sexta-feira, 13 de maio de 2011

LIÇÃO 7 - A LUTA CONTRA A REBELIÃO E A DESAGREGAÇÃO NA IGREJA

Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Av. Brasil, 740 – Juiz de Fora - MG
Elaboração da Aula para os Professores da Escola Dominical
Revista: Os Desafios da Igreja
Prof. Dc João Paulo Cruz - Classe Bereanos

Primeiro contato:

O primeiro homem que realmente organizou uma rebelião contra Deus, foi Ninrode.  Seu nome significa “rebelde” . Aparentemente foi influenciado por seu pai (Cuxe) que lhe deu esse nome. Ele foi “poderoso” ou líder da terra.

Gn 10.8-9: E Cuxe gerou a Ninrode; este começou a ser poderoso na terra. E este foi poderoso caçador diante da face do Senhor; por isso se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor”.

Ninrode organizou uma rebelião política contra Deus. Foi ordenado ao homem repovoar a terra: “E abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra” (Gn 9.1).  Eles deveriam se espalhar e povoar a terra.  Ninrode, porém desejou manter todos juntos. Ele queria construir um governo centralizado e mundial.  O propósito de Ninrode de um governo mundial e centralizado é o que conhecemos como “globalização”. Assim, vemos em Ninrode um tipo do anticristo.
Ninrode também organizou uma rebelião religiosa contra o Senhor. A torre de Babel era um templo religioso, e uma forma dos homens dizerem a Deus para não interferir em seu modo de vida. Através da torre de Babel os homens poderiam, supostamente, escapar de um novo dilúvio, caso Deus resolvesse novamente interferir. Esta religião permeou o mundo antigo e ela permanece viva até os dias de hoje.  Isto é tão evidente que o catolicismo e o sistema ecumênico de religião estarão presentes na terra quando o anticristo vier, sendo este sistema mencionado como “mistério, a grande Babilônia” no livro de Apocalipse (ver Ap 17.1-6). A frase "diante do Senhor" em Gênesis 10.9, tem uma implicação que denota o mal. Isto parece indicar que Ninrode, ousadamente e reconhecidamente, desafiou ao Senhor.

Texto Áureo: “A rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti” (1 Sm 15.23).

Rebelião e feitiçaria ambas são apostasias uma sendo a negação da autoridade divina, e a outra o reconhecimento de poderes sobrenaturais além dos divinos[1].

Verdade Aplicada: Os princípios de autoridade e submissão ao Todo-Poderoso e aos superiores humanos são os alicerces mais importantes da edificação cristã.
  
Ex 10.3: “Assim foram Moisés e Arão a Faraó, e disseram-lhe: Assim diz o Senhor Deus dos hebreus: Até quando recusarás humilhar-te diante de mim? Deixa ir o meu povo para que me sirva”.

Dn 4.37: “Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são verdade, e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba”.

2 Cr 7.14: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”.

Objetivos da lição:

·   Mostrar que os rebeldes não obedecem aos superiores, agem contra a vontade de Deus
·   Deixar claro que a rebelião é uma prática contagiosa
·   Conscientizar de que a rebelião é abominação diante do Senhor e leva o rebelde à perdição eterna.

Rebeldes agem contra a vontade de Deus:

Dt 9.7: “Lembra-te, e não te esqueças, de que muito provocaste à ira ao Senhor teu Deus no deserto; desde o dia em que saístes do Egito, até que chegastes a esse lugar, rebeldes fostes contra o Senhor”.

Dt 9.23: “Quando também o Senhor vos enviou de Cades-Barnéia, dizendo: Subi, e possuí a terra, que vos tenho dado: rebeldes fostes ao mandado do Senhor vosso Deus, e não o crestes, e não obedecestes à sua voz”.

1 Sm 12.4: “Se temerdes ao Senhor, e o servirdes, e derdes ouvidos à sua voz, e não fordes rebeldes ao mandado do Senhor, assim vós, como o rei que reina sobre vós, seguireis o Senhor vosso Deus”.

Texto de referência: Nm 16.1-3,30-31

Introdução
  
Jr 23.1: “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor”.

1. A rebelião é um pecado abominável

Deus rejeita as pessoas que se rebelam contra Ele.

Sl 101.5b: “Aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não suportarei”.

Sl 138.6: “Ainda que o Senhor é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe”.

Pv 21.4: “Os olhos altivos, o coração orgulhoso e a lavoura dos ímpios é pecado”.

