quinta-feira, 5 de maio de 2011

LIÇÃO 6 - A LUTA CONTRA A PROFANAÇÃO DA CASA DO SENHOR

Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Av. Brasil, 740 – Juiz de Fora - MG
Elaboração da Aula para os Professores da Escola Dominical
Revista: Os Desafios da Igreja
Profª. Magda Narciso Leite – Classe Sara

Texto Áureo: Guarda o teu , quando entrares na casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal” (Ec 5.1).

ARC: “Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal”.

O versículo em apreço fala da reverência e respeito que se deve ter na casa de Deus. Assim, a frase “guardar o pé” mostra que não é de qualquer maneira que devemos entrar na casa de Deus, mas preparados espiritualmente, com propósito de adoração, de ouvir Deus falar. A recomendação insiste quanto a necessidade prioritária de ouvir e aprender, antes de dizer qualquer palavra, pois estas podem ser precipitadas e aqueles que assim agem não percebem que fazem mal.

Sl 57.7: Preparado está o meu coração, ó Deus, preparado está o meu coração; cantarei, e darei louvores”.
           
Verdade Aplicada: A falta de reverência e a mudança de destinação é uma grande profanação da casa do Senhor.

Objetivos da Lição:

·   Mostrar que o templo merece reverência por ser um lugar sagrado - Sl 26.8: “Senhor, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória”.
·   Destacar alguns procedimentos inconvenientes e desrespeitosos na adoração
·   Conscientizar que Deus não terá por inocente aqueles que praticam a profanação - Na 1.3: “O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente; o Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés”.

Textos de Referência: Ez 5.11; Sl 89.7; Sf 3.4; Jr 7.30

ARC - Ez 5.11: “Portanto, tão certo como eu vivo, diz o Senhor Jeová, pois que profanaste o meu santuário com todas as tuas coisas detestáveis e com todas as tuas abominações, também eu te diminuirei, e o meu olho não te perdoará, nem também terei piedade”.

O texto de Ez 5.1-11 mostra o juízo de Deus sobre a cidade de Jerusalém. Uma terça parte da cidade morreria de pestilência ou fome, outra cairia ao fio da espada e a terceira seria dispersa em outras terras. Um remanescente seria poupado, mas até mesmo alguns deles morreriam posteriormente. Tais calamidades viriam sobre Jerusalém, porque seu povo praticara abominações em proporção maior do que as nações ao redor. O versículo de Ez 5.10 mostra o canibalismo, em decorrência da fome, sendo praticado em Israel. Por causa da profanação do templo, Deus não teria piedade nem os perdoaria.

ARC - Sf 3.4: “Os seus profetas são levianos e criaturas aleivosas; os seus sacerdotes profanaram o santuário e fizeram violência à lei”.

O capítulo 3 de Sofonias trata-se de um “Ai” contra a cidade de Jerusalém por sua desobediência. O versículo 4 apresenta uma denúncia contra os profetas, pois estes eram levianos, ou seja, apesar de alegarem a representação de Deus, eram infiéis e através de suas vidas, incentivavam o povo a apostatar do Senhor ensinando-os a profanar o templo e distorcendo o significado dos mandamentos do Senhor.

ARC - Jr 7.30: “Porque os filhos de Judá fizeram o que era mal aos meus olhos, diz o Senhor; puseram as suas abominações na casa que se chama pelo meu nome, para a contaminarem”.

O capítulo 7 de Jeremias corresponde a uma denúncia que Jeremias faz em relação à hipocrisia da religião em Judá. Os homens de Judá imaginavam estar em segurança, pois para eles, Deus jamais permitiria a destruição do templo. Assim, eles pensavam que poderiam cometer diversas abominações, mas desde que freqüentassem o templo acabariam por escapar impunes. Deus exorta o povo mostrando que da mesma forma com que Ele havia permitido a destruição do tabernáculo em Siló, Ele permitiria também a destruição do templo. Em Jr 7.16-26, Jeremias denuncia a idolatria a “rainha dos céus” (Astarote) e a outros deuses nas ruas de Jerusalém. O juízo era iminente. Por terem profanado e contaminado o templo o Senhor rejeitaria e desampararia aquela geração.

Introdução – A casa de Deus é um lugar sagrado...

Na orientação que Deus dá para a construção do tabernáculo e do templo fica claro como Ele valoriza a sua casa, pois este é um lugar sagrado para Ele manifestar sua presença e habitar em meio ao seu povo.

