sábado, 14 de maio de 2011

14 DE MAIO DE 1948 - RENASCE A NAÇÃO DE ISRAEL

“Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra num só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos (Is 66.8).
A história de Israel, durante os dois últimos milênios pode ser vista a partir de Herodes, o grande (ver Mt 2.2-19), que foi nomeado governador da Judéia no ano 37 a.C. Durante todo este período até os dias de hoje, a terra prometida tem passado por diversos fatos históricos, sendo estes narrados em todo o mundo pelos meios de comunicação. Nós cristãos devemos estar cientes destes fatos, já que estes nada mais são do que o cumprimento de diversas profecias bíblicas, os quais demonstram, por conseguinte, a veracidade da Palavra de Deus. Também é importante nós entendermos que todos os acontecimentos envolvendo o povo escolhido de Deus, têm por finalidade preparar o mundo para a Segunda Vinda de Cristo, quando então o Senhor revelar-se-á novamente a seu povo, e o remanescente de Israel será salvo (ver Rm 11.26,27).
Após a ascensão de Jesus (ver At 1.9) os discípulos voltaram para Jerusalém, onde permaneceram até se cumprir o dia de Pentecostes, quando então ocorreu a descida do Espírito Santo (ver At 2.1-13). Historicamente, o dia de Pentecostes pode ser considerado como o marco do nascimento da igreja. No decorrer da história, o evangelho passa a ser pregado tanto a judeus quanto aos gentios. As boas novas da salvação se alastravam rapidamente, porém isto levava a diversas perseguições movidas contra os discípulos, especialmente em Jerusalém, fatos estes que levou muitos deles a fugir e formar novas comunidades de fé em Samaria, Galiléia, Antioquia e outras regiões (ver At 8.1). Ao mesmo tempo e ainda neste contexto, no ano 66 d.C. os judeus na Palestina rebelam-se contra Roma e seu domínio. Para reprimir a rebelião, o imperador Nero envia um grande exército sob o comando de Vespasiano a Jerusalém. Na Páscoa de 70 d.C., as legiões romanas cercam Jerusalém sob o comando de Tito, filho de Vespasiano (Nero havia se suicidado e Vespasiano era então o imperador). Tal fato conduz a destruição de Jerusalém sendo o sofrimento indescritível. Segundo alguns estudiosos, quando a cidade caiu, contou-se cerca de um milhão de mortos. Dos 97 mil sobreviventes, a maior parte foi levada para Roma, e estes muitas vezes foram sujeitos a espetáculos públicos como gladiadores em arenas. Este acontecimento ficou conhecido na história como “a grande dispersão judaica”, tendo este sido literalmente profetizado por Jesus, por exemplo, em Mt 23.38 e 24.2. Após a dispersão judaica, os fatos que se seguiram dentro dos limites da terra prometida foram a resistência judaica sob a liderança do rabino Akiba, sendo os exércitos organizados pelo guerreiro Bar Kochba (ano 132-135 d.C.); as cruzadas (1096-1396), o período mameluco (século XIV-XV); o domínio sob o império otomano de 1517 a 1914 e a partir de 1917 a 1947, o mandato britânico. Fora dos limites da Palestina, os judeus espalhados em todo mundo passavam por diversos sofrimentos com o anti-semitismo predominando em várias partes do mundo. Apesar dos sofrimentos que sobrevieram sobre a nação de Israel e seu povo, as dores de parto profetizada por Isaías no capítulo 66.8 vão atingir seu ápice antes e durante a segunda guerra mundial, período este que passou para a história como “O HOLOCAUSTO”, sob o comando de Hitler. O nazismo fez tudo o que podia para cumprir o extermínio dos judeus e a estimativa é de que no mínimo seis milhões de pessoas foram mortas durante esse período. O holocausto nazista só não atingiu seus objetivos de completo extermínio da raça judia, devido a fidelidade de Deus para com os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, e assim a 29 de novembro de 1947, a Assembléia das Nações Unidas, sob a presidência do eminente brasileiro Oswaldo Aranha, vota a resolução que recomendava o estabelecimento na Palestina de um Estado Judeu e um Estado Árabe. A 14 de Maio de 1948, foi então proclamado a criação do Estado de Israel, com estrutura de República Democrática, o primeiro governo autônomo judaico após quase dois mil anos desde o governo de Herodes, o grande. Renasce assim a Nação de Israel, como cumprimento do restante da palavra profética de Isaías 66.8: “... Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos”.
14 de Maio de 2011, 63 anos desde o renascimento da Nação de Israel. A igreja que viu os filhos de Israel sendo obrigados a deixarem sua pátria, contempla agora o seu retorno. Tal fato deve ser motivo de alegria para toda igreja, pois este acontecimento aponta para a volta de Jesus, além de engrandecer e exaltar o nome do nosso Deus, pois nós, como conhecedores da sua Palavra, testemunhamos a soberania e fidelidade de Deus. A história de Israel segue em frente, trazendo de volta os judeus dispersos de todas as partes do mundo para a terra prometida (ver Ez 37.21,22; Am 9.14,15), até o grande dia em que Nosso Senhor Jesus Cristo voltará em grande poder e glória para estabelecer em Jerusalém o seu Reino Milenar de Paz (ver Mt 5.35; 24.30; 25.31-24). Ao nosso Deus, Único e Verdadeiro, seja a glória eternamente, Amém!

                                                                               Magda Narciso Leite

3 comentários:

Pb. Vandislei - Rio Pomba -MG disse...

Quero parabenizar a irmã pelo belíssimo trabalho que desenvolve juntos aos professores da EBD, tem sido uma benção pra mim e minha esposa,e parabéns também por esta matéria 14 de maio renasce Israel.

Magda disse...

Pb. Vandislei,

Grata por suas palavras e por sua participação. Que o Senhor nos ajude a continuar crescendo em graça e conhecimento do seu Santo Nome.

Paz seja contigo.

Pr. J. Fabio Scofield disse...

Olá! Irmã Magda, Graça e Paz...

Muito obrigado pela visita, e por se dispor a seguir um trabalho tão simples como o nosso blog, com certeza seremos grandes amigos.

Deus te abençoe...