Jr 50.31-32: “Eis que eu sou contra ti, ó soberbo, diz o Senhor Deus dos Exércitos; porque veio o teu dia, o tempo em que te hei de castigar. Então tropeçará o soberbo, e cairá, e ninguém haverá que o levante; e porei fogo nas suas cidades, o qual consumirá todos os seus arredores”.

Sl 131.1: “Senhor, o meu coração não se elevou nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes matérias, nem em coisas muito elevadas para mim”.

Hc 2.5: “Tanto mais que, por ser dado ao vinho é desleal; homem soberbo que não permanecerá; que alarga como o inferno a sua alma; e é como a morte que não se farta, e ajunta a si todas as nações, e congrega a si todos os povos”.

O que temos que entender é que até podemos nos opor aos escolhidos de Deus se estes estiverem errados, opor não quer dizer rebelar-se e sim não estar de acordo.  Sempre visando o bem estar da igreja e da sã doutrina (Releia o tópico 4.2 da lição 6 deste trimestre).

1.1 A rebeliao rejeita o senhorio de Deus

Precisamos deixar as coisas um pouco mais esclarecidas:
Quando Daniel foi levado para o cativeiro babilônico, quando ele não quis comer as iguarias da Babilônia e nem deixou de orar, isso não constata a desconfiança da parte de Daniel quanto ao “comando do universo” por Deus. A situação era contrária, mas ele confiava plenamente em Deus. Outro exemplo é o caso de Elias. Ele criticou os profetas de Jezabel, mostrou que Acabe estava errado, foi chamado de perturbador de Israel, se escondeu em uma caverna, porém ele também nunca deixou de crer que o controle de todas as coisas estavam nas mãos de Deus. Elias confiava plenamente em Deus.
Temos muito mais exemplos de situações como esta, entendemos perfeitamente que Deus é o Todo-Poderoso e que tem controle em suas mãos, mas nossa parte é continuar alertando sobre heresias e modismos extra-bíblicos que estão infiltrando entre os santos de Deus - a noiva do Cordeiro!

Sobre o senhorio de Deus:

Is 46.9,10: “Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade: Que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio e, desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade”.

Sl 62.11: “Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: Que o poder pertence a Deus”.

Ef 3.20: “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera”.

Is 40.25,26: “A quem, pois, me fareis semelhante, para que eu lhe seja igual? Diz o Santo. Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas; foi aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as chama a todas pelos seus nomes; por causa da grandeza das suas forças, e porquanto é forte em poder, nenhuma delas faltará”.

Is 40.28: “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento”.

I Cr 29.11,12: “Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, Senhor, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos. E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo”.

1.2 A rebelião se manifesta juntamente com a soberba

A soberba não é um modo de comportamento ordinário nas relações entre as pessoas. A soberba refere-se às relações do homem com Deus: É a negação, contrária à realidade, da relação de dependência da criatura para com o Criador: É um desconhecimento da criaturalidade do homem, da sua condição de criatura.

Pv 16.18: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda”.

Pv 11.2: “Em vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria”.

Pv 28.23: “A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito”.

Pv  13.10: “Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria”.

1 Jo 2.16: “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”.

1 Tm 3.6: “Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo”.

A humildade também não é, em primeiro lugar, uma atitude externa nas relações da convivência humana. A humildade é, sobretudo, uma atitude do homem perante Deus. Aquilo que a soberba nega e destrói, a humildade reafirma e consolida: A condição de criatura do homem. Esta condição constitui a essência mais profunda do homem. Em segundo lugar, a humildade não consiste num comportamento exterior, mas numa atitude interior, nascida da decisão da vontade. Consiste naquela atitude que, fixa em Deus e consciente da sua condição de criatura, reconhece a realidade graças à vontade divina[2].

Pv 15.33: “O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade”.

Pv 18.12: “O coração do homem se exalta antes de ser abatido e diante da honra vai a humildade”.

Ef 4.2: “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor”.

Cl 3.12: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade”.

1 Pe 5.5: “Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”.

Sf 2.3: “Buscai ao Senhor, vós todos os mansos da terra, que tendes posto por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; pode ser que sejais escondidos no dia da ira do Senhor”.
Mq 6.8: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e a ames e andes humildemente com o teu Deus?”