Ex 25.8: E me farão um santuário, e habitarei no meio deles”.

Na construção e consagração do templo:

·   Deus prometeu que poria ali o seu nome - 2 Cr 6.20,33: “Que os teus olhos estejam dia e noite abertos sobre este lugar, de que disseste que ali porias o teu nome; para ouvires a oração que o teu servo orar neste lugar. Então, ouve tu desde os céus, do assento da tua habitação, e faze conforme tudo o que o estrangeiro te suplicar; a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, e te temam, como o teu povo Israel; e a fim de saberem que pelo teu nome é chamada esta casa que edifiquei”.
·   Deus prometeu que ouviria a oração daquele lugar - 2 Cr 7.15: “Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar”.
·   Deus o encheu de sua glória - 2 Cr 7.1-3: ”E acabando Salomão de orar, desceu fogo do céu, e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do Senhor encheu a casa. E todos os filhos de Israel vendo descer o fogo, e a glória do Senhor sobre a casa, encurvaram-se com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram e louvaram ao Senhor, dizendo: Porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre”.

O templo representava, portanto a presença de Deus junto ao seu povo, ele, porém por si só não ofereceria nenhuma garantia da presença absoluta de Deus. Somente enquanto o povo rejeitasse todos os demais deuses e obedecesse à lei e aos mandamentos de Deus, a presença de Deus estaria garantida. Qualquer ato indevido à presença de Deus já se consistia em profanar a casa de Deus, e isto estaria atraindo a ira de Deus não somente sobre o templo, mas também sobre toda a casa de Israel.

1. Misturar o sagrado com o profano – O Senhor está à procura dos verdadeiros adoradores...

Depois que Israel se organizou como nação, tornou-se necessário a existência de um santuário central para que o povo pudesse se reunir em torno da adoração a Deus, sendo que o mesmo viria a ser visto também como símbolo da unidade nacional em relação ao Deus de Israel. Essa necessidade foi suprida pelo tabernáculo durante as peregrinações no deserto e depois, também por algum tempo, com o estabelecimento do tabernáculo em Siló. Quando Davi consolidou seu poder como rei sobre toda a nação de Israel, ele construiu um palácio permanente para sua própria habitação; para ele, no entanto, parecia um opróbrio a falta de um santuário dedicado a Yahweh. O privilégio de erigir o templo não foi concedido a Davi, porém, ele reuniu todo o material necessário, aumentou o tesouro e comprou o local onde o templo viria a ser edificado (ver 2 Sm 24.18-25; 1 Cr 22). Após a morte de Davi, Salomão, seu filho deu início à construção, no quarto ano de seu reinado, e depois de sete anos o templo veio a ficar pronto. Pelo tempo de Josias (cerca de 640 a.C., três séculos após sua construção), o templo estava necessitando de consideráveis reparos, o que veio a ser feito através das contribuições dos adoradores (2 Rs 22.4). Em 587 a.C., através de Nabucodonossor, as profecias de Jeremias acerca da destruição do templo se cumpriram, quando então a cidade de Jerusalém foi invadida e o templo completamente saqueado. No ano 537 a.C., os exilados que retornaram trouxeram consigo os vasos que haviam sido tomados por Nabucodonossor juntamente com a autorização de Ciro para a reconstrução do templo. A arca havia desaparecido no tempo do exílio e nunca foi recuperada nem substituída. Em lugar do candelabro de Salomão com dez lâmpadas, um candelabro de sete hastes foi posto no Santo Lugar, juntamente com a mesa para os pães da proposição e o altar do incenso. Mais tarde, esses objetos foram tomados como despojos pelo rei selêucida da Síria, Antíoco IV Epifânio (cerca de 175-163 a.C.), que instalou ali a ‘abominação da desolação’ (um altar ou estátua pagã) a 15 de Dezembro de 167 a.C. (1 Macabeus 1.54). Este fato deu lugar à chamada “Revolta dos Macabeus” e estes, uma vez vitoriosos, purificaram o templo já nos fins de 164 a.C. (1 Macabeus 4.35-59). Este segundo templo perdurou por quase 500 anos, mais tempo que o primeiro ou que o templo de Herodes (que corresponde ao segundo templo, porém restaurado por Herodes). A ereção do templo de Herodes começou no início de 19 a.C., porém não com o propósito de glorificar a Deus, mas sim como uma tentativa de Herodes de se reconciliar com os judeus. O templo de Herodes tinha colunas de mármore branco, com portões de ouro e prata. Um pórtico de colunas circundava todo o monte do templo. A seção correspondente à extremidade sul tinha quatro fileiras de colunas; os demais pórticos tinham duas. Na extremidade noroeste do monte do templo situava-se a Fortaleza Antônia. O templo e os muros que o circundavam foram destruídos pelos romanos no ano 70 d.C., sendo que o candelabro de ouro, a mesa dos pães da proposição, e outros objetos, foram levados triunfalmente para Roma. A partir de então o lugar da adoração ao Deus de Israel já não poderia ser visto como que situando em um único lugar, mas estabelecer-se-ia, cumprindo as palavras de Jesus, no coração daqueles, que em todas as nações, fossem achados por Deus como verdadeiros adoradores, que o adorem em espírito e em verdade. Aqueles que, a partir da salvação em Cristo Jesus, são assim achados tornam-se templos de Deus para habitação e morada do Espírito Santo, e assim como para Israel foi necessário o estabelecimento de um lugar físico para eles se reunirem em adoração, assim também, tornou-se necessário a existência de lugares físicos para que os salvos em Cristo Jesus se reúnam em verdadeira adoração. O crente deve, portanto ter cuidado não somente de não profanar o lugar físico da adoração, mas também o seu próprio corpo, caso contrário, ele estará, em ambas situações, atraindo o juízo de Deus sobre o lugar (templo físico) da adoração e sobre a sua própria vida.

