunho perante a lei. Deus pode proferir uma maldição sobre a vida de alguém ou de alguma coisa? Sim. No entanto, em relação a Deus é importante deixar claro que quando Ele pronuncia uma maldição, essa é, em primeiro lugar, uma denúncia contra o pecado, sendo a maldição, na verdade, conseqüência do pecado, e não conseqüência em si do pronuncio feito por Deus; em segundo lugar, a maldição demonstra o julgamento de Deus contra o pecado. Com relação aos exemplos citados pelo comentarista, a morte de Ananias e Safira, a maldição da figueira, uma simbologia da nação de Israel; Herodes ferido pelo anjo do Senhor e comido de bichos e a cegueira temporária de Elimas (não de Saulo como escrito no texto), todos os casos se tratam do julgamento de Deus contra o pecado. A denúncia ou julgamento de Deus contra o pecado sempre deve despertar o temor dos homens em relação a Deus, pois todos os casos visam demonstrar qual será o fim de todos aqueles que permanecem em seus pecados ou em desobediência a Deus.

1. Mentiram para obter prestígio – Infelizmente, vivemos uma época em que muitos desejam ser reconhecidos e prestigiado...

Em todas as épocas os homens, de forma geral, demonstram em si o desejo de serem reconhecidos e prestigiados. Os preceitos de Deus vêm exatamente contrapor a esse desejo inerente ao ego humano, e sendo assim, todos aqueles que se dispõe a servir ao Senhor devem lutar contra este tipo de sentimento. É o que Jesus mostra em Mt 6.1-6,16-18, quando então Ele denuncia as ações dos homens quanto a dar esmolas, orar e jejuar apenas com o intuito de serem vistos e admirados pelos homens.

"Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente. E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.
E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente".

1.1 A voluntariedade da contribuição financeira – Não havia, naquela época, uma regra quanto a contribuição na Igreja Primitiva, a não ser a generosidade voluntária...

“E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha” (At 4.32-35).

Princípios que regem a contribuição financeira:

“Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis” (1 Co 8.9).

“Porque, se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem e não segundo o que não tem” (1 Co 8.12).

“Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra, conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia e pão para comer também multiplicará a vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça” (1 Co 9.7-10).

1.2 As contribuições geravam prestígio – Quando alguém dava uma oferta vultuosa... gerava admiração e respeito. Esse prestígio era alcançado por meio da generosidade em si e era conquistado por conseqüência... vemos por exemplo o caso de José, apelidado de “filho da consolação” (ou Barnabé)... Ananias e Safira vendo o exemplo de Barnabé, e o prestígio que isso trouxe, cobiçaram aquela honra para si, mas de maneira reprovável.

“Então, José, cognominado, pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido é, Filho da consolação), levita, natural de Chipre, possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos. Mas um certo varão chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos” (At 4.36,37; 5.1,2).

1.3 Um plano astucioso com a contribuição – Ananias e Safira, pelo que parece, eram bons crentes, mas achavam que não poderiam deixar de passar aquela oportunidade de reconhecimento público... Na verdade, Satanás estava enchendo o coração deles de cobiçosa honra...

Ananias e Safira ao venderem uma propriedade planejaram entre eles levar parte do preço aos pés dos apóstolos, simulando perante a igreja que aquela quantia era o preço total da propriedade. Com relação ao comentário de que, ao que parece, eles eram bons crentes, fica difícil tecer algum comentário sobre isto, pois nenhum relato quanto às suas atitudes antecedentes é apresentado na Bíblia. O que nós podemos ver é que através dos seus desejos de obterem prestígio perante a igreja, eles acabaram cedendo espaço para que Satanás enchesse seus corações, e assim ao invés de retrocederem, acabaram levando seu intuito à frente. Ninguém está livre de viver situações onde certos desejos venham aflorar a mente ou o coração, no entanto, em circunstâncias como esta, onde o pecado jaz a porta, a Bíblia nos ensina que o que nós devemos fazer é lutar contra o mal, através da vigilância, da oração, da busca pelo domínio próprio e da sujeição à Deus e à sua vontade.