1.3 A rebelião começa com a instalação do quadro de revolta

Essa rebelião de Coré foi simplesmente a culminação de uma longa série de queixas dirigidas a Deus pelos filhos de Israel. As sementes da rebelião foram semeadas mediante contínuo descontentamento e constantes críticas com relação a todas as orientações dadas por Deus através de Moisés. Como geralmente detestavam as mensagens de Deus dadas por Moisés e Arão, premeditavam planos para matar os mensageiros, que não mais eram considerados divinamente escolhidos.
Em seu desejo de substituir Moisés, Coré contaminou Datã, Abirão e 250 líderes do povo com sua ambição profana. Prometeu posições no serviço do templo que não eram suas para que pudesse dar - e fez tudo isso acreditando firmemente que Deus estava com ele. No que poderia ser descrito como a mais chocante demonstração do poder de Deus, a terra literalmente se abriu, tragando os rebeldes, suas famílias e seus bens. Essa impressionante demonstração deveria ter sido suficiente para convencer todo o povo de que Deus estava com Moisés e Arão; porém, enfurecidamente, o povo os atormentou por matarem os homens de Deus. Deus ficou tão aborrecido com isso que enviou uma praga, a qual matou outras 14.700 pessoas. Como acontece freqüentemente, o pecado acariciado por um geralmente contamina muitos. Nossa influência é um talento dado por Deus para sua glória e não para nossa própria glória.

2. Toda a rebeliao receberá juízo de Deus

Sobre desprezar a Palavra de Deus:

Ez 3.7: Mas a casa de Israel não te quererá dar ouvidos, porque não me querem dar ouvidos a mim; pois toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração”.

Ne 9.30: “Porém estendeste a tua benignidade sobre eles por muitos anos, e testificaste contra eles pelo teu Espírito, pelo ministério dos teus profetas; porém eles não deram ouvidos; por isso os entregaste nas mãos dos povos das terras”.

Jr 16.12: E vós fizestes pior do que vossos pais; porque, eis que cada um de vós anda segundo o propósito do seu mau coração, para não me dar ouvidos a mim”.

Zc 7.11: “Eles, porém, não quiseram escutar, e deram-me o ombro rebelde, e ensurdeceram os seus ouvidos, para que não ouvissem”.

Ml 2.2: “Se não ouvirdes e se não propuserdes, no vosso coração, dar honra ao meu nome, diz o Senhor dos Exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e também já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o coração”.

2 Tm 4.4: E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”.

2.1 Foi assim com o anjo de maior destaque

No Antigo Testamento, Satanás aparece pela primeira vez no relato da queda de Adão e sua mulher (Gn 3). Neste relato, ele já é visto seduzindo os primeiros seres humanos ao pecado. A Bíblia não relata até este momento, como teria sido, e qual a razão, da queda do anjo que é chamado em Ezequiel 28.14 de “querubim ungido”, no entanto, por meio do profeta Isaías, quando ele fala contra a Babilônia em Is 14.11-23, e por meio do profeta Ezequiel, quando ele repreende o rei de Tiro em Ez 28.11-19, percebe-se, em ambos os casos, uma referência, ainda que de forma indireta, a este anjo “o querubim ungido” e às causas que conduziram à sua queda. Dos textos de Is 14.12-23 e Ez 28.11-19 entende-se que:

·   O anjo “querubim ungido” foi criado perfeito a ponto de ser considerado como padrão de medida. Ele era cheio de sabedoria e de formosura: “Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura” (Ez 28.12b,13).
·   Este anjo estava “no Éden, jardim de Deus” (Ez 28.13). Douglas Bookman no livro “Conflito Cósmico”[3] explica que este lugar não se refere ao Éden terreno onde Satanás invadiu para tentar à humanidade, mas à sala do trono em que Deus habita em absoluta majestade e perfeita pureza. No versículo 14, Ezequiel chama este lugar de “monte santo de Deus”, lugar onde o anjo querubim andava “no meio das pedras afogueadas”.
·   Este anjo foi criado para proteger. Os querubins, uma classe elevada de anjos, são vistos, por exemplo, em Ex 25.18-22, esculpidos sobre a tampa do propiciatório que cobria a arca da aliança, símbolo do trono de Yahweh (um dos nomes de Deus). Tal fato indica o papel que eles exercem de “proteger o trono de Deus”. Este anjo querubim teria sido então consagrado (ungido) por Deus para ocupar a mais alta posição dentre os demais anjos querubins: “Tu era querubim ungido para proteger, e te estabeleci...” (Ez 28.14).
·   Este anjo, como todos os demais anjos, foi criado também com “livre arbitro”. Assim, tendo sido criado com capacidade moral de escolher, em um determinado momento de sua história, a iniqüidade, ou seja, a vontade de se rebelar contra seu Criador, foi achada em seu coração: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti” (Ez 28.15). Isaías 14 deixa claro que a razão de ter sido encontrada tal iniqüidade no anjo querubim foi o fato dele desejar usurpar a glória que pertence unicamente a Deus. Esse fato é evidenciado pelas cinco afirmações em Is 14.13,14: “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”. O orgulho do querubim não encontra nele mesmo lugar para repreensão, e desta forma, ele segue este caminho enchendo o seu interior de violência o que culminou no ato do pecado: “Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste” (Ez 28.16b).
·   Como conseqüência de sua rebelião, o anjo querubim é lançado fora da presença de Deus e desta forma tem-se a sua queda e aquele que antes era cheio de formosura, sabedoria e resplendor perde toda sua glória, se transformando em Satanás, o arquiinimigo de Deus “Pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti. Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu a ti, e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te vêem. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste e nunca mais serás para sempre” (Ez 16b-19), estando para ele, e para todos os anjos que o acompanharam, reservado a condenação e a punição eterna “E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo” (Is 14.15), conforme também declarado pelo próprio Senhor Jesus: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41).