Jo 4.23,24: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.

1 Co 3.16,17: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo”.

1 Pe 2.5: “Vòs também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo”.

1.1 Aceitar músicas não sacras e peças teatrais incompatíveis – Plágios de músicas mundanas, ritmos exagerados e alucinantes para ambiente de adoração...

David Wilkerson, um pastor americano que ficou conhecido por exercer seu ministério evangelizando viciados em drogas, o que o levou a escrever o livro “A Cruz e o Punhal”, em seu livro “Toca a Trombeta em Sião” escreveu as seguintes mensagens acerca da música mundana na casa de Deus:

“Fiquei extremamente chocado quando recentemente abri uma revista evangélica e vi a foto de um grupo de rock ‘pesado’, dizendo-se evangélico. Estavam vestidos com o mesmo traje sadomasoquista que eu vira antes enquanto testemunhava de Cristo nas ruas de São Francisco na Califórnia. [...] Onde está a trombeta em Sião, que não toca? Onde está nossa reação? Onde estão os profetas do Senhor que não bradam bem alto: ‘Chega! A Casa do Senhor não é lugar de música do diabo! [...] Que tipo de ministério covarde temos em nossas igrejas de hoje, que tolera e até aplaude um tipo de música que faz os anjos se envergonharem? [...] A música mundana que hoje penetrou na casa de Deus causa repulsa no céu [...]: ‘Como podem pessoas que invocam o santo nome de Cristo apanhar coisas do altar pessoal de Satanás e trazê-las à presença de Deus, lançando-as no seu altar?’ [...] Quem são esses roqueiros e inovadores dentro da casa de Deus? São profanadores do santo altar do Senhor. [...] O que está acontecendo agora é que pastores e suas igrejas aceitam sem exame, nem discussão música profana no culto. A voz que se ouve é ‘não julguemos mal’, e isso Satanás usa para ocultar todo tipo de males que tal música traz. [...] E é exatamente isto que estes inovadores da música estão fazendo na igreja; destruindo a santidade, zombando da pureza e da separação do mundo.[...] Uma das razões porque o Espírito de Deus retirou-se do ‘Movimento de Jesus’ surgido na década passada (década de 1970) foi que eles se recusaram a largar o tipo de música anticristã que executavam. Eles deixaram as drogas, álcool, prostituição, e até seu modo estranho de vida. Mas não quiseram abandonar o rock. [...] O Espírito de Deus conhece todo mal que há no rock, e Ele nos faz sentir sua tristeza por isso. Os que adoram a Cristo em espírito e em verdade sabem discernir rapidamente o que é o rock. [...] Esse tipo de música copiada do mundo não motiva ninguém a dobrar os joelhos e orar, nem mesmo impulsiona os crentes a curvarem suas cabeças em adoração a Deus. A única coisa que essa música faz é levar o auditório a demonstrações carnais de sacudir o corpo, de bamboleios, de dança, que nada têm de espiritualidade. [...] Deus está dizendo a esta geração que canta e toca música mundana na igreja: ‘Rejeitais a música de teus pais que adoravam a Deus com toda a pureza. Quereis ver os milagres do livro de Atos, mas não quereis a pureza dos vossos pais na fé. Rejeitais a música originada pelo Espírito e abraçais a música que pertence ao mundo”.