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41).

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6.10,11).

“Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).

“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo” (1 Pe 5.8,9).

2. A gravidade do pecado, mentiram para Deus – Várias questões são levantadas sobre o ato mentiroso de Ananias e Safira, por exemplo, teriam blasfemado contra o Espírito Santo? Porque Deus os executou tão sumariamente sem dá-los chance de arrependimento? Teria sido o pecado deles tão grave assim? E porque pessoas que mentem hoje tão gravemente não morrem? Essas perguntas tem o seu valor apesar do pouco tempo tentaremos responder aqui resumidamente

2.1 O significado de mentir para Deus – Quando Ananias depositou aos pés dos apóstolos a contribuição, estava se fazendo passar por um homem melhor do que ele era... Não houve blasfêmia alguma naquela situação...

Conforme foi visto anteriormente, Ananias e Safira simularam uma situação para, através dela obterem prestígio. Eles não voltaram atrás naquilo que planejaram, antes levaram a frente o seu intento mentindo em relação ao preço da propriedade. O Espírito Santo revelou a situação a Pedro, e assim Pedro a denunciou a Ananias. Conforme o comentarista escreve, o pecado nesta situação não foi o pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo e nem o de sonegação de dízimo ou de oferta. Quanto a mentira, esta na verdade, foi o ato final do pecado já existente. O que aconteceu então neste caso, foi o pecado que a Bíblia no Antigo Testamento chama de “pecado com as mãos levantadas” (ver Nm 15.30,31), ou seja, o pecado premeditado ou planejado de forma voluntária e levado a frente em sua execução. A gravidade quanto a este tipo de pecado é vista nas seguintes palavras de Hb 10.26-29:

“Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?”

“Mas a alma que fizer alguma coisa à mão levantada, quer seja dos naturais quer dos estrangeiros, injúria ao Senhor; e tal alma será extirpada do meio do seu povo, pois desprezou a palavra do Senhor e anulou o seu mandamento; totalmente será extirpada aquela alma, e a sua iniqüidade será sobre ela” (Nm 15.30,31).

2.2 Ignoraram a onisciência de Deus – A falta de temor e a ousadia em mentir foi tal que ignoraram a onisciência de Deus...

“Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete, sobre os telhados será apregoado” (Lc 12.2,3).

“E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hb 4.13).
           
2.3 Atraíram juízo e condenação sobre Si – Ananias e Safira procuravam uma boa coisa, porém da maneira errada... mas de Deus não se escarnece. Vejamos qual foi a conseqüência desastrosas disso no item a seguir.

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará (Gl 6.7).

3. A conseqüência desastrosa da mentira – Todo ato pecaminoso gera uma conseqüência. A Bíblia deixa claro na Lei da Semeadura, tudo aquilo que o homem plantar isso também ceifará (Gl 6.7)

3.1 Ananias é fulminado – Quando Pedro pronunciou suas palavras inquiridoras sobre Ananias, por si só já seria uma severa reprimenda se nada acontecesse... Inquiriu acerca da desobrigatoriedade da contribuição...

“Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram. E, levantando-se os moços, cobriram o morto e, transportando-o para fora, o sepultaram” (At 5.3-5).

3.2 Safira é fulminada – A consorte de Ananias era também sua cúmplice e partícipe direta no pecado da mentira ao Espírito Santo...

“E, passando um espaço quase de três horas, entrou também sua mulher, não sabendo o que havia acontecido. E disse-lhe Pedro: Dize-me, vendestes por tanto aquela herdade? E ela disse: Sim, por tanto. Então Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti. E logo caiu aos seus pés, e expirou. E, entrando os moços, acharam-na morta, e a sepultaram junto de seu marido. E houve um grande temor em toda a igreja, e em todos os que ouviram estas coisas” (At 5.7-11).

3.3 O temor pairou sobre todos os que ouviram – Os fiéis ficaram atemorizados desde o início... Teria sido Deus severo? Porque não deu Deus tempo para que se arrependessem?... Em primeiro lugar mentira é uma violação de um princípio divino que, em outras situações Deus demonstra tolerância... Então Deus em sua soberania não tolerou fulminou a ambos para servir como exemplo a todas as gerações da igreja que se seguiriam.