2.2 Foi assim com Corá, Datã e Abirão e os 250 líderes

A história de Coré, Datã e Abirão diz respeito a um levita ambicioso que se une a dois descendentes de Rúben (Datã e Abirão) em uma conspiração política/religiosa para obter mais poder e uma posição mais elevada para si mesmo sendo esta a posição de sacerdote: “E te fez chegar, e todos os teus irmãos, os filhos de Levi, contigo? Ainda também procurais o sacerdócio?”(Nm 16.10). Os três desafiam a autoridade de Moisés e a ordem divina a respeito de Arão, de ser ele o sumo sacerdote (vv. 3-11). Assim agindo, rejeitavam a Deus e à sua palavra revelada a respeito do dirigente designado por Deus. Eles receberam, por conseqüência a justa condenação (vv. 31-35), como também a receberão todos aqueles que, no reino de Deus, “amam os primeiros lugares nas ceias, e as primeiras cadeiras”.

Jd 11: “Ai deles! Porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré”.

Judas cita três exemplos do tipo de atitude insana e pecaminosa, que leva à terrível (os “ais” de Jesus) destruição final (Mt 23.13-29). O caminhar de Caim foi constituído de egoísmo, ódio, inveja e homicídio (Gn 4.3,4; 1 Jo 3.12).  O erro de Balaão foi deixar-se dominar pela cobiça e imoralidade (Nm 22.1-35; 2 Pe 2.15; Cl 3.5; Ap 2.14). Corá  representa a insubordinação e a revolta contra toda a ordem estabelecida por Deus. Comportamento de parte da liderança cristã de sua época (de Judas) que, apostatando da fé, estava dividindo a igreja (3 Jo 9,10).

2.3 Foi assim com Saul

O que ocorreu no contexto dessa passagem de 1 Sm 15.22,23 citada pelo comentarista? Em 1 Sm 15 lemos que Samuel ungiu a Saul solenemente e deu lhe instruções do Senhor conforme 1 Sm 15.3: “Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos”. O mandamento de Deus era claro. Saul tinha que matar todos os amalequitas, até mesmo as criancinhas de peito e animais. Toda a tribo tinha que ser total e impiedosamente arrasada – nenhum refém poderia ser tomando[4]. Os amalequitas eram uma antiga raça nômade, descendentes de Esaú (Gn 36.12). Eternos inimigos de Israel, desde logo após o Êxodo, na famosa batalha em que Arão e Hur tiveram que sustentar os braços de Moises (EX 17.8-13). Eles emboscaram Israel pela retaguarda e massacraram os soldados dominados, que estavam extenuados (Dt 25.17,18). Mas Saul obedeceu parcialmente a ordem divina, matou todas as pessoas, mas manteve vivo Agague rei dos amalequitas, e o melhor das ovelhas, dos bois, e os animais gordos e os cordeiros, e o melhor que havia e não os quis destruir totalmente (ver 1 Sm 15.9). Porque Saul não deu ouvidos à ordem do Senhor, o Senhor rejeitou a Saul, para que não fosse mais rei sobre Israel. A partir daquele momento seu reinado entraria em declínio (ver 1 Sm 15.22,23).

3. A desagregação nas igrejas interrompe a comunhão

Sobre o fato de seguirmos o modo distorcido de pensar dos outros...

Ef 4.23: “E vos renoveis no espírito da vossa mente”.