Também em uma mensagem entitulada “A mentira de Laodiceia”, David Wilkerson deixou os seguintes dizeres acerca da música mundana na igreja:

“Tenho sido um pregador carismático por mais de 30 anos, e posso dizer com Paulo: ‘Falo em línguas mais do que todos vocês’. Mas me angustio a respeito das seduções e das falsas doutrinas que agora estão varrendo tantos crentes carismáticos sem discernimento. Multidões deles estão sendo enganadas, induzidas ao erro, trapaceadas e arrebatadas por doutrinas dos demônios. O que Deus lamenta é a MESCLA que está sendo introduzida nos círculos carismáticos. Mescla é sinônimo de mornidão. A gente encontra esta mescla para todo lado onde se olha hoje em dia. Assista a um assim chamado concerto de rock cristão por exemplo. Que mescla incrível. Geralmente começam assim: ‘Aqui estamos só para ministrar Jesus - para glorificá-lO’. Você vai ouvir uma conversa adocicada a respeito de santidade, de arrependimento, e de se deixar tudo por Jesus. Então de repente o espírito de Elvis Presley parece cair sobre eles e estes são transformados bem na sua frente em roqueiros da pesada que se balançam, desinibidos e sensuais. Antes do fim do programa você vai ouvi-los se vangloriando: ‘Vamos levar Jesus até aonde a igreja nunca chega. Para os bares, para os concertos seculares, para a MTV! Estamos orando para que Deus nos conceda os ouvidos do mundo. Queremos alcançar a mesma multidão que o mundo alcança’. Se for para eu acreditar no que Jesus disse - eles seriam apedrejados com tomates por aquela multidão e vaiados até saírem do palco - quer dizer, se eles verdadeiramente ministrassem no Espírito. Quanto mais cantassem para Jesus, mais seriam odiados e desprezados. Os cantores de gospel que estão recebendo o louvor e a aceitação do mundo perderam a presença de Jesus - que é exatamente aquilo que causa a rejeição. O evangelho de Jesus Cristo é uma ofensa ao judeu, uma loucura para o gentio”.

Am 5.23: “Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos”.

Lc 6.26: “Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas”.

Jo 15.18,19: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia”.

Jo 17.14,16: Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não são do mundo, como eu do mundo não sou”.

1 Jo 2.15: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”.

Ef 2.1-3: “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também”.

As mensagens deixadas por David Wilkerson se aplicam também às questões relacionadas a peças teatrais com figura do diabo, de drogados e bêbados. Tais peças acabam, na realidade exaltando Satanás, no local onde somente o Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo é que deveria ser reverenciado, adorado e glorificado. Observe o que Jesus disse em uma ocasião quando Ele discursava junto aos discípulos e o diabo tentou se aproximar deles. Suas palavras indicam que em um culto a Deus, não deve ser encontrado nada que referencie o diabo, pois ele nada tem em Jesus.

Jo 14.30: “Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim”.

2 Co 6.14,15: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?

Is 42.8: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura”.

Com relação à questão envolvendo as letras das músicas, algumas delas, apesar de não trazerem os ritmos exagerados e alucinantes, são verdadeiras mensagens anticristãs. São músicas antropocêntricas, ou seja, músicas centralizadas no homem e no engrandecimento do seu ego e da sua vontade, estas desprezam totalmente a mensagem da cruz, da necessidade do homem renunciar-se a si mesmo; outras são músicas triunfalistas, estas desprezam totalmente a vontade soberana de Deus, a igreja em seu passado, quando muitos cristãos morreram em arenas de leões por não negarem o nome de Jesus. Tais músicas desprezam também o verdadeiro sentido da vida cristã de que, apesar do sofrimento, a verdadeira vitória está em perseverar e ser fiel a Jesus Cristo independente do fim ou não do sofrimento. Há também aquelas músicas que estimulam a vingança, onde o “vitorioso” é visto no palco e o seu inimigo na platéia. Tais músicas desprezam totalmente a mensagem de Jesus, onde os discípulos do Reino são estimulados a vencerem o mal com o bem, a amar os que os perseguem, a fazer o bem a seus inimigos, a oferecer a outra face e a não resistir ao mal.