É importante deixar claro que Deus não é tolerante com nenhum tipo de pecado, nem mesmo com a mentira seja ela em que situação for, pois o pecado sempre faz separação entre Deus e o homem e o salário do mesmo sempre será a morte. O pecado na vida do crente fiel a Deus pode até ocorrer, o próprio apóstolo João diz que se nós dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos (ver 1 Jo 1.8), porém este nunca deve ocorrer de forma premeditada, conforme foi o caso. É claro que desde o momento em que o pecado foi planejado, até o momento em que veio a tona perante a igreja houve oportunidade para arrependimento, e se assim fosse, conforme Tg 2.13 a misericórdia triunfaria sobre o juízo. Deus sempre espera que haja arrependimento, pois Ele não tem prazer em que ninguém venha a morrer sem salvação. Não havendo, porém arrependimento, já não resta mais sacrifício para o pecado e diante disto, o que se pode esperar é o juízo divino. A morte de Ananias e Safira fica como exemplo para todos nós, para que não venhamos a banalizar a graça de Deus, pois conforme diz Hb 10.31: “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo”.

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14).

“Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor Deus; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva? Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniqüidade, fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá” (Ez 18.23,24).

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 Jo 1.9).

“E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu” (Ap 2.21).

4. Que lições aprendemos com Ananias e Safira – Penso que dizer, que o que aconteceu a Ananias e Safira é apenas para não mentirmos uns aos outros é ser muito superficial...

4.1 Primeiro, não devemos agir como se Deus não nos visse – Deus é amor, é gracioso, é longânimo, mas é justo juiz... Aquele que usam de engano não servem a Deus e não podem permanecer na congregação dos justos...

“Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá” (Sl 1.5,6).

“Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira?” (Sl 4.2)

“Destruirás aqueles que falam a mentira; o Senhor aborrecerá o homem sanguinário e fraudulento” (Sl 5.6).

“O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que fala mentiras não estará firme perante os meus olhos” (Sl 101.7).

“A verdadeira testemunha não mentirá, mas a testemunha falsa se desboca em mentiras” (Pv 14.5).

“Suave é ao homem o pão da mentira, mas depois a sua boca se encherá de cascalho” (Pv 20.17).

“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira (Jo 8.44).

“Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros” (Ef 4.25).

“E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap 21.27)

“Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira” (Ap 22.15).

4.2 Segundo, não devemos pensar que podemos nos esconder – Muitas pessoas se escondem debaixo de um falso manto de piedade e santidade querendo parecer bom aos homens, mas interiormente Deus, que sonda nossos corações, os vê cheios de malícia...

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23,24).

“Todo caminho do homem é reto aos seus olhos, mas o Senhor sonda os corações” (Pv 21.2).

“E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras” (Ap 2.23).

4.3 Terceiro, devemos temer a Deus em todo tempo – Nosso temor não deve ser temporário ou intermitente. Mas constante para nos guardarmos das ciladas de Satanás. Numa falta de vigilância, Ananias e Safira deixaram que Satanás enchesse seus corações de cobiçosa honra...

“Agora, pois, seja o temor do Senhor convosco; guardai-o, e fazei-o; porque não há no Senhor nosso Deus iniqüidade nem acepção de pessoas, nem aceitação de suborno” (2 Cr 19.7).

“E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência” (Jó 28.28).

“O temor do Senhor é limpo, e permanece eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente” (Sl 19.9).

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que cumprem os seus mandamentos; o seu louvor permanece para sempre” (Sl 111.10).

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência” (Pv 9.10).

“O temor do Senhor é fonte de vida, para desviar dos laços da morte” (Pv 14.27).

Referências Bibliográficas:
J. D. Douglas, O Novo Dicionário da Bíblia, 1995, Edições Vida Nova, São Paulo, SP.
D. Stamps, Bíblia de Estudo Pentecostal, 1995, CPAD, Rio de Janeiro, RJ.