1 Co 14.20: “Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento”.

1 Co 3.4: “Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais?”

3.1 As divisões enfraquecem as igrejas

Sobre divisões na igreja podemos usar os seguintes versículos:

Mt 12.25: “Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá”.

1 Co 12.25: “Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros”.

1 Co 3.3: “Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?”

3.2 “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos”

Este salmo expressa o louvor pelas reuniões das famílias que as festas peregrinas possibilitavam. O salmista contempla o quão bom e agradável é os irmãos estarem em união. A união requerida no salmo pode ser comparada aos membros do corpo humano. Apesar de serem diferentes, operam em perfeita harmonia por obedecerem todos à cabeça. Assim também na igreja. Para que haja unidade, apesar das diferenças, devem todos estar unidos a Cristo, o único que pode e deve ser reconhecido como “Cabeça da Igreja”.

3.3 Todo reino dividido contra si mesmo cai no fracasso   

Assunto também bem comentado. Para não ser repetitivo recomendamos ler os versículos citados neste tópico.

4. A desagregação é obra da carne

Gl 5.19-21: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”.

As obras da carne podem ser divididas em:

·   Pecados sexuais: Adultério, prostituição, impureza e lascívia.
·   Pecados religiosos: Idolatria e feitiçaria.
·   Pecados sociais: Inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas.
·   Pecados pessoais: Bebedices, glutonarias.

A lição trata do que chamamos de pecados sociais. Esses oito pecados envolvem transgressões ligadas aos relacionamentos. Inimizade é uma atitude mental que provoca e afronta outras pessoas. Porfias e ciúmes referem-se a rivalidades. As iras são acessos de raiva, e as discórdias dizem respeito às ambições interesseiras e egoístas que criam divisões na igreja. Dissensões e facções são termos análogos; o primeiro sugere divisão, e o segundo rompimentos causados por um espírito partidário. As invejas indicam rancores e o desejo profundo de ter aquilo que os outros têm.


4.1 Os que promovem contendas e dissensões são carnais

·   Contendas: Significa conflitos, lutas, discórdias. Trata-se de um espírito partidário e tendencioso. Descreve a pessoa que busca um cargo ou posição não para servir ao próximo, mas para auferir proveito próprio.
·   Dissensões: significa sedição, rebelião, e também posicionar-se uns contra os outros. Trata-se daquele sentimento que só pensa no que é seu, e não também no que é dos outros.

4.2 Os que dispersam outros são lobos

At 20.28-30: "Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto: Que, depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si".

A palavra grega aireseis traduzida por “facções”, significa heresias, a rejeição das crenças fundamentais em Deus, Cristo, as Escrituras e a igreja. Envolve abraçar crenças sem respaldo da verdade. É muito provável que Paulo tenha usado o termo com referência aos elementos divisores na igreja que desembocaram em grupos ou seitas.

4.3 Os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus

Em Gl 5.21c Paulo não está falando de um ato pecaminoso e sim do hábito de pecar. Aqueles que praticam o pecado não herdarão o Reino de Deus. Aqueles que vivem na prática do pecado e não se deleitam na Santidade de Deus nem mesmo encontrariam ambiente no céu.

1 Co 6.10: “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”.

Pv 28.10: “O que faz com que os retos errem por mau caminho, ele mesmo cairá na sua cova; mas os bons herdarão o bem”.

Lc 18.17: “Em verdade vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como menino, não entrará nele”.

Rm 14.17: “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”.

Conclusao

Que nesta lição o Espirito de Deus nos ajude a produzimos o fruto do Espirito e possamos verdadeiramente seguir os ensinamente de Paulo aos Galatas no capitulo 5 dos versiculos de 22 a 26: Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei.E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros”.

Referências Bibliográficas:
[1] Pfeiffer, C.; Harrison, E. F.; Comentário Bíblico Moody, 2010, IBR, São Paulo, SP.
[3] Bookman, D. Showers, R. E.; Hirt, H.; Varner, W. C.; Conflito Cósmico, 2004, Actual Edições, Porto Alegre, RS.
[4] MacArthur Jr, J.; Sociedade Sem Pecado, 2002, Editora Cultura Cristã, São Paulo, SP

3 comentários:

Raquel disse...

gostei muito da liçao e aprend ir
muito a paz do senhor

Alessandro de Jesus disse...

Parabéns!!! Que Deus continue usando vc como instrumento para a edificação do conhecimento do povo de Deus.
Deus te abençoe!

Magda disse...

Raquel e Alessandro.

Agradecemos a sua participação aqui no blog. Que o Senhor os capacite a cada dia para a sua obra