1.2 Usar qualquer tipo de vestimenta – Ornamento ou maquiagem que torne a pessoa vulgar, roupas sensuais...

O traje do cristão deve ser decente, modesto em todo tempo e em todos os lugares, pois o cristão deve ser um “sacrifício vivo” e não um sacrifício morto deixado no altar, além dele ser também morada do Espírito Santo.

Jo 14.17: “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós”.

Ef 4.24: “E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”.

1 Ts 5.23: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

1 Tm 2.9,10: “Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras”.

1.3 Realizar reuniões de cunho não espiritual dentro do templo – Colocar em cima do altar pessoas ímpias...

Antes de tomar uma atitude como esta, o cristão deve sempre considerar o que diz a palavra de Deus:

2 Cr 19.2: “E Jeú, filho de Hanani, o vidente, saiu ao encontro do rei Jeosafá e lhe disse: Devias tu ajudar ao ímpio, e amar aqueles que odeiam ao Senhor? Por isso virá sobre ti grande ira da parte do Senhor”.

Sl 10.3,4: “Porque o ímpio gloria-se do desejo da sua alma; bendiz ao avarento, e renuncia ao Senhor. Pela altivez do seu rosto o ímpio não busca a Deus; todas as suas cogitações são que não há Deus”.

Sl 36.1: “A transgressão do ímpio diz no íntimo do seu coração: Não há temor de Deus perante os seus olhos”.

Sl 50.16-20: “Mas ao ímpio diz Deus: Que fazes tu em recitar os meus estatutos, e em tomar a minha aliança na tua boca? Visto que odeias a correção, e lanças as minhas palavras para detrás de ti. Quando vês o ladrão, consentes com ele, e tens a tua parte com adúlteros. Soltas a tua boca para o mal, e a tua língua compõe o engano. Assentas-te a falar contra teu irmão; falas mal contra o filho de tua mãe”.

Pv 17.15: “O que justifica o ímpio, e o que condena o justo, tanto um como o outro são abomináveis ao Senhor”.

Pv 25.5: “Tira o ímpio da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça”.

Is 26.10: “Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; até na terra da retidão ele pratica a iniqüidade, e não atenta para a majestade do Senhor”.

Com relação a festas sociais não propícias para o recinto, aqueles que amam ao Senhor consideram o que diz a palavra de Deus:

Sl 5.7: “Mas, eu entrarei em tua casa pela grandeza da tua benignidade; e em teu temor me inclinarei para o teu santo templo”.

Sl 93.5: “Mui fiéis são os teus testemunhos; a santidade convém à tua casa, Senhor, para sempre”.

Sl 96.9: “Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra”.

2. A irreverência indica falta de temor a Deus – Precisamos oferecer a Deus cultos racionais...

Um culto racional é aquele onde o homem não perde a sua capacidade de raciocinar, sua inteligência espiritual, doutra maneira, os homens tornar-se-ão presas fáceis para Satanás, através de falsos mestres, falsos doutores, falsos apóstolos, lobos disfarçados de ovelhas e todo tipo de doutrina falsa e estranha.

Rm 12.1: Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”.

Cl 1.9: “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual”.

1 Pe 2.2: “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo”.

2.1 Sem reverência oferecemos sacrifício de tolo – Todo ato impensado na casa do Senhor, como por exemplo...

A primeira coisa a ser esclarecida é que adoração sem reverência não é adoração e sim falsificação. Com relação a falar mais do que ouvir; palavras chulas ou brincadeiras excessivas no púlpito; e obediência às autoridades eclesiásticas.

Tg 1.19: Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”.

Ef 4.29: “Não saia da vossa boca nem uma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem”.

Ef 5.4: “Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas antes, ações de graças”.

Cl 4.6: “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um”.

Hb 13.17: “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil”.

2.2 Sem ordem e decência vira profanação – Toda adoração sem ordem e decência se torna vã diante de Deus...

Existem aqueles que por querer se mostrar mais “sobrenaturais” que os outros se portam com desordem e ainda usam o versículo de 2 Co 3.17 para se justificarem: Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”. Onde está o Espírito do Senhor há liberdade quanto a fuga do pecado, quanto a estar livre, pela justiça de Cristo da condenação da lei, e onde há o Espírito do Senhor há decência, ordem e sabedoria. O apóstolo Paulo instruiu a igreja:

·   Quanto a forma de culto para que todos sejam edificados - 1 Co 14.26: Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação”.
·   Quanto a manifestação dos dons espirituais - 1 Co 14.29-31: “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados”.
·   Quanto a necessidade de não haver conversas paralelas que impedem o transcorrer do culto - 1 Co 14.34,35: “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja”.

2.3 Com falta de reverência, não é racional – A palavra exige culto racional, pois a irreverência atrapalha os irmãos...

Assoviar, gritar, dançar sensualmente (muitas vezes algo que está disfarçado nas coreografias ou chamado ‘ministério de dança’) não é adorar. Estas não são atitudes espirituais, e sim carnais, fazem parte dos modismos atuais, do “culto show” que tem como propósito promover o entretenimento. Nas palavras de Charles Spurgeon:

“O fato é que muitos gostariam de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças. Se nos encontramos incapazes de frear essa enxurrada, podemos, ao menos, prevenir os homens quanto à sua existência e suplicar que fujam dela. Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhes tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam com cinzas; rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice”.

Trocar carícias íntimas dentro da igreja é incitar o outro que está olhando. Manifestação de carinho e respeito é uma coisa, carícias é outra, e estas devem ser reservadas aos casais casados e em local privado, não público.

Gl 5.16,19-21: “Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”.

Cl 3.5: “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria”.

3. Fazer mau uso do lugar santo ou das coisas sagradas – É uma insensatez deixar celulares tocar alto ou atendê-los em cima do altar do Senhor...

Se um líder atende um celular em cima do altar do Senhor, que exemplo ele estará dando aos membros da igreja? Existem também aqueles que ficam transmitindo mensagens via celular, ou notebooks no momento do culto, há também aqueles que fazem do momento do culto uma verdadeira sessão de fotografia com suas câmaras digitais. Além de insensatez atitudes como estas representam total falta de reverência, de respeito, de temor a Deus, de conhecimento de Deus.

Ec 4.13: “Melhor é a criança pobre e sábia do que o rei velho e insensato, que não se deixa mais admoestar”.

Jr 5.21-25: “Ouvi agora isto, ó povo insensato, e sem coração, que tendes olhos e não vedes, que tendes ouvidos e não ouvis. Porventura não me temereis a mim? diz o Senhor; não temereis diante de mim, que pus a areia por limite ao mar, por ordenança eterna, que ele não traspassará? Ainda que se levantem as suas ondas, não prevalecerão; ainda que bramem, não a traspassarão. Mas este povo é de coração rebelde e pertinaz: rebelaram-se e foram-se. E não dizem no seu coração: Temamos agora ao Senhor nosso Deus, que dá chuva, a temporã e a tardia, ao seu tempo; e nos conserva as semanas determinadas da sega”.

Rm 1.21: Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu”.

3.1 Transformar a casa do Senhor em feira – Não convém desqualificar o lugar de adoração transformando-o em comércio...

Vende-se de tudo na casa do Senhor: Livros, CDs, DVDs, revistas, roupa íntima, cosméticos etc... Tal fato indica falta de zelo para com a casa do Senhor. Jesus demonstrou seu zelo pela casa de Deus, quando Ele expulsou os cambistas do templo, e isto levou seus discípulos a associarem sua atitude ao que estava escrito no Sl 69.9: Pois o zelo da tua casa me devorou, e as afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim”.

Jo 2.13-17: “E estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados. E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas; e disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda. E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorará”.

3.2 Tomar para si o que é do Senhor – Estão vendendo igrejas de portas fechadas com crentes, móveis e utensílios...

O tópico 3.1 falou da casa de Deus virando local de comércio, aqui a igreja é o objeto a ser comercializado! Enquanto Jesus deu sua vida pelas almas os infiéis usam as almas como ganho, e nem sequer se envergonham do que fazem.

Jr 6.13-15: “Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade. E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. Porventura envergonham-se de cometer abominação? Pelo contrário, de maneira nenhuma se envergonham, nem tampouco sabem que coisa é envergonhar-se; portanto cairão entre os que caem; no tempo em que eu os visitar, tropeçarão, diz o Senhor”.

1 Tm 6.5: “Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais”.

2 Pe 2.3: “E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita”.

3.3 Usar os móveis e utensílios da casa do Senhor para fins seculares – Manasses, rei de Judá, profanou a casa do Senhor. Cuidado para onde você está levando...

No Antigo Testamento, quando alguém cometia algum pecado em relação às coisas consagradas ao Senhor, além do sacrifício pelo pecado no valor das coisas sagradas, aquele que pecou deveria acrescentar a quinta parte do valor e devolver ao sacerdote. Imaginem o que acontecerá quando Deus for requerer aquilo que tem sido levado da sua casa nos dias atuais.

Lv 5.15: “Quando alguma pessoa cometer uma transgressão, e pecar por ignorância nas coisas sagradas do Senhor, então trará ao Senhor pela expiação, um carneiro sem defeito do rebanho, conforme a tua estimação em siclos de prata, segundo o siclo do santuário, para expiação da culpa. Assim restituirá o que pecar nas coisas sagradas, e ainda lhe acrescentará a quinta parte, e a dará ao sacerdote; assim o sacerdote, com o carneiro da expiação, fará expiação por ele, e ser-lhe-á perdoado o pecado.

Observe também a rejeição de Deus em relação àqueles que pecam no tocante às coisas consagradas a Ele: 

Ez 44.8,13: E não guardastes a ordenança a respeito das minhas coisas sagradas; antes vos constituístes, a vós mesmos, guardas da minha ordenança no meu santuário. E não se chegarão a mim, para me servirem no sacerdócio, nem para se chegarem a alguma de todas as minhas coisas sagradas, às coisas que são santíssimas, mas levarão sobre si a sua vergonha e as suas abominações que cometeram”.

A igreja deve, nos dias atuais, sem dúvida alguma, repensar os seus caminhos, pois todas estas coisas constituem-se em profanação à casa do Senhor.

Hb 10.28-31: “Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça? Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo”.

4. Os incovenientes do templo são uma afronta a Deus - Os pastores são responsáveis por ensinarem e não deixarem acontecer qualquer ensino prejudicial...

At 20.28,29: “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho”.

Ef 4.11,12: E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo”.

2 Co 4.2: “Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade”.

2 Co 11.4: “Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis”.

1 Tm 1.3: “Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns, que não ensinem outra doutrina”.

4.1 Ensinar coisas contrárias à palavra de Deus – Passar ensinamentos não bíblicos ou querer usar o Espírito de Deus é um insulto...

Neste ponto o comentarista lista alguns dos desvios doutrinários que tem sido observado na casa de Deus, dentre eles:

·   Magia e hipnotismo – Este tipo de desvio tem se manifestado atualmente, principalmente através do movimento do “sopro” e do “cair no espírito”. Os defensores de tais movimentos se baseiam em algumas passagens, onde alguns servos de Deus caíram mediante a manifestação da glória de Deus. Uma minuciosa avaliação destas passagens, no entanto levará a conclusão de que em tais situações o que ocorria na realidade, é que os servos de Deus se prostravam com o rosto em pó, em sinal de reverência à grandeza da presença de Deus. De outro modo, ou seja, quando a Bíblia relata alguém caindo de outra maneira, para trás, por exemplo, o que estava envolvido na realidade, não era a manifestação de nenhum dom espiritual, mas sim a manifestação do juízo de Deus sobre tal pessoa ou situação. A igreja deve ter cuidado com tais movimentos, pois eles são antibíblicos. O Pr David Wilkerson, por exemplo, fala deste tipo de movimento como não sendo manifestações do Espírito Santo. CLICK AQUI para ver o vídeo onde ele se angustia por esta situação.
·   Leitura de sorte e adivinhação na casa do Senhor – De forma geral, este tipo de situação tem se manifestado através da banalização do dom de profecia ou de revelação. Existem igrejas que, em total desprezo à soberania de Deus, fazem cultos de profecia, cultos de revelação e desta forma os revelamentos, profetadas, as visagens tornam-se cada vez mais algo comum no meio evangélico. Algumas igrejas chegam ao ponto de distribuir panfletos fazendo marketing dos seus “cultos de profecia e revelação” para atrair as pessoas como fazem aqueles que lêem cartas. Existem aqueles que chegam ao absurdo de dizer que possuem o raio x de Deus. Conforme diz o comentarista, “eles podem até enganar o neófito e o simples, mas não engana a Deus”.

Aqueles que dão crédito a estes desvios doutrinários acabam se inserindo naquilo que foi dito por Paulo em 2 Ts 2.11,12. Sobre eles, Deus permite a operação do erro “para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade”.

4.2 Criticar ou gracejar contra as autoridades eclesiásticas constituídas – Devemos deixá-las na mão de Deus. Posicionamentos diferentes não nos permite murmurar ou rebelar...

Neste ponto o comentarista fala da questão relacionada à murmuração ou rebelião contra as autoridades eclesiásticas bem como em relação às críticas. Considerando então esta questão, em primeiro lugar é importante esclarecer que há uma distinção clara na Bíblia quanto a murmuração e rebelião relacionada, por exemplo, à incredulidade, à inveja, à soberba, conforme se vê nos acontecimentos do deserto, e outras situações em que é necessário o julgamento, ou por assim dizer ‘a crítica’. Quanto ao primeiro ponto citado, a Bíblia mostra claramente que eles se constituem em pecado e não devem ser, de forma alguma, cometidos pelos crentes. Quanto ao segundo ponto, porém o crente não somente pode como deve exercer o direito de julgar, este, no entanto deve ser feito com cuidado, com sabedoria, de forma criteriosa e não segundo a aparência, mas segundo a reta justiça (ver Jo 7.24).
Em Mt 7.3-5, por exemplo, Jesus diz: E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”. Conforme pode-se perceber, Jesus está aqui advertindo, de certa maneira, sobre o julgamento. Ele, porém não desprezou a necessidade do crente julgar todas as coisas, caso contrário Ele não teria dito, na seqüência do mesmo capítulo: Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem” (Mt 7.6) ou ainda, mais a frente: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo” (Mt 7.15-19).
Assim, o que Jesus mostrou, é que os crentes devem, ao considerar a necessidade de julgar, julgar em primeiro lugar, a si mesmos, para depois incorrer o julgamento sobre outrem. Com relação ao julgamento que se faz então em relação ao outro ou a qualquer situação, o ensino de Jesus é de que este deve ser feito, não de forma precipitada, mas com cautela, daí Jesus ter dito “por seus frutos os conhecereis”. Ora, qualquer um sabe, pelas leis da agricultura, que há um tempo para que os frutos venham a ser manifestos, e nisto está implícito a questão da cautela. Vale ainda ressaltar que o julgamento das coisas e do ensino na casa de Deus não implica em trazer sobre ela uma situação de rebelião. Antes, o que está implícito é a necessidade de se batalhar pela fé, pelo genuíno evangelho de Jesus Cristo, pela sã doutrina do Senhor, caso contrário, a igreja estará incorrendo no erro de se permitir que doutrinas falsas, movimentos estranhos e aberrantes sejam, cada vez mais semeados em seu meio, levando muitos a permanecerem no engano dos falsos mestres, falsos pastores, falsos apóstolos e tantos outros que são verdadeiros lobos disfarçados de ovelhas.
Para mostrar como os membros da igreja devem se portar em relação a tudo que se procede dentro dela, o livro de Atos mostra o exemplo dos crentes de Beréia enaltecendo a atitude deles em relação aos de Tessalônica, já que eles puderam receber a palavra de bom grado, por terem examinado “cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11). Um outro exemplo que mostra a importância de se avaliar todas as coisas é a instrução que o apóstolo João dá em sua epístola, quando então ele escreve: “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 Jo 4.1). Por tudo isto e pelo zelo em relação à casa de Deus, tema deste estudo, os crentes devem, com amor, julgar todas as coisas com propósito de salvação, já que muitos estão adentrando pelo caminho do engano; e não com o propósito de condenação, pois este pertence somente ao Senhor.

4.3 Brigas, contendas e desavenças entre irmãos – Muitos estão usando cargos na igreja como “status” ou vaidade pessoal...

Tg 4.1: “De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?”

Fp 2.3: Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo”.

Sl 133.1: Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”.

Referências Bibliográficas:
Douglas, J. D.; O Novo Dicionário da Bíblia, 1995, Edições Vida Nova, São Paulo, SP.
Johnson, V.; Palma, A., Hernando, J.; Simmons, W.; Adams, J. W.; Demchuck, D.; Soderlund, S. K.; Glubish, B.; Gill, D. M.; Comentário Bíblico Pentecostal, 2003, 1a. Ed., CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
Wilkerson, D. Toca a Trombeta em Sião, 1988, CPAD, Rio de Janeiro, RJ.

2 comentários:

Raquel disse...

amei porque tudo vai no profundo do estudo e muita biblia para nao ter questionamento

a paz do senhor

Anônimo disse...

Estudos inspirados pelo Espírito de Deus. Quando terei acesso ao tema: "A luta contra a rebelião e a desagregação na igreja"? A paz do Senhor!